Dolar tem maxivalorização e quem tem dinheiro em paraíso fiscal ganha como nunca fatura

Moeda norte-americana avançou 1.36% e chega a R$5,5944. Desvalorização do real eleva pressão sobre preços e agrava a crise econômica no Brasil

A política econômica desastrosa do ministro da Economia, Paulo Guedes, continua desvalorizando a moeda brasileira, o real (a terceira que mais perde valor no mundo), agravando a recessão econômica no Brasil. O descontrole cambial pressiona preços de combustíveis, gás de cozinha, energia elétrica e repercute também na alta do preço dos alimentos. O dólar fechou em alta de 1,36%, cotado a R$ 5,5944, naa terça-feira, 19. Viajar para o exterior ficou ainda mais difícil: o dólar turismo foi negociado a R$5,8066. Foi a maior cotação da moeda estrangeira desde abril deste ano. Na máxima do dia, o dólar chegou a valer R$5,6131, promovendo a farra especulativa.
Farra especulativa

A “justificativa”do mercado seria a preocupação dos investidores com as contas públicas, após informações de que o governo anunciaria o novo Auxílio Brasil de R$400. A reação negativa do mercado fez o governo adiar o anúncio do programa social. Mas a justificativa é uma forma de esconder a verdade: o fracasso da política econômica do Governo Bolsonaro e a inviabilidade da projeto ultraliberal de Guedes, modelo que não é praticado em lugar nenhum do planeta.

A moeda norte-americana acumula alta de 2,73% no mês e 7,85% no ano. Nem mesmo as intervenções do Banco Central conseguiram segurar a alta do dólar.  Já os banqueiros e grandes corporações ganham muito dinheiro em paraísos fiscais com a desvalorização da moeda brasileira. É o caso, como ser sabe, do próprio ministro Paulo Guedes e do atual presidente do BC, Roberto Campos Neto. Ambos mantêm offshores em paraísos fiscais do Caribe e continuam faturando alto com a política cambial comandada por eles próprios.

Fonte: Carlos Vasconcellos/SindBancários-RJ, com Contraf-CUT e Imprensa SindBancários/PoA .

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