Documentário “Paulistas” chega para contar impacto da monocultura agrícola na vida da família do diretor no interior de Goiás

O CineBancários estreia nesta quinta-feira, 22/2, na sessão das 17h, o documentário “Paulistas”, de Daniel Nolasco. A exibição do filme que entra na grade de horários do SindBancários por meio do projeto Sessão Vitrine Petrobras, até 28 de fevereiro, sempre às 17h, mostra as transformações sofridas pela zona rural de Goiás a partir da monocultura agrícola e da exploração dos recursos hídricos. Antes das sessões de “Paulistas”, será exibido o curta de animação “Quando os Dias Eram Eternos”, dirigido por Marcus Vinicius Vasconcelos.

Inspirado na história do próprio diretor, “Paulistas” conta a história das transformações de uma região por meio do olhar e da relação de três irmãos: Samuel, Vinícius e Rafael. Os três se mudaram para a região urbana de Catalão e deixaram para trás a cidade onde nasceram, retornando apenas para passar férias.

Os ingressos para as sessões no CineBancários custam R$ 12,00. Estudantes, idosos, pessoas com deficiência, bancários sindicalizados e jornalistas sindicalizados pagam R$6,00. Os ingressos podem ser adquiridos no local ou no site ingresso.com . Aceitamos os cartões Banricompras, Visa e Mastercard. A sala de cinema do SindBancários fica na Casa dos Bancários (Rua General, Câmara, 424, Centro Histórico de Porto Alegre).

A história de “Paulistas”

O filme acompanha a dupla contradição entre o retorno e a partida, entre a tradição e modernidade, por meio dos três personagens: jovens que se mudaram para a região urbana de Catalão (GO) e retornam à casa da família durante as férias. As férias de julho são o momento em que futuro e passado encontram-se completamente presentes na região dos Paulistas, segundo o diretor Daniel Nolasco.

Até a década de 1970, o local era uma região rural do sul de Goiás formada por um conjunto de pequenas fazendas, todas com poucos hectares de terra e com agricultura de subsistência. Todos os moradores da região de “Paulistas” eram de uma mesma família. Este cenário começou a mudar no fim dos anos 80, com a chegada da monocultura da soja no Estado e com a compra dessas fazendas pelos latifundiários. Começou aí o êxodo da população rural para as cidades, transformando a região e o país para uma característica de população urbana.

Nolasco explica ainda que o filme retrata um universo conhecido e íntimo. “Morei até os dois anos na região – minha mãe foi uma das primeiras a deixar os Paulistas e se mudar para a cidade de Catalão, no interior de Goiás. Vi ao longo dos anos e do passar do tempo a transformação pela qual passou a região e as pessoas que se mudaram para áreas urbanas. Comecei a observar o fim daquela cultura e daquele modo de vida”.

Tradição e modernidade

Para compor esse cenário de contradições entre a tradição e a modernidade, o documentário intercala imagens do cotidiano das pessoas e imagens da hidrelétrica. A paisagem sonora de cada um desses lugares busca construir esse conflito que está estabelecido nesta região: da floresta morta à beira do rio ou da plantação de soja que quase invade as poucas casas que ainda restam no local.

Sinopse

Paulistas e Soledade são duas regiões rurais localizadas no sul de Goiás. No começo da década de 1990, o êxodo rural foi intensificado com a expansão da monocultura agrícola e a exploração dos recursos hídricos. Desde 2014, não existem mais jovens morando na região. Estamos em julho, mês de férias. Época em que os filhos visitam a casa dos pais.

Ficha técnica

Direção: Daniel Nolasco

Estado de produção: GO/RJ

Produção: Estúdio Giz e Panaceia Filmes

Gênero: Documentário

Duração: 76 minutos

Sobre o diretor

Daniel Nolasco é natural de Catalão – Goiás, bacharel em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal Fluminense e bacharel em História pela UFG. Dirigiu e roteirizou os curtas metragens: “Sr. Raposo” (2018), selecionado para mostra Foco, principal categoria da 21ª Mostra de Cinema de Tiradentes; “Netuno” (2017), premiado como melhor filme na sessão Curta Carioca do Rio Festival de G&S no Cinema 2017; “Tatame” (2016), prêmio de Melhor Montagem, Menção Honrosa do Júri Especial ABD-PE/APECI no no 3º MOV (PE); “Febre da Madeira” (2015), premiado como Melhor Diretor e Melhor Filme Documentário no 18º FICA; “A Felicidade Chega aos 40” (2014), premiado no edital Festcine; “Urano” (2013), terceiro lugar na categoria de vídeo experimental no Festival Internacional de Cinema da Bienal de Curitiba; “Os Sobreviventes” (2013) adaptado da obra homônima de Caio Fernando Abreu, que recebeu o Prêmio Casa França Brasil de melhor filme no Festival de Curtas de Brasília (2013) e o prêmio de Melhor Curta da Mostra na Mostra Miragem (2013); “Gil” (2012), filme selecionado para participar do Munich International Festival of FilmSchools 2012 e do Festival Internacional de Cine UNAM 2013 e outros vinte festivais;

e “A Geografia do Preconceito” (2011).

Também dirigiu o curta-metragem “Repórter Esso” que participou do REcine 2012. Dirigiu e roteirizou “Mar Verde”, episódio do Sala de Notícia do Canal Futura (Rede Globo). Roteirista de “A Vez de Matar, A Vez de Morrer” de Giovani Barros, selecionado pelo Edital de Apoio à Produção de Obras Audiovisuais Inéditas 2013 do estado do Mato Grosso do Sul. Recebeu duas menções honrosas no desenvolvimento de roteiros, uma no laboratório de roteiros do Curta Cinema 2011 pelo roteiro “A Felicidade chega aos 40” e outra no “Sal Grosso”, laboratório de roteiro realizado pelo Festival Brasileiro de Cinema Universitário, em 2012 pelo roteiro “O Monstro do Armário de Dona Odete”. Foi assistente de produção nos longas-metragens “Estado de Exceção” (2012) dirigido por Juan Posada e no documentário “Abdias Nascimento” (2011), dirigido por Aída Marques. Foi produtor de finalização na produção franco-brasileira “La grenouille et Dieu” (2013), dirigido por Alice Furtado.

Curta-metragem – ‘Quando os Dias Eram Eternos‘

Dirigido por Marcus Vinicius Vasconcelos, o curta de animação “QUANDO OS DIAS ERAM ETERNOS“ será exibido antes das sessões do filme “PAULISTAS“, que estreia dia 22, pelo projeto Sessão Vitrine Petrobras. Premiado em festivais como o de Havana, Janela Internacional de Cinema, Festival Luso Brasileiro de Santa Maria da Feira e Festival de Brasília, entre outros, o filme conta a história de um filho que volta para a casa de infância para cuidar da mãe em seus últimos dias de vida.

Trata-se de um filme bastante pessoal que relata um pouco do processo de luto que experenciei após a morte de minha mãe. Após esse longo e doído período que se confunde com a realização do curta, fico muito feliz em saber que o filme segue sua carreira, agora em mais uma janela: a do circuíto comercial de salas de cinema. explica o diretor”, destaca o diretor. Marcus Vinicius Vasconcelos.

Ficha Técnica – Quando os Dias Eram Eternos

Direção: Marcus Vinicius Vasconcelos

Produção: Nádia Mangolini

Roteiro E Direção De Arte: Marcus Vinícius Vasconcelos

Animação: Maurício Nunes, Diego Akel

Assistência De Animação: José Pistilli, Laís Oliveira

Composição: Débora Slikta

Montagem: Marcio Miranda Perez

Animatic: Gabriela Akashi

Trilha Sonora Original: Dudu Tsuda

Desenho De Som, Foley E Mixagem: Ricardo Reis, Effects

Finalização: O2

Realização: Estúdio Teremim

Grade de horários

(Não abrimos segundas-feiras)

15 a 21 de fevereiro

15h – Antes do Fim

17h – Pela Janela

19h – Antes do Fim

22 a 28 de fevereiro

15h – Antes do Fim

17h – Paulistas + Quando os dias eram eternos

19h – Antes do Fim

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