Documentário “GOLPE” propõe olhar gaúcho sobre impeachment de 2016

Se você ainda não acredita ou não quer crer que o Brasil do segundo governo Dilma Rousseff sofreu um golpe, precisa assistir um filme que está em cartaz no CineBancários desde as sessões de estreia de 14 e 15 de agosto passado. Está bem, você não quer ser convencido de nada. Mas então procure entender “GOLPE”, documentário gaúcho, como uma forma pedagógica de ter argumentos para, até mesmo, tretear nas redes sociais sobre história do Brasil. GOLPE, dirigido por Guilherme Castro e Luiz Alberto Cassol, teve estreia em 14 de agosto no Cinema do CineBancários e mais uma sessão, às 21h, desta quinta-feira, 16/8, e outra, na sexta-feira, 17/8, às 21h15.

O documentário faz uma cronologia e uma reflexão sobre os fatos políticos recentes que marcam a destituição de Dilma Rousseff e a prisão de Lula no contexto das reformas neoliberais impostas e da ascensão do fascismo político e social que se seguem. Se hoje temos candidatos defendendo pena de morte, o armamento de setores mais privilegiados da sociedade, se assistimos a debates sem projetos de país entre candidatos que não têm condições de governar sequer o condomínio onde moram, podemos compreender isso como efeito do corte realizado numa política de investimentos públicos ampliados em 2016.

GOLPE é um documentário 1h10min de duração, produzido em Porto Alegre. Propõe um recorte histórico sobre o atual momento de transformações políticas vivido por uma sociedade em clima de embate político da primeira eleição presidencial depois do golpe do impeachment.

Força do filme

Segundo o jornal Brasil de Fato, a força do filme está nas conexões feitas, na abrangência, na quantidade de informações, na narrativa aberta e na linguagem audiovisual contemporânea. Entre a infinidade de imagens e sons midiáticos que circulam, numa linha de tempo historicamente fundada e detalhada, o filme traça um panorama repleto de informações, sendo profundo e ao mesmo tempo sintético e visual.

GOLPE faz uma cronologia e reflexão sobre os fatos que culminaram na deposição de Dilma e na prisão de Lula. “O documentário parte de um conceito narrativo de que vivemos em meio a uma sociedade midiática, onde o fluxo de imagens e informações é tão intenso, que dificulta uma interpretação clara, ainda mais nesse esquema das bolhas, que propiciam a desinformação”, pontua Castro. “Como cineasta – continua – me deparo constantemente com o seguinte impasse: que imagens produzir num ambiente que tem câmera por todos os lados?” Seu objetivo é apresentar uma narrativa consistente e que contribua para a discussão política.

Os depoimentos

GOLPE conta com a participação de: Benedito Tadeu Cezar, Bruno Lima Rocha, Celi Pinto, Claudir Nespolo, Gleidson Renato Martins Dias, Juremir Machado, Kátia Azambuja, Mario Madureira, Matheus Gomes, Miguel Rossetto, Moises Mendes, Néstor Monasterio, Priscila Voigt Severiano, Tarso Genro, Vanessa Aguiar Borges e Zoravia Bettiol.

Realizadores

Guilherme Castro – Cineasta e professor. Dirigiu os documentários Becos, Transversais e Saúde; os curtas-metragens Terra Prometida e Boa Ventura, os especiais para a RBSTV Mariazinha, O Massacre dos Bugres e Garibaldi – Herói de Dois Mundos; na TVE/RS, dirigiu programas de teledramaturgia, documentários e jornalismo, e foi diretor de programação. Foi presidente do Conselho Estadual de Cultura e da Associação Profissional de Técnicos Cinematográficos do RS. É mestre e doutorando em cinema pela Universidade Anhembi Morumbi/SP. Trabalhos em www.guilhermecastro.org.

Luiz Alberto Cassol – Diretor cinematográfico e cineclubista. Dirigiu os longas-metragens documentais Câncer – Sem Medo da Palavra, Edmundo, Janeiro 27 (codirigido com Paulo Nascimento) e Todos (codirigido com Marilaine Castro da Costa). Realizou também os curtas ficcionais Fome de Quê?, Anônimos, Nem Isso e Grito e os curtas documentais Faltam Cinco Minutos e Tabaré Inácio. Foi presidente do Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros/CNC. Foi diretor do IECINE/Instituto Estadual de Cinema do RS e da Cinemateca Paulo Amorim.

História se repete?

Questionado se o Brasil está fadado a repetir a sua história, o diretor argumenta que a história é cíclica. “Ela tem nos mostrado que, sempre que avançamos um pouco, em seguida, acontece um retrocesso e, dessa forma, repetimos o curso da história”, sustenta. “E isso normalmente acontece com povos que não valorizam memória, educação e cultura”, acrescenta. Seu propósito é registrar para as gerações presentes e futuras as semelhanças entre os golpes políticos no Brasil e a fragilidade da formação democrática da sociedade.

Crédito foto: Carol Ferraz/Abril de 2017

Fonte: Imprensa SindBancários, com DW e Brasil de Fato

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