Doc “Estou me guardando pra quando o carnaval chegar” estreia dia 11 no CineBancários

Filme do mesmo diretor de “Cinema, aspirinas e urubus” retrata a vida de uma cidade transformada pelo cinema e pelo carnaval indústria

O diretor estava a caminho de um festival de cinema em Taquaritinga do Norte e ao passar por Toritama, no agreste de Pernambuco, ficou impressionado com a loucura que havia se tornado aquela cidade que conhecera pacata, com biblioteca, orquestra de música, festa de padroeiros. Responsável por 20% da produção de jeans do país, Toritama havia se transformado. Foi quando alguém comentou comigo que as pessoas ali costumavam vender seus próprios eletrodomésticos para passar o carnaval na praia. Achei que era uma transgressão muito forte alguém se desvencilhar dos bens de consumo, muitas vezes de primeira necessidade, por conta do carnaval. Fiquei imaginando a intensidade desse processo de trabalho e, como eu faço cinema para vasculhar o que eu não conheço, achei que esse era um bom mote para um filme”, diz o diretor.

Produzido pela Carnaval Filmes, o documentário “Estou me guardando para quando o carnaval chegar” mostra o envolvimento dos moradores de Toritama, no agreste de Pernambuco, com a produção de jeans no Brasil e com o carnaval. O documentário estreia no CineBancários no dia 11 de julho, dentro da Sessão Vitrine, projeto de distribuição coletiva da Vitrine Filmes, que lança um título por mês, com sessões diárias e ingressos de valor reduzido, promovendo debates e maior acessibilidade aos filmes. Eu acho muito oportuno ter a estreia nacional do nosso filme justamente no momento histórico que o Brasil vive: onde os trabalhadores a cada dia perdem seus direitos, onde o Ministério do Trabalho é extinto e onde se promove a política do trabalho autônomo sem se saber as reais consequências disso”, diz o diretor Marcelo Gomes.

Ele diz que Toritama é hoje responsável por 20% da produção de jeans do país. “De passagem pela cidade, alguém comentou comigo que as pessoas ali costumavam vender seus próprios eletrodomésticos para passar o carnaval na praia. Achei que era uma transgressão muito forte alguém se desvencilhar dos bens de consumo, muitas vezes de primeira necessidade, por conta do carnaval. Fiquei imaginando a intensidade desse processo de trabalho e, como eu faço cinema para vasculhar o que eu não conheço, achei que esse era um bom mote para um filme”, diz o diretor.

Durante a realização do filme, nós tivemos grandes encontros com maravilhosos moradores de Toritama e também tivemos momentos de grande reflexão. Afinal, o que seria só um documentário sobre uma pequena cidade industrial se transformou num processo de reflexão, sobre o que nós fazemos com a nossa vida, com o nosso trabalho e com o nosso tempo. Essa jornada pelo Agreste foi um momento muito feliz pra gente, além de muito prazeroso”, declara Marcelo Gomes.

Sinopse

A cidade de Toritama é um microcosmo do capitalismo implacável. A cada ano, mais de 20 milhões de jeans são produzidos em fábricas de fundo de quintal. Os locais trabalham sem parar e os moradores são orgulhosos de serem os donos do seu próprio tempo. Durante o Carnaval – o único momento de lazer do ano, eles transgridem a lógica da acumulação de bens, vendem seus pertences sem arrependimentos e fogem para as praias em busca de uma felicidade efêmera. Quando chega a Quarta-feira de Cinzas, um novo ciclo de trabalho começa.

Sessão Vitrine

A Sessão Vitrine destaca-se por sua preocupação em fomentar a formação de público e por uma curadoria que zela pelo fortalecimento de um audiovisual descentralizado. São lançados pelo projeto filmes realizados em diferentes estados, de diversos gêneros narrativos, que apresentam temáticas plurais e afirmativas. Dessa maneira, a distribuidora Vitrine Filmes vem se consolidando como um projeto que atua na construção de um cinema diversificado.

O filme fez parte da seleção oficial da Mostra Panorama do Festival de Berlim e recebeu Menção Honrosa do Júri Oficial e da ABD/SP, além do prêmio da crítica no Festival É Tudo Verdade/2019

Créditos

Brasil, 2019, 85 min, classificação indicativa – Direção | Roteiro: Marcelo Gomes – Produtoras: Carnaval Filmes, Rec Produtores Associados, Misti Filmes. – Direção de Fotografia: Pedro Andrade – Produtores: João Vieira Jr., Nara Aragão – Coprodutores: Chico Ribeiro, Ofir Figuereido, Ernesto Soto, Marcelo Gomes – Produção executiva: João Vieira Jr., Ernesto Soto – Montagem: Karen Harley – Som: Pedro Moreira, João Lucas, Lucas Caminha. Música: O Grivo – Direção de Produção: Karina Nobre, Luna Gomides – Assistência de Montagem: Gustavo Campos – Personagens: Leonardo, Francielly, Canario, Velho do Ouro.

Sinopse

Uma pequena cidade do Agreste pernambucano é considerada a capital nacional do jeans. Esse microcosmo mostra o capitalismo moderno e suas transgressões.

Festivais

Mostra Panorama | 69º Festival de Berlim – Mostra Competitiva | 24º É Tudo Verdade: Prêmio da Crítica | Abraccine, Menção Honrosa | Júri Oficial, Menção Honrosa | Júri da Associação Brasileira dos Documentárias/ABD-SP – Sheffield Doc Fest 2019 – Seleção Oficial – Olhar de Cinema – Olhares Brasil. – Doc Aviv – International Documentary Film Festival.

O diretor

O longa-metragem de estreia de Marcelo Gomes, “Cinema, aspirinas e urubus”, chamou a atenção da mídia em 2005 ao ser selecionado para o Festival de Cannes (na seção Un Certain Regard), onde ganhou o Prêmio da Educação Nacional da França. Em 2009 ele apresentou o cultuado Viajo porque preciso, volto porque te amo, no Festival de Veneza. Codirigido por Karim Ainouz, o filme ganhou diversos prêmios em cidades como Toulouse, Havana e Paris. Em 2012 Gomes estreou seu terceiro longa, Era uma vez eu, Verônica, no Festival Internacional de Cinema de Toronto e ganhou prêmios em festivais como os de Brasília, Havana, San Sebastian e Guadalajara. Em parceria com o artista visual Cao Guimarães, ele lançou, em 2014, na mostra Panorama do Festival de Berlim, o longa O homem das multidões. E, em 2017, estreou na Mostra Competitiva do Festival de Berlim com Joaquim, longa-metragem contemplado com Prêmio Fênix (México) e premiado também no Festival de Havana e Nova York.

 

Grade de Filmes de 11 a 17 de Julho (não há sessões nas segundas-feiras):

Dia 11 de julho:

15h – O OLHO E A FACA

17h – DIVINO AMOR

19h – ESTOU ME GUARDANDO PARA QUANDO O CARNAVAL CHEGAR

Dia 12 de julho:

15h – O OLHO E A FACA

17h – DIVINO AMOR

19h – ESTOU ME GUARDANDO PARA QUANDO O CARNAVAL CHEGAR

Dia 13 de julho:

15h – O OLHO E A FACA

17h – DIVINO AMOR

19h – ESTOU ME GUARDANDO PARA QUANDO O CARNAVAL CHEGAR

Dia 14 de julho:

15h – O OLHO E A FACA

17h – DIVINO AMOR

19h – ESTOU ME GUARDANDO PARA QUANDO O CARNAVAL CHEGAR

Dia 16 de julho:

15h – O OLHO E A FACA

17h – DIVINO AMOR

19h – ESTOU ME GUARDANDO PARA QUANDO O CARNAVAL CHEGAR

Dia 17 de julho:

15h – O OLHO E A FACA

17h – DIVINO AMOR

19h – ESTOU ME GUARDANDO PARA QUANDO O CARNAVAL CHEGAR

Os ingressos podem ser adquiridos por R$ 12,00 na bilheteria do cinema ou no site ingresso.com . Idosos, estudantes, bancários sindicalizados, jornalistas sindicalizados,portadores de ID Jovem e pessoas com deficiência pagam R$ 6,00. Aceitamos Banricompras, Visa, MasterCard e Elo.

C i n e B a n c á r i o s 

Rua General Câmara, 424, Centro

Porto Alegre – RS – CEP 90010-230

Fone: (51) 34331205

……………………

FOTOS | CARTAZ: https://drive.google.com/open?id=1olY2MRJhyIviFXhYKsVmdKoFE0HXrEpB

TRAILER | sem legenda: https://youtu.be/EkWTjNz_dyU

TRAILER | com legenda: https://www.youtube.com/watch?v=zNAmtxJNe6o

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

FACEBOOK

SERVIÇOS

CHARGES

VÍDEOS

O BANCÁRIO

TWITTER