Dirigentes sindicais cobram no Palácio Piratini gestão do governo do Estado para diretoria do Banrisul reabrir mesa de negociações

Após a Caminhada dos Bancários, os dirigentes sindicais também solicitaram ao Governo do Estado, no Palácio Piratini, uma cobrança de postura mais pró-ativa das diretorias do Banrisul e do Badesul quanto às negociações, com o Comando Nacional dos Banrisulenses e dos colegas do Badesul, das pautas específicas de reivindicações. Até agora, apenas uma mesa de negociação foi realizada com a diretoria do Banrisul. No dia 2/9, os representantes do banco na mesa de negociação vieram com as mãos vazias.

Durante o Ato de aniversário do Banrisul, na Praça da Alfândega, na segunda-feira, 12/9, antes do encontro no Palácio Piratini, o presidente do Banco, Luiz Gonzaga da Mota, participou da atividade, comeu bolo e disse que não haveria avanços na mesa de negociação por causa da crise. O Banrisul iria seguir a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) obtida com a negociação da Fenaban, afirmou o diretor do Banrisul na Praça da Alfândega (foto).

O secretário-geral do SindBancários, Luciano Fetzner, disse ao secretário José Guilherme Klinemann, no Palácio Piratini, que é importante a diretoria do banco acenar com uma disposição maior para negociação. “Gostaria de ressaltar a importância da reabertura das negociações. A grande maioria dos itens da nossa pauta específica são questões que não geram custos para a empresa. É preciso melhorar essa interlocução, porque a mesa com a Fenaban está adiantada, foi acelerada e o Banrisul não está disposto a negociar”, detalhou Luciano, que também é funcionário do Banrisul.

O diretor da Contraf-CUT, Mauro Salles, cobrou um posicionamento mais claro do governo do Estado quanto as negociações e em relação à questão das privatizações. “É preciso ter um posicionamento do governo. Esse silêncio está causando muita intranquilidade entre os funcionários e na sociedade gaúcha. O silêncio não é bom para ninguém. O silêncio na negociação também intranquiliza os funcionários do Banrisul”, finalizou Mauro Salles.

O secretário adjunto disse que iria entrar em contato com dirigentes do banco, anunciando que respeitaria a autonomia dos gestores do Banrisul. “O Banrisul é uma entidade autônoma. Essa autonomia tem que ser respeitada. As negociações passam pela Fenaban. O governo confia que o Banrisul vai dar essa oportunidade para negociar”, comentou Klinemann.

O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, lembrou ao secretário adjunto da Casa Civil que o atraso nas mesas e nenhum aceno de avanças na pauta de reivindicações específicas ampliam as chances de os funcionários do Banrisul manter a GREVE após um acordo com a Fenaban. “Já aconteceu de o banco seguir em GREVE por vários dias depois de ter terminado a GREVE nacional por causa da intransigência dos diretores. Ficar tempo sem negociar só provoca indignação entre os Banrisulenses”, finalizou Gimenis.

Crédito foto: Caco Argemi

Fonte: Imprensa SindBancários

 

 

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