Dirigentes esperam respostas em reunião da terça, 19/1, com o Banrisul

Última reportagem da Superterça, 12/1, traz detalhamentos de debates sobre dimensionamento de caixas e grupo de risco

Um dos princípios dos representantes da diretoria do Banrisul nas mesas temáticas de negociação com a Comissão de Negociação do Comando Nacional dos Banrisulenses tem sido insistir na premissa de é fundamental adequar o banco aos efeitos das tecnologias da informação e comunicação (TICs).

E um dos efeitos na vida diária do banco, segundo os representantes, será o menor número de caixas nas agências bancárias. Esta foi uma das questões debatidas na reunião da Superterça, 12/1. O banco apresentou números de dimensionamento de caixas fixos mas não detalhou critérios utilizados para definir quantos caixas determinada agência terá no Rio Grande do Sul.

O outro detalhamento que fecha a terceira e última matéria da série da Superterça foi sobre o chamamento do pessoal do grupo de risco. O banco deixou claro e se comprometeu a não fazer as pessoas com mais de 60 anos e com doença crônica voltarem ao trabalho presencial.

Na próxima terça-feira, 19/1, a partir das 13h30, dirigentes representantes dos Banrisulenses e negociadores voltam a se reunir por videoconferência. Os dirigentes esperam respostas para assuntos pendentes e avanços em questões que recuaram na Superterça, como a finalização dos acordos coletivos do teletrabalho e do ponto eletrônico, e o edital com o regulamento detalhado da eleição ao Conselho de Administração.

De caixa fixo a caixa eventual

Quanto aos caixas, o banco apresentou alguns números. Segundo os representantes da diretoria na mesa temática, para suprir a necessidade de suas agências, o banco precisa de 954 caixas fixos. Tem 952. E 17 agências não possuem caixas fixos.

Ademais, informou o Banrisul, há 167 colegas que foram descadastrados de suas funções de caixa e já estão engajados no projeto Horizontes, programa de requalificação profissional. Esse processo atende à cláusula 39 do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT-Banrisul) que postula que os caixas descredenciados recebam a gratificação de caixa por nove meses e recebam cursos de requalificação profissional.

O problema é a prática do artigo na ponta do sistema. Nem sempre a cláusula é cumprida e, muitas vezes, o corre o que não se prevê. Dirigentes de vários sindicatos de todo o estado levaram histórias de práticas que conduzem a pensar que o banco está preparando e oficializando a prática de “caixa eventual”.

O banco admite que está fazendo isso e até fala abertamente na reunião que vai começar a pagar a gratificação de caixa de forma proporcional, quer dizer, de acordo com os dias que o funcionário abrir o caixa para trabalhar. Mas o problema é que há caixas descredenciados, no programa de requalificação, que estão trabalhando como caixas eventuais.

O banco garante que a orientação é colocar os colegas em outras funções e que os gestores não podem mais descadastrar colegas como caixas.

Um outro problema da vida prática diz respeito ao fato de os caixas já desempenharem outras funções como de tesouraria, acumulando tarefas. E quando um caixa de uma agência entrar em férias ou tiver que almoçar? Como fica o atendimento?

Os dirigentes alertaram o banco de que essa política de descadastramento de caixas está atacando a imagem do Banrisul como banco público. Já há discussões em filas e descontentamento, por parte dos clientes, pela demora no atendimento. Filas também se acumulam em agências do interior e da capital, o que é perigoso em tempos de pandemia de Covid-19.

Grupo de risco

Um anúncio, anterior à reunião da Superterça, que preocupou os dirigentes disse respeito ao chamamento de colegas afastados de suas funções por serem do grupo de risco a Covid-19 (mais de 60 anos, portador de doença crônica como diabetes e pressão alta). Na Superterça, o banco esclareceu que não se tratava de um chamamento para que o colega afastado fosse colocado diretamente no trabalho presencial.

Na verdade, a intenção, garantiu o banco, é levantar dados sobre o estado de saúde dos afastados e saber do que precisam. Entre as medidas que o banco irá tomar para processar esse chamamento será orientar os colegas do grupo de risco a procurar o SESMT em razão da proximidade dos exames periódicos obrigatórios.

Na sexta-feira, 15/1, o banco já enviou email aos colegas afastados do grupo de risco detalhando até o procedimento para envio de documentação via on line.

O banco também anunciou que vai colocar o médico do trabalho do Banrisul à disposição, assim como a telemedicina do Hospital Moinhos de Vento, com o qual tem convênio. O banco também disse que vai aceitar laudo de “qualquer médico” que ateste impossibilidade de trabalho durante a pandemia.

Os dirigentes ponderaram algumas questões. Que o banco garantisse condições de trabalho para aqueles que desejam voltar a desempenhar suas funções em casa e que vão monitorar esse processo.

Os dirigentes alertaram que o Banrisul tem um perfil diferente de cliente. Trata-se de um cliente de renda média para baixa que costuma ir a agências com maior frequência para o atendimento presencial e que, por isso, é preciso ter muito cuidado com colega do grupo de risco.

Como representantes dos Banrisulenses, também participaram da reunião: Denise Falkenberg Corrêa (Fetrafi-RS), Mariluz Carvalho (SEEB Santa Cruz do Sul), Gerson Kunrath (SEEB Vale do Caí), Ana Maria Silva (SEEB Lajeado), Luciano Fetzner (presidente do SindBancários), Cleberson Pacheco Eichholz (presidente do Sintrafi, Sindicato de Florianópolis e Região), Fábio Soares Alves (Fetrafi-RS), Ana Maria Betim Furquim (Fetrafi-RS) e o assessor jurídico Milton Fagundes.

Como representantes do Banrisul, participaram da reunião: Fernando Perez (Negociador), Gaspar Saikoski (Superintendente de RH), Raí Mello e Douglas Bernhard (Jurídico)

Leia aqui as reportagens da Superterça

> Teletrabalho e ponto eletrônico

> Conselho de Administração, mudanças em programa da Cabergs e alterações na Remuneração Variável dos ONs

Fonte: Imprensa SindBancários

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