Dirigentes do SindBancários ocuparam Brasília para defender empregos, lutar contra reformas e exigir Diretas Já

Estamos diante de um momento histórico nas vidas dos trabalhadores brasileiros. A um governo federal, assolado por denúncias comprovadas de corrupção, resta impor as Reformas Trabalhista e Previdenciárias no Congresso Nacional com a ajuda das forças repressivas do Exército e da Polícia Militar. Foi neste cenário de guerra, que dirigentes do SindBancários participaram, na quarta-feira, 24/5, em Brasília da marcha #ocupabrasília para defender empregos, lutar contra reformas e exigir Diretas Já.

Está mais do que claro que o governo de Michel Temer não tem mais moral para seguir adiante. O problema é que manobras da base aliada deste governo no Congresso Nacional estão atropelando regulamentos e forçando uma saída que só traz perspectivas sombrias para os trabalhadores. Em nome da aprovação dos Projetos de Lei que contêm as Reformas da Previdência (PL 268) e Reforma Trabalhista (PL 6787), os golpistas dos nossos direitos preparam um golpe dentro do golpe que perpetraram há mais de um ano: querem eleger, de forma indireta, um possível substituto de Temer, para tocar as reformas e retirar direitos que custaram muita luta aos trabalhadores.

O diretor do SindBancários e secretário de comunicação da CUT-RS, Ademir Wiederkehr, relatou que, além da importante participação na Marcha em frente ao Congresso Nacional, da quarta-feira, os bancários estiveram na Câmara dos Deputados para participar de sessão solene, nesta quinta-feira, 25/5, em homenagem aos 16 anos de luta da Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão (ANAPAR). “Fora Temer! Diretas já! Foi isso o que nós gritamos na manhã desta quinta-feira no plenário da Câmara de Deputados. A deputada Erika Kokay (PT-DF) recordou a trajetória do ex-ministro Luiz Gushiken e do ex-dirigente do SindBancários de Porto Alegre e advogado Luiz Antônio Castanha Maia, que muito contribuíram na fundação da entidade. Em seguida, houve a abertura do Congresso da ANAPAR, no auditório Nereu Ramos. A deputada Maria do Rosário (PT-RS) disse que ‘violentos são os que jogam bombas de gás e atiram contra os trabalhadores, que lutam pelos seus direitos’ ”, escreveu Ademir em seu perfil no Facebook.

As diretora do SindBancários, Claudete Marocco, que é funcionária do Banrisul, disse que a repressão no Congresso Nacional foi vergonhosa para o governo federal e que a luta dos trabalhadores vai continuar. “Esses dois dias em Brasília vão ficar na história das lutas dos trabalhadores e das centrais sindicais. Estamos vivendo um momento histórico que exige muita luta e resistência. Mostramos que não vão nos intimidar. Os trabalhadores estão prontos para resistir e avançar na luta contra as reforma e na defesa dos nossos direitos”, explicou Claudete.

A diretora do SindBancários, Carmen Lúcia Guedes, que é funcionária do Santander, lembrou que a representação dos bancários da base do SindBancários em Brasília, pelos dirigentes, partiu do pedido de muitos bancários preocupados com as reformas e com a repercussão nos direitos que conquistamos. “Temos que ficar atentos e mobilizados de forma permanente. O governo Temer está muito enfraquecido e tenta ganhar tempo para votar de qualquer maneira as reformas trabalhista e da previdência. Temos também que lutar, em caso de renúncia de Temer, para que o processo de escolha do seu substituto seja feito pelo voto direto. A eleição indireta no Congresso Nacional será uma cortina de fumaça para eleger um presidente alinhado com os banqueiros e para fazer as reformas que tantos direitos vão tirar de todos nós, bancários”, acrescentou Carmen Lúcia.

O diretor da Contraf-CUT e representante dos empregados gaúchos da Caixa no CEE Caixa, Gilmar Aguirre, reforçou a importância de os bancários estarem atentos à defesa dos seus direitos e dos bancos públicos. “Desde o ano passado, assistimos a imposição de retrocessos na Caixa, no Banco do Brasil e no Banrisul. A nossa participação aqui em Brasília reforça a importância de lutarmos também pela pauta específica dos bancários. Além de lutarmos por melhores condições de trabalho e renda, temos que defender os bancos púbicos, muito ameaçados de venda pelos governos golpistas”, detalhou Gilmar.

Fonte: Imprensa SindBancários

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