Dirigentes cobram respeito à vida e à saúde do Banrisul

Comunicação interna do banco anunciando retorno escalonado a partir de outubro levou dirigentes a fazer reivindicações sobre cuidados médicos e respeito a colegas com sequelas e parentes com comorbidades

O anúncio de retorno ao trabalho presencial no Banrisul chegou sob a forma de uma Instrução Administrativa (IA), na sexta-feira, 17/9, e com uma live de um integrante da diretoria do Banrisul direto da Expointer. Mas, na reunião da terça-feira, 21/9, entre o Grupo de Trabalho do Comando Nacional dos Banrisulenses e representantes da diretoria do Banrisul, houve várias cobranças. A mais contundente sobre detalhes do retorno e que esse retorno fosse feito no mais estreito respeito á saúde e à vida dos colegas de todo o Estado.

Os representantes dos Banrisulenses, em resumo, pediram bom senso à diretoria e respeito à saúde e á vida. De novo, fizeram ressalvas a um retorno abrupto e sem que haja exames médicos de quem já teve Covid-19, daqueles com sequelas e, principalmente, dos colegas de grupos de risco, aqueles com alguma comorbidade ou que convivam com parentes que apresentem esses tipos de doenças. Uma nova reunião sobre retorno ao presencial ficou marcada para a terça-feira, 28/9, às 15h.

Os dirigentes se disseram preocupados com a IA. Nela, não há detalhes sobre providências seguras e aplicação de protocolos de sanitização para o caso de haver novos contágios por conta de aglomerações em departamentos e agências em todo o Estado. A preocupação centrou-se também no retorno dos colegas da Direção Geral (DG).

Não por acaso. A DG tem um fluxo muito intenso de circulação de pessoas, especialmente nos horários de almoço, salas sem janelas, onde os colegas ficam próximos um dos outros. As agências grandes e do Interior do estado, com a falta de pessoal, também são alvo de preocupação nesse retorno.

Os representantes da diretoria do Banrisul também anunciaram que não haverá pagamento de RV1. O desempenho do banco em relação à média de outras instituições financeiras teria ficado abaixo do esperado.

A diretora da Fetrafi-RS, Denise Falkenberg Corrêa, questionou uma guinada do banco, a partir de relatos de casos de agências que deixaram de ser sanitizadas ou fechadas diante de casos de Covid-19 detectados, e fez um alerta.

“A pandemia não terminou. Em que pese a vacinação avançada, ainda há muitos riscos com variantes do novo coronavírus. Temos muitas reservas ao trabalho presencial ainda. Mesmo entendendo que a vacinação avança. Quando for voltar, precisamos fazer uma negociação. Agências já voltaram”, detalhou Denise, enfatizando o fato de a IA anunciar o retorno de pessoal do grupo de risco, com parentes com comorbidades e só deixar de fora do retorno ao presencial as mulheres grávidas.

Outra preocupação disse respeito aos colegas que adoeceram de Covid-19 e apresentam sequelas. Há quem relate perda de audição, dificuldades para respirar, cansaço. Esses seriam casos para permanecerem em home office, segundo entendimento dos integrantes do Comando.

Veja as reivindicações do Comando quanto ao retorno ao presencial no Banrisul

> Exame de retorno, principalmente para o grupo de risco em home office.

> Quanto aos coabitantes, muitos colegas convivem com parente que fazem tratamento oncológico, quimioterapia. Esses colegas não têm como voltar agora.

> Sequelas da Covid-19: Muitos colegas que tiveram Covid-19 ficaram com sequelas. Até os casos leves apresentam sequelas. Desde ansiedade a sofrimento psíquico, esquecimento, dificuldade de concentração, casos de perda auditiva.

> DG e agências antigas: Nesses locais, há problemas de ventilação. Na DG, muita gente trabalha em locais sem janelas. Colocar pessoas a trabalhar perto de janelas abertas.

> Escalonamento: Cuidados na hora do almoço. Ocorreram surtos de Covid-19 em algumas agências em decorrência disso.

> Que seja um retorno tranquilo, com segurança para o banco, mas principalmente para os Banrisulenses.

Para a diretora da Fetrafi-RS, Ana Maria Betim Furquim, o banco precisa se cercar de todos os cuidados num momento ainda perigoso da pandemia. “O retorno vai além das vacinas. É preciso cuidado para receber os colegas que positivaram para Covid-19. É preciso fazer exames nos colegas que estão voltando. Temos colegas que podem estar prejudicados, com transtornos”, reiterou.

O banco comprometeu-se em respeitar os protocolos e anunciou o “retorno gradual” a partir de 4 de outubro. Primeiro, retornam os executivos na DG e 15% das equipes. No dia 18 de outubro, as equipes ficarão com 30% dos quadros. A partir do dia 11 de outubro, começa o rodízio. O banco também anunciou que, na próxima quinta-feira, 23/9, começam a chegar as máscaras PFF2. Reivindicação do Comando Nacional dos Banrisulenses, a distribuição das máscaras PFF2 em todo o estado deve começar na semana que vem.

Sede Serraria

Uma das reivindicações do Comando Nacional dos Banrisulenses e que foi levada à mesa de negociação da terça-feira, 21/9, disse respeito ao destino do Centro de Treinamento Banrisul, conhecido por sede Serraria. O presidente do SindBancários, Luciano Fetzner, chegou a cobrar o envio, por escrito, da intenção do banco. Os negociadores do banco disseram que não poderiam enviar nenhum documento, porque não tinham respostas sobre venda ou não.

O banco respondeu que o assunto “ainda está em avaliação”. Não está definido. Assim que tiver uma posição, dará retorno.

“No dia 12 de agosto, enviamos um ofício, dando conta de que gostaríamos de informações sobre o Centro de Treinamento Serraria. Não tivemos retorno concreto e prático de nada. As respostas que temos até agora é que o banco não fala nada. Enquanto colegas nos dizem que já tem comprador e preço. Vamos nos falando”, ponderou Luciano.

Auxílios

O banco anunciou que não haverá reajustes nos auxílios moradia e movimentação, nem nas diárias e quilômetro rodado. Isso porque, o banco fez uma pesquisa dos valores em outros bancos e chegou à conclusão de que paga dentro da realidade e no “topo” de outros bancos. Essas verbas não estão incluídas no Acordo Coletivo de Trabalho Específico, como a 13ª cesta alimentação, e a PLR. Daí, a importância das Campanhas Salariais e das mesas de negociações para garantir direitos e reajustes.

Também participaram da reunião os seguintes integrantes do Comando Nacional dos Banrisulenses: Cleberson Pacheco Eichholz (presidente do Sintrafi-SC) Gerson Kunrath (presidente SEEB Vale do Caí), Ana Maria Silva (SEEB Lajeado), Fábio Soares Alves (Fetrafi-RS), Sergio Hoff (Fetrafi-RS), Milton Fagundes (assessor jurídico da Fetrafi-RS).

Como representantes da diretoria do banco, estiveram presentes: Marco Aurélio Oliveira (negociador do Banrisul), Gaspar Saikoski (Superintendente de RH), Paulo Henrique Pinto da Silva (assessor jurídico), Raí Mello (assessor jurídico), Douglas Bernhard (assessor jurídico) e Sergio Juchem (advogado do Banrisul).

Fonte: Imprensa SindBancários

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