Diretoria do Santander vem ao SindBancários para debater homologações fora do Sindicato e a volta de adoecidos ao trabalho mesmo sem condições de saúde

Banco de Horas, Parcelamento de Férias, Homologação das demissões e a tendência dos médicos do Santander de considerar “aptos” ao trabalho todos os bancários que deixam a licença de saúde do INSS, por mais grave que seja o seu quadro clínico. Estes e outros temas sensíveis na negociação dos bancos com os seus trabalhadores, foram discutidos em uma reunião no SindBancários, na manhã desta sexta-feira, 23/03, com representantes do Santander. O presidente do Sindicato, Everton Gimenis, outros diretores e a assessoria jurídica debateram os abusos do banco e os problemas trazidos pela reforma trabalhista do desgoverno Temer. “Este encontro foi pedido pelo próprio Santander”, disse Gimenis. “Esperamos que os representantes do Santander desta vez nos dêem um retorno objetivo sobre os problemas enfrentados pelos bancários”, disse ele.

Próxima semana

Fabiana Ribeiro, diretora de Relações Sindicais, e Marcos Schmitz, superintendente de RH do Santander, ouviram as colocações dos sindicalistas e prometeram dar uma resposta – já na próxima semana – sobre os bancários ainda adoecidos que são automaticamente considerados “aptos” a voltar ao trabalho. Sobre a insistência em fazer a homologação das rescisões no próprio banco, Gimenis comentou: “Até parece que o Santander e outros bancos têm medo da fiscalização do Sindicato”.

Sobre esse ponto, o diretor sindical Luiz Carlos Cassemiro, também funcionário do Santander, deixou claro: “No nosso entendimento, a ação do banco, em não realizar as homogações no sindicato, representa um desrespeito com  a categoria. Vejo que nas agências nem o gestor tem o conhecimento adequado para realizar as homologações, por isso a importância da conferência feita pelo Sindicato”, afirmou.

Para o assessor jurídico do SindBancários, a posição intransigente do banco nas homologações fora do Sindicato possui um claro conteúdo político-ideológico. “E esse conteúdo não é modernizante nem transparente”, avaliou o advogado Antônio Vicente Martins, “mesmo que os bancos tenham hoje governança sobre este ponto”.

Ações judiciais

Já o diretor de Comunicação do SindBancários, Mauro Salles, alertou que, em consequência da reforma trabalhista aprovada pelo Congresso, “vão pipocar ações judiciais, pois o banco sequer tenta negociar com os sindicatos”. Ele destacou que se tudo for judicializado, as conversações e definições vão ficar comprometidas.

Everton Gimenis recordou para a representante do Santander (que também é integrante da mesa de negociação de Fenaban), que a entidade dos bancos nunca aceitou negociar o Termo de Compromisso apresentado pelos bancários. “Nunca se abriu ao diálogo, nunca veio uma contraproposta ao nosso Termo de Compromisso”, argumentou o presidente do SindBancários. “Espero que esta posição comece a ser reconsiderada”, concluiu.

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