Diretoria do Banrisul precariza Banrifone, reduzindo tempo de atendimento e prejudicando negócios

Todas as vantagens oferecidas pelo Banrisul aos seus clientes através do canal de atendimento Banrifone , como comodidade, segurança e horários diferenciados, começam a ficar ameaçadas pelas novas medidas que a direção do banco quer implementar já a partir deste dia 15 de julho. O horário de atendimento – que hoje vai das 7h às 24h – pela nova proposta vai ficar menor, das 8h às 22h.  A explicação fornecida pelo banco é a da “redução de custos” e da queda da demanda de ligações naqueles horários.

A diretoria do Banrisul erra ao realizar a redução do horário de atendimento. Banrisulenses que têm suas vidas organizadas junto à família, como o deslocamento para o local de trabalho (horários de ônibus), escola dos filhos, temem mudarem de horário de uma hora para outra. Colegas que estudam também serão prejudicados com a medida. A outra perda diz respeito aos negócios e atendimentos que o menor horário pode impede que sejam feitos.

Atualmente o Banrifone atende em média 1.385 clientes por dia. Mas o serviço está perdendo muitas ligações em função de falta de planejamento, com erro no dimensionamento correto dos atendentes, ocasionando um nível de serviço de 84% no canal, quando a meta estipulada é de 90%. A diretoria do Banrisul mostra total falta de autonomia, pois precariza atendimento, reduz a chance de realizar negócios e prestar informações.

Estão seguindo a cartilha do desmonte do Estado, patrocinado pelo governo Sartori. Em vez de realizar reduções de capacidade de atendimento, essa diretoria deveria investir em novos produtos, melhorar o atendimento e realizar concurso público para ampliar o o número de plataformistas, de operadores de negócio e de caixas nas agências.

A alteração de horários prejudica os usuários do canal, em geral idosos que terão que utilizar o serviço em outros horários, geralmente com fila de ligações, ocasionando espera ao telefone. Para os funcionários, a mudança é mais uma demonstração de indiferença da diretoria do banco, que coloca redução de custos acima do bem estar dos colaboradores e de suas famílias. Em muitos casos, haverá redução de rendimentos, com colegas que terão que cancelar a Cabergs para toda a família, pois sua renda não suportará mais o pagamento mensal do plano de saúde.

Desrespeito à CLT

O SindBancários está atento ao problema, lembrando que não foi dada nenhuma opção às pessoas que trabalham no canal, em flagrante desrespeito ao Art. 468 da CLT, que determina que nos contratos individuais de trabalho só seja lícita a alteração das respectivas condições, por mútuo consentimento, e desde que não resultem direta ou indiretamente em prejuízos ao empregado, sob pena de nulidade da cláusula infringente desta garantia.

Fonte: Imprensa SindBancários

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