Direção da Caixa expõe bancários(as) e clientes ao risco da Covid-19

No período do mês com maiores filas, vigilantes, pessoal da limpeza e organizadores de filas sumiram das agências da Caixa

Exatamente no período crítico, a direção da Caixa parece ter tomado uma medida que expõe os (as) bancários(as) e os clientes do banco ao risco de contrair Covid-19. Quem foi até uma agência da Caixa para fazer alguma operação presencial ou para receber o auxílio emergencial, desde o início de outubro, notou ausências. Os vigilantes, organizadores de filas, terceirizados(as) que fazem triagem para o atendimento presencial e até o pessoal que higieniza o autoatendimento sumiram.

O resultado tem sido um verdadeiro caos. As filas estão desorganizadas. Os clientes nem conseguem manter o distanciamento de dois metros. Sem segurança nas áreas externas, os(as) bancários(as) estão mais preocupados(as) do que nunca.

Sem contar que, em muitas agências, de tanto trânsito, aquelas marcações na calçada que organizam o distanciamento social também estão apagadas. Falta até referência para as pessoas que precisam de atendimento manterem o distanciamento social.

Quando falamos em dar valor à vida, podemos pensar que a direção da Caixa está alinhada com o governo Bolsonaro: a preocupação com a nossa saúde e bem-estar não é prioridade.

Nem da segurança da população, das empregadas e empregados da Caixa, dos terceirizados e da população esse governo Bolsonaro dá conta. É vergonha atrás de vergonha. As pessoas, desesperadas, buscam pelo atendimento, buscam por alguma chance, alguma renda para poder botar comida na mesa. Há milhões de desempregados. Os colegas da Caixa estão fazendo um esforço hercúleo para atender a população da melhor forma, mas não encontram respaldo na empresa”, criticou l diretor do SindBancários e empregado da Caixa, Tiago Vasconcellos Pedroso.

O presidente do banco, Pedro Guimarães, é um assíduo integrante das comitivas de viagens presidenciais, como foi o caso da ida a Nova York, para o discurso de abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Ele anunciou que estava com Covid-19, mas não aprece ter aprendido muito com a experiência.

E o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, chega a dizer abertamente ser contra o uso de máscaras. Queiroga também contraiu Covid-19 em Nova Iorque no mês passado e precisou ficar confinado em um hotel. O resultado dessa descrença na ciência, nas recomendações protetivas pelo uso de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) é este: a retirada de agentes que atuam para proteger as pessoas que mais precisam ir presencialmente em uma agência bancária da Caixa.

Para o diretor do SindBancários, Tiago Pedroso, o risco de infecção pelo novo coronavírus aumentou muito nas unidades da Caixa. “A Caixa retira os seguranças das áreas externas que garantiam proteção. Não há também um cuidado na renovação da sinalização das filas para o espaçamento nos passeios públicos na frente das unidades. Infelizmente, não temos nem uma sinalização de que este governo [Bolsonaro] queira enfrentar a pandemia. Só enfrentou por pressão popular. Lamentamos muito. Perdemos vários colegas Brasil afora na pandemia e não queremos perder mais ninguém por Covid ou pela falta de segurança na frente das unidades”, acrescentou.

Outro resultado é o número de mortos no Brasil por Covid-19. Passamos de 600 mil. E a média de mortes da última semana beira os 500 por dia. A pandemia ainda não acabou. Todo o cuidado é bem-vindo.

Sem contar que a vacinação avança de forma desigual no país. No Rio Grande do Sul, já temos cerca de 50% de vacinados com duas doses de vacina ou dose única. Mesmo assim, não se pode achar que estamos livres da Covid-19. Os cientistas passam alertando que novas cepas do novo coronavírus podem surgir, como a delta, e fugir da proteção das vacinas

É preciso manter o distanciamento social e usar máscaras. Sem as pessoas que organizam as filas, trabalham na segurança, como os vigilantes externos, e sem que os setores de autoatendimento sejam borrifados ou limpos com álcool gel 70%, o risco de infecção cresce muito. A vida pede socorro em agências da Caixa!

Fonte: Imprensa SindBancários

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