Covid-19: diante dos riscos, bancários pressionam por prioridade na vacinação

A categoria bancária está na luta para ser considerada um dos setores prioritários no Plano Nacional de Imunização (PNI) contra a Covid 19.

A atividade bancária é considerada essencial nos termos do Decreto n° 10.282 de 20 de março de 2020, alterado pelo Decreto n° 10.329 de 28 de abril, que regulamenta a Lei n°13.979 de 6 de fevereiro de 2020. A reivindicação de vacina antecipada à categoria é tanto mais atual diante das agências bancárias com aglomeração de pessoas e filas nos auto-atendimentos, bem como nos serviços de caixa e áreas de gerência e negócios. “Bancárias e bancários são obrigados a trabalhar o tempo todo e se a demanda nas agências bancárias têm sido muito grandes, eles também têm que estar na prioridade da vacina. É justo que estejam”, afirma a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, (Contraf-CUT), Juvandia Moreira. .

“A categoria, em todos os momentos mesmo nos feriados quando tem lockdown decretado na cidade, tem que ir até as agências bancarias. Estão atendendo muita gente no pagamento das aposentadorias, pessoas que não conseguem usar o cartão, que não sabem usar os canais digitais. Têm muitos bancários que estão sendo contaminados com a Covid. Portanto, como temos uma atividade essencial, temos que estar nas prioridades da vacina”, acrescentou Juvandia.

Ofício ao Ministério da Saúde

A Contraf-CUT, enviou ofício ao Ministério da Saúde, solicitando a inclusão da categoria no Plano Nacional de Imunização contra o coronavírus. No ofício enviado ao Ministério, a Contraf-CUT destaca que a atividade bancária “se mantém ativa e em funcionamento em todo o território brasileiro e a categoria bancária vem prestando o serviço com a máxima eficiência”, inclusive na “execução de políticas públicas de caráter social”.

Abaixo-assinado

Vários sindicatos e federações já disponibilizaram para suas bases um abaixo-assinado virtual que cobra a inclusão da categoria bancária no grupo prioritário para a imunização. É o caso dos sindicatos de São Paulo, Osasco e Região; de Belo Horizonte e Região e o de Brasília. A adesão é feita pela plataforma Avaaz (para acessar, clique aqui).

“Lutamos para que os bancários, como categoria essencial e cujas características da atividade têm um potencial alto de transmissibilidade do vírus, sejam incluídos na fila de prioridades. A imunização contra a covid-19 é um direito do povo brasileiro e deveria ser uma obrigação do governo federal coordenar uma estratégia nacional de vacinação e prover as vacinas, com rapidez, a ser aplicadas em toda população brasileira. Mas o flagrante despreparo e a omissão do governo federal seguem impedindo o devido processo de vacinação em massa”, disse o secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT, Mauro Salles, que é também diretor do SindBancários de Porto Alegre e Região.

Outras ações

Além do abaixo-assinado virtual, as entidades sindicais da categoria também pressionam os governos para que viabilizem a vacinação o mais rápido possível. O Sindicato dos Bancários de Pernambuco, por exemplo, enviou à Secretaria Estadual de Saúde ofício que solicita a inclusão da categoria bancária no Plano de Operacionalização para Vacinação contra a Covid-19.

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, juntamente com a Fetec/SP e a Feeb SP/MS, endereçou ofício ao governo paulista reivindicando a inclusão dos bancários em grupo prioritário do Plano Estadual de Imunização (PEI). A mesma reivindicação também já foi apresentada, por meio de ofícios, ao governo federal e Prefeitura de São Paulo.

O mesmo ocorreu no Distrito Federal, onde o Sindicato dos Bancários de Brasília cobrou ação do governador do DF para a compra direta do imunizante. O Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte também cobrou do governo estadual que a categoria seja incluída como prioritária no Plano Estadual de Vacinação de Minas Gerais.

Fonte: Contraf-CUT, com informações de outros sindicatos. Edição de Imprensa SindBancários. Ilustração: Laerte.

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