Dia Nacional de Luta no Bradesco: Sindicato alerta para falta de segurança, demissões em massa e metas abusivas

Diretores visitaram agências do centro de Porto Alegre para bate-papo com a categoria

Falta de vigilantes, ausências de portas giratórias, medo de demissões e metas abusivas foram o que os diretores do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários) encontraram, na manhã desta quinta-feira (16), durante blitz realizada nas quatro principais agências do Bradesco, no centro da capital gaúcha. A atividade marcou o Dia Nacional de Luta dos funcionários do Bradesco, que em todo país, protestaram contra as mais de 8,547 demissões realizadas pela Instituição financeira.

Na ocasião, o vice-presidente da CUT-RS, diretor do sindicato e ex-presidente do SindBancários, Everton Gimenis, juntamente de Edson Rocha, diretor da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do  Rio Grande do  Sul (Fetrafi-RS) e dos também diretores do Sindicato dos Bancários, Jorge Luís Lucas e  Daniel Mendes, distribuíram panfletos denunciando a situação de descaso e abuso enfrentada pela categoria desde o começo da pandemia.

“O Bradesco lucrou R$ 6,64 bilhões no primeiro trimestre de 2021, 73,6% a mais do que foi contabilizado no ano passado. No mesmo período, demitiu muitos dos funcionários que ajudaram o banco a atingir este objetivo. Qual o futuro que eles esperam para quem faz a instituição funcionar?”, questiona o texto distribuído para todos os colaboradores que realizavam trabalho presencial nas agências visitadas.

Em pouco mais de 12 meses, o Bradesco fechou 1.088 agências. “As pessoas que têm conta na Instituição, agora, esperam em filas que só crescem”, aponta o documento.

Para Gimenis, as cobranças passam longe da realidade e quando somadas à falta de segurança nos locais de trabalho, faz o desrespeito beirar um cenário de ameaça contra a vida dos bancários.

“São poucas as agências que possuem vigilantes ou portas giratórias, os patrões querem é ampliar as unidades de negócio do Bradesco, pois assim economizam com a segurança e colocam a vida dos bancários em risco. Ficam todos à mercê de roubos e assaltos. Já tivemos casos de colegas que tiveram seus pertences pessoais roubados e que foram até agredidos no ambiente de trabalho pela falta de vigilantes. Isto é absurdo”, criticou.

Ao longo da conversa com os funcionários, o que se percebeu foi um clima de receptividade ao diálogo, mas também de medo pelo futuro incerto. Daniel Mendes tranquilizou os bancários. ” Estamos aqui para receber suas denúncias anônimas. Nossa obrigação é para com os direitos da categoria e por isso sempre prezamos pela integridade de quem nos aponta alguma irregularidade”, disse o diretor em cada localidade visitada.

“Não ficaremos de braços cruzados, todas as denúncias que chegarem serão analisadas para que medidas cabíveis sejam tomadas e, se for necessário, para que o Ministério Público do Trabalho (MPT) seja comunicado dos abusos”, alertou Rocha, que falou em nome da Fetrafi-RS.

“O sofrimento físico e mental dos funcionários está nas alturas. É justo trocar saúde por lucro?”, questionou o dirigente diante de uma plateia reflexiva.

Nas ruas e nas redes

O dia também foi de luta dos bancários do Bradesco nas redes sociais. Desde às 11h, a hashtag utilizada para protestar no Twitter #QueVergonhaBradesco alcançou 6.521 menções até o momento do fechamento desta matéria.

Confira como foi a mobilização no Twitter do SindBancários.

Texto e fotos: Marcus Perez com edição de Manoela Frade

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