Dia Mundial de Combate ao Suicídio: adoecimento mental é epidemia entre bancários

Para combater, o SindBancários promove encontro de Grupo de Ação Solidária todas às quartas, 15h

Neste sábado (10) é dia de se colocar em evidência o combate ao suicídio, mal responsável por vitimar mais de 700 mil pessoas em todo o globo, somente em 2019. No Dia Mundial de Combate ao Suicídio, instituições sanitárias lançam a campanha do Setembro Amarelo, mês de conscientização sobre a importância do diálogo sobre saúde mental como ferramenta de combate ao suicídio.

Na categoria bancária, infelizmente, o tema é recorrente. Entre 1993 e 1995, quando uma onda de privatizações e reestruturações do ramo financeiro tomou conta do Brasil, mais de 72 colegas tiraram suas vidas, um a cada 15 dias, conforme aponta levantamento da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

Outra pesquisa realizada pela mesma entidade diz que, entre 1996 e 2005, 181 bancários se mataram em decorrência do assédio moral e das pressões abusivas para o cumprimento de metas, totalizando a impressionante soma de um a cada 20 dias.

A diretora de Saúde e Condições de Trabalho do SindBancários, Jamile de Moraes Chamun, aponta que é importante que o suicídio e o adoecimento mental que o acarreta não sejam tabu entre os trabalhadores. “Se não falamos do adoecimento mental dentro da categoria bancária, não temos como combater o suicídio e muito menos responsabilizar os bancos pelos colegas que tiraram suas vidas”, aponta a diretora.

Segundo Jamile as instituições financeiras não acham que suas metas são abusivas ou que o assédio moral provocado contra os trabalhadores nas agências seja responsável por essas mortes. “Os banqueiros acham que a origem vem de problemas familiares ou de outras circunstâncias”, destaca.

O secretário de Saúde do Trabalhador da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Mauro Salles., confirma. “Nós, bancários, somos muito cobrados no trabalho por resultados abusivos, metas inatingíveis, assédio moral, o que causa um profundo sentimento de insegurança, medo e solidão”.

O presidente do Sindicato, Luciano Fetzner, aponta que conversas francas sobre o assunto ajudam a desmistificar o sofrimento que leva o(a) bancário(a) a se matar.

“É fundamental que sigamos superando o tabu social que é falar em suicídio. As pessoas não tomam a decisão de tirar a própria vida do nada, isso é o resultado de um longo processo de adoecimento e sofrimento. E qual é a melhor forma de se combater uma doença? Prevenção. Precisamos falar, sim, sobre suicídio e assim, salvar vidas”, avalia o dirigente sindical.

Conheça o Grupo de Ação Solidária do SindBancários

É justamente este o objetivo do Grupo de Ação Solidária (GAS) do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região: auxiliar trabalhadores bancários que passam por problemas psicológicos. O GAS se reúne de forma híbrida, tanto presencialmente quanto online, às quartas-feiras, sempre às 15h. “Os bancários precisam se perguntar: de onde vem o seu adoecimento? Os trabalhadores precisam se resguardar e andar junto do sindicato na luta contra o adoecimento. Quando os pensamentos negativos tomam conta da cabeça do trabalhador, é quando ele precisa procurar o GAS e o auxílio do SindBancários”, destaca Jamile. Trabalhadores da base do sindicato podem entrar em contato com o grupo através do telefone (51) 99576-4174.

Confira abaixo o documentário 4 contos, que conta a história de trabalhadores bancários que adoeceram em decorrência do assédio moral  e metas abusivas dos bancos. 

Fonte: Imprensa SijndBancários, com informações da Contraf-CUT

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

FACEBOOK

SERVIÇOS

CHARGES

VÍDEOS

O BANCÁRIO

TWITTER