Dia Internacional das Mulheres vai reunir centenas de trabalhadoras e trabalhadores no Largo Glênio Peres, em 08 de março

Chamada pela CUT, outras centrais sindicais e movimentos, a manifestação protesta contra reforma da Previdência e seu viés machista

No próximo dia 8 de março, as pessoas que todos os dias atravessam com pressa o Largo Glênio Peres, no Centro de Porto Alegre, em busca dos ônibus para ir e voltar do trabalho, terão um cenário diferente chamando sua atenção. Centenas de mulheres, trabalhadoras rurais e urbanas, domésticas, estudantes, profissionais desempregadas e autônomas, com bandeiras, adesivos e palavras de ordem estarão comemorando e exigindo atenção ao Dia Internacional da Mulher, num ato chamado pela CUT e demais centrais sindicais. Este ano, em que a verdadeira “deforma” da Previdência articulada pelo governo Bolsonaro ataca os direitos de todos e todas, em especial das trabalhadoras, as manifestantes garantem que não abrem mão de nenhum direito.

Esquina Democrática

Basta de feminicídio! Contra a Reforma Trabalhista e o Teto de Gastos! Aborto legal já! Marielle vive! Mulheres contra Bolsonaro e seus aliados!”. Estas são algumas palavras de ordem que motivam as mulheres em geral e que estarão em debate no dia 08. Após a mobilização de todo o dia no Glênio Peres, às 17h haverá uma marcha das mulheres até a Esquina Democrática, na confluência da Rua dos Andradas com Avenida Borges de Medeiros. Todos e todas lá!

Marcha Mundial das Mulheres:

Dez razões para marchar contra a Reforma da Previdência

Para não variar, as mulheres são especialmente prejudicadas pela proposta de reforma da Previdência do governo Bolsonaro. Confira aqui as razões levantadas pela Marcha Mundial das Mulheres para protestar e ir a luta.

1) Nós mulheres somos a maioria entre as pessoas desempregadas, as que ocupam os empregos mais precários e informais, sem carteira assinada.

2) Esse projeto é perverso com as mulheres em geral, mas ainda pior para as negras e as mulheres rurais, para as professoras e trabalhadoras domésticas que só há pouco tempo começaram a ter direitos trabalhistas.

3) O “rombo” na Previdência é mentira. Se falta dinheiro, é por falha na arrecadação porque muitas empresas devem ao governo e nunca pagam. Além disso, o dinheiro da Previdência é desviado para outras coisas.

4) As mulheres são as principais responsáveis pelo trabalho doméstico e de cuidados: somando o trabalho remunerado e o trabalho doméstico não remunerado trabalhamos 55,1 horas por semana, enquanto os homens trabalham 50,5 (IBGE, 2015). E somos as que mais ocupam cargos de trabalho precário e informal.

5) Ao longo de nossas vidas ficamos alguns períodos sem contribuir para a Previdência, mesmo trabalhando. É por isso que a cada 100 mulheres aposentadas na cidade, 66 se aposentou por idade.

6) Nós mulheres somos a maioria das pessoas que recebem o BPC, com menos acesso aos direitos previdenciários e a inserção no mercado de trabalho. É uma renda no valor de um salário mínimo, pago às pessoas com 65 anos ou mais, com deficiência, que não têm condições de trabalhar, e que têm renda familiar per capita de até ¼ do salário mínimo.

7) Dizem que a expectativa de vida aumentou, e por isso as pessoas têm que se aposentar depois. Mas viver menos ou mais depende das condições reais e concretas de vida, e pode variar muito com as desigualdades de raça, sexo e classe.

8) Aposentadoria não é mercadoria! É um direito de todas as pessoas. Bancos e seguradoras é que vão se dar bem com a diminuição das aposentadorias.

9) Queremos uma Previdência Social pública, universal e solidária. Aposentadoria digna deve ser garantida pelo Estado como um direito de toda a população. Sem que a raça, o gênero e a classe determinem que poucas vidas valham mais do que a maioria.

10) Nós mulheres somos contra a reforma da Previdência e ao ajuste neoliberal porque não aceitamos a imposição da lógica individualista, num a sociedade violenta e dominada pelo mercado. Nós lutamos para que a sociedade inteira mude!

 

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