Desesperado com a força dos Banrisulenses e servidores públicos, Sartori apela à chantagem do medo para insistir nas privatizações

Desde que assumiu em 2015, o governador José Ivo Sartori adotou o discurso de crise para justificar todo um pacote de maldades que ele tenta aprovar na Assembleia Legislativa, o que inclui venda de empresas públicas lucrativas. Já demonstramos que o governo Sartori costuma mudar de narrativa cada vez que enfrenta alguma resistência na Assembleia Legislativa para vender o patrimônio público. Depois de dizer que não ia vender nada e até mentir em audiência na Fundação Piratini e desejar vida longa à TVE e extingui-la logo em seguida, a nova narrativa do governador é uma chantagem perigosa. Ele apelou na manhã da segunda-feira, 3/4, durante coletiva ao anunciar medidas de segurança, ao discurso do medo e condicionou novos concursos na área de segurança pública à aprovação do pacotaço de privatizações na Assembleia Legislativa.

Pressionado pelo fracasso da sua política de segurança, com o aumento da criminalidade, sobretudo crimes contra vida e assaltos, e criticado pela incompetência de sua política de austeridade, Sartori condicionou a abertura de novos concursos para policiais militares à aprovação do pacote que impõe a venda da CEEE, Sulgás, CRM e Corsan. É mais pressão e chantagem que pode incluir o Banrisul neste pacote que tem agora a estratégia do medo como modo de convencer os gaúchos de que a saída da crise é privatizar tudo. Sartori recua duas casas na civilidade e perde pontos ao elevar seu tom de desespero.

Os Banrisulenses sabem que a venda do Banrisul não vai resolver a crise financeira do Estado, assim como a venda da CEEE, da Sulgás, da Corsan ou a extinção das Fundações. O Regime de Recuperação Fiscal dos Estados, PL 343/17, do governo Temer, impõe venda de todo o patrimônio público para rolar a dívida por apenas três anos. Atenção, trata-se de uma moratória disfarçada, porque o estoque da dívida vai crescer. O secretário da Fazenda, Giovani Feltes, inclusive, já admitiu que a dívida global vai aumentar. Estimativas apontam para salto de R$ 50 bilhões para R$ 80 bilhões da dívida do RS com a União, a partir de 2020.

Sem partido e sem juízo?

O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, contabiliza os erros cometidos pelo governo Sartori na segurança pública como representativo de sua incompetência de gestor público. “Um governador que deixa viaturas sem gasolina, policiais militares com salário parcelado, agora vem dizer que só vai abrir novo concurso público se vender empresas públicas lucrativas, está brincando com os gaúchos. Ele repassa a responsabilidade de um caos na segurança pública que ele criou para um problema de dívida que ele não quer resolver. O caso do governador não é nem mais de perder a memória. Só pode ser outra coisa que não sabemos”, disse Everton Gimenis.

O presidente do SindBancários chamou a administração de Sartori de “governo perdido”, “uma vergonha para os gaúchos” e lembrou que até os familiares do policiais militares chegaram a bloquear as entradas dos quartéis, por quatro vezes, em 2015 e 2016,  por causa do parcelamento de salários. “Ele já mandou os professores e servidores públicos buscarem piso no Tumelero. Já mentiu na cara dos gaúchos sobre a TVE e agora zomba de todo mundo ao dizer que a culpa pela insegurança do Estado é de quem não aprova a venda de estatais. O Sartori parece que não se acha governador do Estado. A gente sabia que ele não tinha partido na campanha eleitoral em 2014, porque ele mesmo disse que o partido dele era o Rio Grande. Agora, desconfiamos que ele perdeu o juízo”, afirmou Gimenis.

Modo desespero

O governo Sartori entrou em modo desespero. Sabe que a luta dos Banrisulenses na Assembleia Legislativa, na superquarta azul, 22/3, para instalar a Frente Parlamentar em Defesa do Banrisul Público mostrou-se fortalecida. Os Banrisulenses estão unidos na defesa do banco. São 24 assinaturas de deputados estaduais, inclusive da base do governo Sartori, em defesa do Banrsiul. A tese do encontro de contas também se fortalece.

Não é preciso vender nenhuma empresa estatal para resolver o problema da dívida do RS com a União. Basta que o governador cobre os créditos da Lei Kandir. Decisão do STF em novembro do ano passado, deu prazo até 30 de novembro deste ano para que o Congresso Nacional vote a prove uma lei que regule os pagamentos da Lei Kandir. Estima-se que a União deva em torno de R$ 45 bilhões ao Estado. Pelo encontro de contas, a dívida poderia cair 10 vezes.

Alerta aos Banrisulenses: Firmeza na luta

O SindBancários faz mais um alerta aos Banrisulenses. Vamos continuar atentos. Sartori não desistiu e não vai desistir da venda do Banrisul, como quer o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Nem que para isso ele convoque plebiscito e chantageie o povo gaúcho, dizendo que só vai fazer mais concurso para novos brigadianos se vender tudo. Cortes na segurança pública, falta de gasolina nas viaturas e parcelamentos de salários é que causaram o crescimento da violência. Foi o governador que causou com sua política de austeridade e estado mínimo.

O Banrisul é nosso! Não temos medo de chantagem do governador. Trabalhe, Sartori, ache as saídas para combater a crise fiscal, como o encontro de contas. Vamos defender o Banrisul com toda a nossa força. Se vender, não tem mais volta!

A frase desastrosa de Sartori

“Tomaremos estas medidas desde que os projetos que estão tramitando na Assembleia Legislativa sejam aprovados”.  José Ivo Sartori

Fonte: Imprensa SindBancários

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