Descumprir protocolos sanitários pode levar à justa causa no Bradesco

Em SP, dois bancários do Bradesco foram desligados por justa causa. É preciso seguir as recomendações sanitárias do banco. Mas há também casos de negligência da própria instituição financeira

O SindBancários de  Porto Alegre e Região, junto com as demais entidades sindicais em outros pontos do país, alerta os trabalhadores do Bradesco para que sigam com rigor o protocolo de saúde do banco para a pandemia de coronavírus. Caso contrário podem até ser demitidos por justa causa. Foi o que ocorreu recentemente com dois funcionários do banco na cidade de São Paulo: uma bancária que testou positivo para Covid-19 e mesmo assim foi ao local de trabalho; e um bancário que estava em quarentena, pois trabalhava em local com caso confirmado, e descumpriu o afastamento ao visitar uma agência.

Assistência sindical

Os dois bancários paulistanos procuraram o seu Sindicato e estão recebendo a assistência devida, mas o Bradesco foi irredutível e comunicou que não irá reverter a justa causa. “Por isso alertamos todos os funcionários do Bradesco que fiquem em casa quando a orientação do banco for esta. O trabalhador que testar positivo, ou mesmo tiver suspeita, deve imediatamente comunicar seu gestor para que seja providenciado o afastamento”, orientou o diretor do SindBancários de Porto Alegre e Região e funcionário do Bradesco, Luis Gustavo Vargas Soares.

Demora do banco

No entanto, o sindicalista alerta que há casos de negligência do próprio banco. O diagnóstico de Covid-19 de um colega que atua como pessoa jurídica da agência General Câmara do Bradesco, no Centro Histórico de Porto Alegre, expôs a demora do banco para implementar protocolos sanitários e colocar em quarentena colegas que atuam no mesmo ambiente de trabalho. A confirmação de que o colega estava infectado pelo novo coronavírus ocorreu na segunda-feira, 22/6.

Mesmo sabendo que o protocolo é fechamento da agência e sanitização imediata, a agência General Câmara permaneceu em funcionamento. Foi preciso que o Sindicato cobrasse atitude do banco para que os protocolos fossem instaurados.

Fonte: Sindicato dos Bancários de SP, SindBancários de Porto Alegre e Região. Edição da Imprensa SindBancários

 

 

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