Deputados querem sabatinar Leite sobre nova venda de ações do Banrisul

Governador diz que "vai estudar convite" da Assembleia Legislativa, aprovada por oito votos a um, para falar sobre enfraquecimento do grande banco do estado

Aquilo que o SindBancários tem dito e repetido, sobre a irresponsável venda de ações do Banrisul até o limite de perda do controle acionário, numa instituição que traz progresso a todo o estado e dividendos ao governo da ordem de R$ 150 milhões ao ano, parece ter chegado aos ouvidos dos parlamentares gaúchos. Os deputados Sebastião Mello (MDB) e Fábio Ostermann (Novo) agora esperam a resposta do governador ao convite para explicar em audiência pública, na Comissão de Economia, Desenvolvimento Sustentável e Turismo da Assembleia Legislativa/RS, as razões para nova oferta de ações na Bolsa de Valores.

O pedido dos deputados ao governador Eduardo Leite, aprovado em reunião da Comissão, no dia 14, aborda a necessidade de esclarecimentos sobre o modelo de venda parcial das ações, a ser adotado. Também querem informações sobre os valores propostos e qual a metodologia empregada para chegar aos patamares que serão oferecidos aos compradores.

Fiscalização dos atos do governo

O deputado Fábio Ostermann, em entrevista ao Correio do Povo, diz que a proposta visa reforçar a fiscalização dos atos do governo. “Nos parece que o governo tem dado sinais numa direção pouco transparente da venda de quase cem milhões de ações ordinárias do Banrisul. O tema nos preocupa e terá um grande impacto no futuro do Rio Grande do Sul”, afirmou.

O fato é que, ao se desfazer das ações, o Piratini abre mão de uma fatia considerável da receita que obtém com o banco. A perda nos dividendos – aponta o Correio do Povo – é estimada em R$ 150 milhões por ano. Além disso, vender ações pulverizadas até o limite do controle acionário impede que o banco amplie capital e realize novas ofertas no futuro.

Estratégia suicida

Para o presidente do SindBancários, Everton Gimenis, a estratégia de vender ações do grande banco público gaúcho para realizar pagamento de contas correntes do governo é uma estratégia suicida, a médio e longo prazo. “Primeiro, que Eduardo Leite, quando era candidato, criticou fortemente o então governador Sartori por este tipo de medida, e agora quer fazer a mesma coisa. Segundo, o que vai ser do estado – e das próprias contas do governo estadual – quando eles matarem a galinha dos ovos de ouro?”, questionou Gimenis.

Participação

Participaram da reunião os deputados Tiago Simon (MDB), presidente, Carlos Búrigo (MDB), Fernando Marroni (PT), Eduardo Loureiro (PDT), Adolfo Brito (PP) Deputado(a) Aloísio Classmann (PTB), Pedro Pereira (PSDB), Dalciso Oliveira (PSB), Eric Lins (DEM), Rodrigo Lorenzoni (DEM), Fábio Ostermann (NOVO) e Sebastião melo (MDB).

Fonte: Agência de Notícias – ALRS e Correio do Povo, com edição de Imprensa SindBancários.

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