Deputado pede desculpas pela irresponsabilidade de informativo do Banrisul enquanto governo Sartori elogiou e distribuiu

Nesta semana, a diretoria do Banrisul publicou a edição 34 do Informativo Afinidade com uma tese absurda. Dizia o panfleto que o avanço das investigações da Operação Lava-Jato e o aumento das chances de impeachment trariam uma perspectiva da melhora da crise econômica no Brasil e favoreceriam os negócios para o banco. O SindBancários desconstruiu essa tese, denunciou que uma diretoria de um banco público não pode tomar partido (leia aqui). Depois de o governo Sartori distribuir o informativo por email para a sua base aliada na Assembleia Legislativa, o deputado governista Alexandre Postal (PMDB) foi à tribuna para pedir desculpas e dizer que a publicação foi um “equívoco”, na sessão plenária da Assembleia Legislativa da quinta-feira, 7/4.

Reportagem publicada no sítio oficial do jornal Correio do Povo (leia aqui) e na edição em papel, à página 8 (reprodução abaixo), informa que a reação no Palácio Piratini ao boletim foi elogiosa. Segundo o jornal, o boletim foi, inclusive, propagado, via mensagem eletrônica, para a base aliada do governo Sartori. O deputado Enio Bacci (PDT), integrante da base do governo Sartori, chegou a comentar: “Considero desnecessário. Dá munição para a oposição”, disse Bacci.

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O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, cobrou uma postura equilibrada da diretoria do Banrirul, da base governista e chamou de irresponsável a opinião emitida pelo banco. “Usar recursos públicos para tomar partido em uma questão que é muito controversa e polêmica não tem nada ver com a finalidade do Banrisul. E o governo Sartori ao distribuir esse informativo para a base aliada diz bem qual é o seu lado. Foi uma irresponsabilidade. Esperamos uma posição clara e pública da diretoria do banco. Há uma indignação muito grande entre os Banrisulenses”, afirmou Gimenis.

Na sessão ordinária da quinta-feira, na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Adão Villaverde (PT) cobrou posicionamento do governador José Ivo Sartori e do secretário da Fazenda, Giovani Feltes, sobre o boletim eletrônico do Banrisul. A análise da direção de que “aumentam as chances de interrupção do mandato da presidente Dilma Rousseff”, o que favoreceria a criação de um clima econômico e financeiro positivo para o banco, foi duramente criticada pelo parlamentar.

O deputado disse que esse procedimento tem sido adotado pelos bancos privados como Itaú, Bradesco ou Citibank, mas é inaceitável em se tratando de um banco público, como é o caso do Banrisul. Villaverde também repudiou o aparelhamento e a partidarização do banco e adiantou que a bancada do PT aguarda explicações do governo antes de adotar medidas judiciais. Ele reiterou que espera uma investigação e a apuração das responsabilidades pelo conteúdo publicado no boletim eletrônico do Banrisul e endereçado aos clientes.

Alexandre Postal (PMDB) respondeu ao questionamento do deputado Adão Villaverde. Disse que o conteúdo digital não deveria ter sido divulgado e pediu desculpas pelo equívoco, uma vez que o banco não se envolve em política partidária. Mas ponderou que as notícias do mercado financeiro apontam para análises de que “se os ajustes necessários saíssem do papel melhoraria a perspectiva da economia brasileira”.

Fotos: Marcelo Bertani/ALERGS

Fonte: Imprensa SindBancários, com Imprensa da Assembleia Legislativa

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