Depois de assembleia organizativa motivada, saiba onde os bancários estarão na greve geral desta sexta, 28/4

Uma assembleia organizativa muito bem representada na noite da quinta-feira, 27/4, no auditório da Casa dos Bancários, deu o tom do que vai ser a participação dos bancários na greve geral a partir da meia-noite desta sexta-feira, 28/4. Motivados, os bancários mostraram que estão dispostos a lutar muito e sabem que a greve geral é o primeiro passo de uma luta contras as Reformas da Previdência, Trabalhista e em defesa dos bancos públicos e dos empregos. A assembleia definiu os atos e os locais de concentração do bancários (leia abaixo).

O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, contou que esteve durante toda a semana conversando em reuniões com bancários  de bancos públicos e privados em seus locais de trabalho e disse acreditar que a participação será intensa. “Passamos em bancos públicos e privados e percebemos que há uma mobilização muito forte dos bancários. Os bancários estão bem atentos ao que está acontecendo e sabem muito bem que essa discurso do governo Temer de modernização das relações de trabalho é conversa. Eles querem é pagar a conta para os banqueiros e os grandes empresários e jogar nas costas dos trabalhadores a conta da crise”, comentou Gimenis.

“Depois da aprovação da terceirização e da Reforma Trabalhista, os bancários já sabem que não era alarmismo o que o Sindicato vem dizendo desde antes do impeachment. Avisamos que o que aconteceu foi um golpe nos direitos dos trabalhadores. Quem votar no ano que vem, tem que prestar muita atenção naqueles candidatos que estão destruindo os nossos direitos. Eles não merecem os nossos votos”, complementou Gimenis.

O diretor de comunicação da CUT-RS e bancário do Santander, Ademir Wiederkehr, lembrou da histórica Plenária das Centrais Sindicais, realizada na quarta-feira, 26/4, no mesmo auditório da assembleia organizativa. Para ele, esta será a maior greve da história recente do movimento dos trabalhadores. Ademir citou várias categorias que definiram participação em assembleias – Justiça, professores públicos e privados, aeroviários – e que a greve geral desta sexta-feira, 28/4, será marcada pela unidade das centrais sindicais.

“A greve tem tudo para ser a maior da história recente do país. Estamos muito animados. Estamos esperando uma participação bastante grande que lembre as jornadas de greve geral dos anos 1980. Se tem alguém responsável pela greve geral, é o Temer e as reformas que ele está impondo”, salientou Ademir.

 Agenda da participação dos bancários na greve geral

7h: Tenda da GREVE GERAL do SindBancários estará montada na Praça da Alfândega (entre o Banrisul e a Caixa) para a concentração dos(as) bancários(as) de bancos públicos e privados.

10h: Concentração na Tenda da GREVE GERAL para Ato em Defesa dos Bancos públicos, do Emprego e contra as Reformas que destroem os direitos dos trabalhadores.

11h: Ato em Defesa dos Bancos públicos, do Emprego e contra as Reformas que destroem os direitos dos trabalhadores.

Após o ato dos bancários(as), marcha para o Ato da Greve geral no Largo Glênio Perez, que ocorre a partir das 13h.

Nota Jurídica Sobre Efeitos da Greve Geral

O assessor jurídico da Fetrafi/RS, o advogado Milton Fagundes, considera que a Greve é um Direito assegurado pela Constituição Federal, portanto a participação nela não pode, em hipótese alguma, ser considerada como “falta injustificada” do/a trabalhador/a.

Para que uma greve aconteça de forma legal, existem procedimentos que devem ser adotados: convocação e realização de assembleia dos sindicatos, com aprovação da paralisação coletiva; comunicação antecipada aos empregadores; e aviso à comunidade quando se tratar de atividade essencial, como é o caso da compensação bancária.

Todos estes procedimentos foram adotados pelos Sindicatos de Bancários do RS, portanto os/as bancários/as que participarem da greve geral desta 6ª feira estarão amparados pela Lei e esta ausência ao trabalho não poderá ser compreendida pelos banqueiros como “falta injustificada”.

O afastamento do trabalho deve ser considerado como “falta justificada” porque os/as trabalhadores estavam exercendo um direito de ausentar-se coletivamente do trabalho. Ou seja, uma greve.

A caracterização como “falta justificada” é importante, porque com ela o empregador não poderá descontar o repouso semanal, o feriado, as férias, os abas, o apip, etc.

Caso os banqueiros considerem a ausência ao trabalho desta sexta-feira, 28 de abril,  como “falta injustificada”, a Fetrafi-RS e os Sindicatos ajuizarão processo trabalhista visando obrigar os empregadores a reconhecer a legitimidade e legalidade da greve.

Crédito fotos: Anselmo Cunha

Fonte: Imprensa SindBancários

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

FACEBOOK

SERVIÇOS

CHARGES

VÍDEOS

O BANCÁRIO

TWITTER