Denúncias de omissão ante coronavírus atingem a Cassi

Administração da caixa de assistência do BB fragiliza atendimento médico, coloca colegas em risco e ignora orientações de autoridades sanitárias sobre contenção do COVID-19

Já há ao menos uma morte no Brasil confirmada em São Paulo por coronavírus COVID-19 e a Diretoria de Saúde da  Cassi parece achar que os(as) bancários(as) do Banco do Brasil com sintomas podem seguir trabalhando como se nada tivesse acontecido. A irresponsabilidade foi denunciada por colegas atendido pela Cassi em Porto Alegre.

Diante da procura de atendimento por colegas com sintomas de gripe, profissionais da Cassi dispensam por atestado por apenas dois dias.

Trata-se de uma irresponsabilidade que contraria as recomendações de autoridades do Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde (OMS): aqueles(as) trabalhadores(as) que apresentem algum sintoma, mesmo que de resfriado, devem ser retirados de suas funções no trabalho e ficarem isolados em casa para evitar aglomerações e a disseminação do coronavírus.

A diretora do SindBancários e funcionária do Banco do Brasil, Bia Garbelini, ressalvou, na terça-feira, 17/3, que os casos suspeitos de afastamento por período inferior a 15 dias decorrem da política do próprio banco, que há anos passou a impor uma ideologia de cumprimento de metas abusivas e assédio moral que a Diretoria de Saúde da Cassi, sob o comando de Luiz Satoru, lamentavelmente copia, reduzindo custos com descredenciamento de hospitais e médicos.

“Relatos de colegas que foram à Clinicassi com sintomas de gripe e histórico recente de viagem mostram que eles saíram com atestado de dois dias e orientação para voltar lá caso não passe. Isso contraria  completamente as orientações da OMS de isolamento social. Demonstra a falta de um planejamento da diretoria de saúde e de orientação correta das equipes. É um problema de saúde pública”, denunciou a diretora.

De fato, pedir para um paciente que pode estar com infecção por coronavírus que ele volte para nova consulta médica é um risco muito alto. Isso porque o(a) trabalhador(a), apenas no trajeto de casa até a clínica, terá que usar algum tipo de transporte público e pode se tornar vetor para outras pessoas por contato ou mesmo ser infectado.

Sem plano estratégico

O diagnóstico de que o descaso é sistêmico na Cassi se concretiza no comportamento do diretor Luiz Satoru a respeito da crise do coronavírus.  Ele permanece calado.

Trata-se claramente de um neoliberal que só pensa em economizar. Sob sua gestão, a caixa de assistência vem perdendo hospitais e médicos credenciados.

A Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi até o momento não apresentou um plano estratégico tampouco medidas efetivas de acolhimento diante do aumento no número de casos do coronavírus no Brasil.

Já há confirmação de uma morte em São Paulo por coronavírus e um crescimento significativo do número de casos. Desde que a atual diretoria de Saúde assumiu, há dois anos, a caixa de assistência vem perdendo hospitais e médicos credenciados, com um plano bizarro de economizar para a recuperação financeira do plano.

“Bizarro porque não funciona e penaliza os associados. Estamos oficiando o banco e a Cassi, cobrando explicações e exigindo orientação às equipes de saúde.”

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Fonte: Imprensa SindBancários, com informação SEEB-SP

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