Delegados sindicais participam de encontro de formação no SindBancários

Atividade foi a primeira a ser realizada presencialmente no sindicato em mais de dois anos

Delegados(as) sindicais participaram, nesta quarta-feira (18), do primeiro encontro de formação presencial da gestão 2022/2023. A atividade foi ministrado pelo sociólogo e assessor sindical, Anderson Campos, e contou com a participação do diretor de comunicação da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do Rio Grande do Sul (Fetrafi-RS), Juberlei Bacelo.

No início da atividade, a 2ª secretária-geral da entidade, Sílvia Chaves, deu as boas-vindas aos eleitos e destacou a importância da realização de eventos presenciais para o fortalecimento do vínculo entre os delegados e a entidade sindical.

“É importante acolhê-los e criar vínculos com os representantes de agência. Passamos dois anos sem poder realizar eventos presenciais, como este que promovemos hoje, e não foi difícil perceber ao longo da pandemia a importância de estarmos juntos, no mesmo ambiente, para compartilhar o mesmo sentimento de unidade na luta”, avaliou a dirigente.

Presente na abertura da formação, o presidente do SindBancários, Luciano Fetzner, aproveitou o momento para refletir sobre o papel fundamentaldos delegados sindicais, principalmente, após aprovação da reforma trabalhista, que retirou direitos históricos da classe trabalhadora e impôs que o acordado entre patrões e trabalhadores valesse mais do que era previsto pela legislação trabalhista brasileira até então.

“Até 2017, os acordos coletivos de trabalho eram renovados automaticamente após as datas-base, algo que no movimento sindical nós chamamos de ultratividade. Depois que o Congresso Nacional aprovou a reforma trabalhista, este dispositivo legal caiu, fazendo com que a cada campanha salarial tenhamos de começar do zero toda a luta pela construção de um ACT”, frisou Luciano. Mudanças como esta, salientou, “colocam uma grande responsabilidade sobre os ombros da categoria, que precisa estar ainda mais atenta quanto ao que está previsto no acordo e vigilante no que diz respeito à retirada de direitos conquistados. Cabe aos delegados e dirigentes sindicais orientarem a base de trabalhadores, mantendo a mobilização e espírito de luta”, explicou Fetzner.

A campanha salarial de nossas vidas
O semblante dos bancários era de seriedade e atenção quando o diretor de comunicação da Fetrafi-RS, Juberlei Bacelo, assumiu o microfone para se dirigir aos delegados sindicais que participavam do encontro de formação. O representante dos bancários no Comando Nacional lembrou a todos que não há mesa de negociação que não seja influenciada pela conjuntura política e econômica do país e do mundo e que, em 2022, a luta será muito maior do que simplesmente conquistar aumento real e correção da inflação no reajuste salarial.

“Precisamos ter em mente que os ataques aos direitos históricos conquistados pela classe trabalhadora não terminaram com a reforma trabalhista, eles seguem acontecendo, tanto que a Câmara dos Deputados está começando a discutir a redução da multa sobre o fundo de garantia que o trabalhador CLT tem direito quando é demitido sem justa causa”, apontou referindo às mudanças que o governo federal pretende realizar no FGTS.

Para ele, é indispensável que os delegados dialoguem com a categoria sobre o que está em jogo por trás da campanha salarial deste ano e das eleições para o poder executivo e legislativo.

“Os bancários precisam entender que a eleição de parlamentares comprometidos com as instituições públicas e com os direitos trabalhistas é fundamental para a classe trabalhadora, pois de nada adianta construirmos um bom acordo coletivo de trabalho se amanhã ou depois essas conquistas forem varridas da legislação através de algum projeto de lei ou decreto”, analisou.

Segundo o dirigente sindical, a campanha salarial de 2022 será diferenciada porque servirá como um divisor de águas na história da luta dos trabalhadores brasileiros. “Se os grupos políticos que hoje governam a nação e o estado seguirem no poder por mais 4 anos, não teremos sindicatos ou bancos públicos para defendermos. Precisamos lutar pela mudança, sob o risco de sermos engolidos pelo projeto neoliberal que está em curso desde o golpe de 2016”, concluiu o diretor sob fortes aplausos da plateia.

Texto: Marcus Perez

Fotos: Amanda Zulke e Caio Venâncio 

Fonte: Imprensa SindBancários

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