Definida delegação do SindBancários para Encontro Estadual da CUT-RS

Assembleia definiu participação no encontro da central em 3 e 4 de setembro para aproximar bancários(as) das lutas com trabalhadores de outras categorias

O SindBancários definiu em assembleia na noite da terça-feira, 13/7, a delegação da diretoria que participa nos dias 3 e 4 de setembro da 16ª Plenária Estadual da CUT-RS. A decisão é um importante marco da inserção dos(as) bancários(as) na luta da classe trabalhadora em defesa de seus direitos.

A assembleia foi um passo adiante na direção de uma luta mais ampla que inclui também outras categorias de trabalhadores. Além do encontro estadual, que este ano será online pela plataforma zoom, representantes bancários(as) poderão ser eleitos para representar a categoria na 16ª Plenária Nacional da CUT também em formato online de 21 a 24 de outubro.

O contexto de luta dos trabalhadores diz respeito à necessidade de unir forças para combater ataques aos direitos desde 2017 quando o governo de Michel Temer (MDB) aprovou a Reforma Trabalhista e retirou direitos construídos com muita luta de tida a classe trabalhadora.

Outro desses ataques ocorreu em 2019 sob o atual governo de Jair Bolsonaro (sem partido). Foi quando o Congresso Nacional aprovou a Reforma da Previdência, ampliando o tempo para a aposentadoria e reduzindo o valor recebido por quem trabalhou a vida inteira para ter direito a um descanso remunerado, merecido e decente.

No caso dos(as) bancários(as), a pauta a ser levada à luta os trabalhadores e unir forças diz respeito às ameaças de privatizações. Um dia antes da assembleia dos bancários, na segunda-feira, 12/7, o governador Eduardo Leite (PSDB) anunciou que deve enviar à Assembleia Legislativa até a semana que vem o Projeto de Lei de privatização da Corsan.

Os banrisulenses têm interesse direto nesse novo movimento do governador gaúcho. O Banrisul está na mira. Isso porque a base de Leite na Assembleia Legislativa aprovou em maio, em segundo turno, a PEC 280, que acelera a entrega do banco público dos gaúchos, da Corsan e da Procergs.

O presidente do SndBancários, Luciano Fetzner, resumiu a definição da delegação como um ato que insere a história de lutas dos(as) bancários(as) num contexto de luta maior, a saber a defesa de empresas públicas nacionais ameaçadas de privatização, como a Eletrobrás, os Correios e a Petrobras.

“Os bancários também levam para a luta ampla os ataques que os governos têm feito ao patrimônio público”, salientou Luciano, referindo-se ao Banrisul, BRDE, Badesul, Banco do Brasil e Caixa.

“Damos muito valor para a nossa central sindical. É com ela que nos organizamos para a luta. É fundamental essa troca entre as vivências dos bancários, dos profissionais dos correios e outras empresas públicas e privadas para nos organizarmos como classe trabalhadora”, acrescentou Luciano.

A secretária de Combate ao racismo, Isis Marques, trouxe a questão da pandemia para o debate. Uma das prioridades da CUT-RS, segundo a secretária, é atuar no contexto da pandemia e na ausência de políticas públicas de solidariedade e de defesa da vida. Faltam vacinas por conta da ineficiência do governo federal, o que a morte de mais de 530 mil brasileiros e as denúncias de corrupção na CPI da Pandemia o comprovam.

“Temos que preservar a vida e não temos 70% da população vacinada ainda. Não podemos contar com espaços presenciais. Por isso, este ano os encontros serão virtuais. Entramos numa campanha estruturante que foi a campanha de solidariedade. Estamos atingindo uma população realmente vulnerável. Não somos privilegiados. Gostaríamos que todos tivessem os direitos que a classe bancária conquistou. Mas essa não é a realidade”, pontuou Isis, que é bancária.

O secretário de Comunicação da CUT-RS, Ademir Wiederkehr, explicou que os encontros demonstram que a CUT segue como uma central forte, capaz de representar os trabalhadores, mobilizar lutas e resistir, mesmo diante dos ataques que vem sofrendo.

“A Reforma Trabalhista foi cruel com as centrais sindicais. Tem centrais sindicais que desapareceram. A CUT está em pé. Está na luta com dificuldades. Tivemos perda de receitas, mas seguimos atuando na linha de frente das lutas da classe trabalhadora. Estamos na resistência ao desgoverno do Bolsonaro”, enumerou Ademir.

Os quatro eixos da luta da CUT

Calendário de lutas

3 e 4 de setembro: 16ª Plenária Estadual da CUT-RS em formato virtual pela plataforma Zoom.

21 a 24 de outubro: 16ª Plenária Nacional da CUT em formato online.

Eixos de luta da classe trabalhadora

> Defesa da vida

> A atualidade da defesa de direitos, democracia e soberania

> A necessária construção das alternativas da classe trabalhadora

> O desafio da atualização do projeto organizativo da CUT que passa pela reorganização de ramos, organização dos sindicatos e organização nos locais de trabalho

Objetivo

A partir do aprofundamento dos s debates estruturantes, organizar a construção do plano de lutas.

Homenagem

A Plenária Nacional foi denominada “João Felício e Kjeld Jakobsen” em homenagem a esses dois ex-presidentes da CUT, recentemente falecidos, que, com sua prática e história no movimento sindical, deixaram importante legado para as próximas gerações de cutistas.

Fonte: Imprensa SindBancários, com informação da CUT-RS

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