De preto, empregados da Caixa protestam contra reestruturação

Atos, pelo Dia Nacional de Luta, aconteceram em todo o Brasil

Em todo o Brasil, milhares de empregados da Caixa vestiram preto nesta quinta, dia 13/2, Dia Nacional de Lutas, e protestaram contra a reestruturação e o fatiamento da empresa, que vem sendo promovidos pela atual gestão da CEF. Em Porto Alegre, ainda foram realizados dois atos, em frente ao Edifício Querência, na Praça da Alfândega, e na agência Marcílio Dias, com uma presença expressiva de bancários.

Fatos importantes antecederam o protesto. Na terça, 11/2, a 6ª Vara do Trabalho de Brasília concedeu liminar suspendendo por 15 dias a reestruturação, até que haja negociação com os empregados. Na quarta, 12/2, houve a primeira reunião entre direção e empregados, que durou 11 horas. Não se pode chamar de negociação, porque a única coisa que a direção da Caixa fez, foi dizer não.

O representante dos gaúchos na Comissão Executiva dos Empregados (CEE), diretor Contraf-CUT e da Fetrafi-RS, Gilmar Aguirre, convocou os colegas para descerem a participarem do ato. “É muito importante a participação de todos os empregados nesses atos. O que está acontecendo na Caixa não é isolado, é um projeto nacional. Estão desmontando o Banco do Brasil, o INSS…As pessoas não conseguem mais se aposentar”, analisou Gilmar.

A empregada da Caixa, diretora da Fetrafi-RS e do SindBancários, Caroline Heidner, pediu que todos os colegas leiam a liminar concedida pela Justiça, suspendendo a reestruturação. “O juiz diz que a Caixa não está respeitando os nossos direitos, que o banco precisa negociar com os empregados e que nem mesmo há tempo hábil para os bancários compreenderem e tomarem uma decisão. O pior é que, mesmo com decisão judicial dizendo que a empresa precisa negociar, seus representantes não negociaram, foram na mesma apenas dizer não”, observou.

Já o empregado da Caixa e diretor do SindBancários, Guaracy Padilha, lembrou que a Caixa não é importante apenas para seus clientes, mas para todo os brasileiros. “O enfraquecimento da Caixa vai refletir no bolso de todos, nas condições das nossas famílias. Nossa luta é uma luta de toda população”.

A empregada da Caixa, diretora de Juventude da Fenae e do SindBancários, Rachel Weber, observou que a Fenae está recebendo muitas fotos de empregados de todo o Brasil, vestindo preto e mostrando seu descontentamento com os rumos que a Caixa está tomando. “Pedro Guimarães não é nosso presidente por acaso. Ele foi nomeado por Paulo Guedes, que quer privatizar tudo o que pode. Enquanto a direção da Caixa faz publicações internas dizendo que o banco está sendo fortalecido, vemos eles fatiando, preparando a venda das áreas mais lucrativas. Estão enfraquecendo a Caixa”.

Apoios

Além dos empregados da Caixa, funcionários de outros bancos e representantes de Centrais estiveram presentes, apoiando a manifestação.

O funcionário do Banrisul e secretário-geral do SindBancários, Luciano Fetzner, lembrou que o banco dos gaúchos também convive com reestruturações. “Estão liquidando com as empresas públicos e com os serviços que o Estado presta à população. Com isso, estão também acabando com o Estado”, analisou.

O secretário de Comunicação da CUT-RS, Ademir Wiederkehr, lembrou que diversas categorias estão em greve, como os petroleiros, e convocou os presentes para se mobilizarem em um ato nesta sexta, em defesa do INSS. “Amanhã, às 7h, estão todos convidados para se manifestarem contra o sucateamento da nossa previdência. É mais um desmonte que estamos vendo acontecer”, avisou.

O presidente da CTB-RS, Guiomar Vidor, afirmou que a central está junta aos empregados da Caixa. “Estamos vendo um governo que tenta, de todas as formas, desmoralizar o servidor público, o que não aceitaremos”, afirmou.

Fonte: Imprensa/SindBancários

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