CUT-RS e centrais promovem ato unitário de 1º de Maio da Resistência em Porto Alegre no Parque da Redenção

A CUT-RS e centrais sindicais, que se uniram para combater as reformas da Previdência e Trabalhista e a terceirização sem limites, realizarão um ato unitário de 1º de Maio da Resistência, na próxima segunda-feira, às 11h, junto ao Monumento do Expedicionário, no Parque da Redenção, em Porto Alegre. A concentração terá início a partir das 10h.

Estarão presentes dirigentes da CUT, CTB, Força Sindical, UGT, Nova Central, CGTB, Intersindical, CSP-Conlutas e Pública, além de partidos de esquerda e movimentos sociais. Haverá também manifestações em várias cidades do interior do Rio Grande do Sul.

Feriado em inúmeros países, o Dia do Trabalhador foi instituído em memória aos mártires de Chicago (EUA). Em dia 1º de maio de 1886, milhares de trabalhadores foram às ruas para protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada de 13 para 8 horas diárias. A mobilização causou a ira dos poderosos. A repressão foi dura, com prisões, pessoas feridas e até mesmo operários mortos pela polícia.

100 anos da primeira greve geral

O ato de 1º de Maio ocorrerá três dias após a greve geral de 28 de abril e vai recordar os 100 anos da primeira greve geral, em 1917, organizada pelos anarquistas.

“Se no início do século passado a classe trabalhadora lutava por direitos sociais, trabalhistas e previdenciários, hoje a luta continua pela manutenção dos direitos conquistados, que se encontram ameaçados pelo governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB) e seus aliados no Congresso Nacional”, afirma o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo.

Ameaçada, CLT completa 74 anos

O 1º de Maio é também a data de aniversário da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), assinada pelo presidente Getúlio Vargas, em 1943. Atualizada ao longo dos seus 74 anos, tendo recebido 497 modificações, ela nunca foi empecilho para a geração de empregos e fazer o Brasil crescer.

“É conversa fiada de empresários de que é preciso modernizar a CLT para criar novos postos de trabalho. Nos governos Lula e Dilma, o Brasil gerou cerca de 20 milhões de empregos com carteira assinada. Chegamos inclusive a ter uma situação de pleno emprego, em 2014, e a CLT não foi impeditiva”, destaca Claudir. “Querem roubar os direitos dos trabalhadores”.

Golpe nos direitos

Para ele, “nunca antes na história, os trabalhadores foram tão durante massacrados por um governo golpista, desprovido de qualquer respaldo popular e atolado em denúncias de corrupção, porém blindado por setores da mídia e do judiciário e sustentado pela turma do pato amarelo da Fiesp, que estão cobrando a fatura do golpe do impeachment”.

“Precisamos ampliar a resistência dos trabalhadores e da sociedade, a fim de parar o trator das antirreformas de Temer e resgatar a democracia com eleições diretas”, aponta o presidente da CUT-RS.

Unidade e mobilização

“Todos e todas ao 1º de Maio da Resistência. Vamos fortalecer a unidade da classe trabalhadora e reafirmar a importância da luta coletiva para defender os empregos e os direitos e não perder o futuro”, conclama Claudir.

Fonte: CUT-RS

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