CUT-RS critica reajuste abaixo da inflação enviado por Sartori à Assembleia Legislativa

A CUT-RS criticou na segunda-feira, 6/2, o projeto de lei encaminhado pelo governador José Ivo Sartori (PMDB) à Assembleia Legislativa que prevê reajuste abaixo da inflação para o salário mínimo regional com vigência a partir de 1º de fevereiro de 2017. A proposta do governo é de aplicar um aumento igual ao índice do salário mínimo nacional (6,48%), que reduziu em 0,10% o poder de compra dos trabalhadores que o recebem.  A variação da inflação medida pelo INPC no ano passado foi de 6,58%.

“A proposta enviada na quarta-feira, 1º/2, pelo governador, sem conceder uma audiência às centrais sindicais, a exemplo do ano anterior, desvaloriza ainda mais o mínimo regional e prejudica mais de 1 milhão de trabalhadores e trabalhadoras do Rio Grande do Sul”, afirma o secretário de Relações do Trabalho da CUT-RS, Antonio Güntzel.

“Vamos mobilizar as categorias envolvidas e dialogar com os deputados e as deputadas estaduais, para que aprovem uma emenda ao projeto de Sartori, a fim de que seja atendida a reivindicação das centrais e valorizado esse poderoso instrumento, que incentiva o consumo e a produção, aquece a economia e contribui para a distribuição da renda e a redução das desigualdades”, aponta o dirigente sindical.

Centrais reivindicam 10,45%

As centrais reivindicam que o chamado piso regional seja reajustado em 10,45% em 2017. No ano passado, os trabalhadores já tiveram uma perda de 1,52%, uma vez que o reajuste concedido foi de 9,61%, enquanto o INPC foi de 11,28%.

Segundo o Dieese, a proposição dos 10,45% é o resultado dos 8,8% que representa a média ponderada dos reajustes dos pisos estabelecidos em convenções coletivas de trabalho firmadas entre janeiro e dezembro de 2016 daquelas categorias mais representativas pertencentes a Lei do Piso Regional; mais 1,52% relativo à diferença entre o reajuste efetuado em fevereiro de 2016 (9,61%) e o INPC de 2015 (11,28%).

Em 2016, a justificativa do governo para a concessão dos 9,61% foi de que o percentual representava a evolução dos salários, medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua. O Dieese ressalta que, se o mesmo critério fosse utilizado neste ano, o reajuste deveria ser igual a 13,4%..

Empresários otimistas com a economia gaúcha

Ainda conforme o Dieese, relatórios de perspectivas, produzidos pela Fiergs, Fecomércio, Farsul e Federasul, mostram que os empresários gaúchos estão otimistas em relação à economia em 2017. Por sua vez, a Lei de Diretrizes Orçamentárias do Rio Grande do Sul de 2017 indica projeções de alta para o PIB.

“Um dos condicionantes para o bom desempenho da economia local é manter a capacidade de a sociedade consumir produtos e serviços, que se dá por aumento de salário possibilitando recuperação econômica antecipada”, enfatiza a economista do Dieese, Anelise Manganelli.

O mínimo regional representa uma injeção de cerca de R$ 1,6 bilhão na economia gaúcha e mais de R$ 896 milhões em arrecadação de impostos para o Estado em 2017, segundo estimativas do Dieese.

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