CUT e centrais vão à Brasília defender aposentadoria e direitos neste dia 24

Em Porto Alegre, centrais realizam ato na Esquina Democrática às 18h contra a Reforma em votação no Senado

Nesta terça-feira, 24/09, representantes da CUT e demais centrais (CGTB, CSB, CSP Conlutas, CTB, Força Sindical, Intersindical, Nova Central e UGT) estarão em Brasília, como parte da agenda de luta contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 06/2019, da reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL). Esta terça é a data em que o Senado deve fazer a votação em primeiro turno da PEC. Em nota, a CUT e as outras centrais afirmam que irão pressionar os senadores e reafirmar que são contra a concretização de mais um ataque ao Brasil e aos trabalhadores e trabalhadoras.

No documento, as Centrais dizem que se a PEC 006/19 for aprovada os brasileiros vão trabalhar mais, receber menos e ainda terão dificuldade de acesso à aposentadoria e à Previdência Pública. Exatamente contra essas injustiças, convocam trabalhadores e sindicalistas para estarem no Anexo II do Senado Federal a partir das 09h para pressionar os senadores.

Trecho da nota

“Na visão de seus defensores é a classe trabalhadora que deve pagar a conta da crise econômica e a política pela qual passa o país, enquanto a desigualdade social, a concentração de renda e o desemprego só crescem junto com o lucro dos patrões”, diz trecho da nota da CUT e demais centrais.

Confira a íntegra da nota:

Dia 24, todos à Brasília: Classe trabalhadora segue na luta em defesa das aposentadorias e da previdência pública

Centrais sindicais convocam sindicalistas e trabalhadores a manifestarem-se em Brasília contra a reforma da previdência na próxima terça, 24 de setembro, data prevista para sua votação no Senado Federal.

A Proposta de Emenda Constitucional da Reforma da Previdência (PEC 006/19), aprovada na Câmara dos Deputados, pode ser votada pelos senadores/as na próxima terça-feira, 24 de setembro, menos de 45 dias após o início da discussão no Senado Federal.

Em um debate apressado a maioria dos senadores/as indica que cumprirá o vergonhoso papel de chancelar esse ataque a previdência pública.

A proposta original apresentada pelo governo continha tamanha crueldade contra a classe trabalhadora que foi sendo desidratada ao longo da sua tramitação na Câmara dos Deputados e deve sofrer novas supressões agora na discussão do Senado, já que alterações na proposta implicariam seu retorno na Câmara e ampliariam a discussão no parlamento e na sociedade sobre o tema, contrariando o desejo do governo e dos patrões.

Mesmo com as mudanças no projeto original, a essência política e econômica da reforma está mantida. Seu objetivo é fazer com que os trabalhadores contribuam com a previdência por mais tempo, trabalhem por mais anos e recebam benefícios menores, além de excluir parcela dos trabalhadores da cobertura previdenciária e do direito à aposentadoria.

Ou seja, na visão de seus defensores é a classe trabalhadora que deve pagar a conta da crise econômica e política pela qual passa o país, enquanto a desigualdade social, a concentração de renda e o desemprego crescem junto com o lucro dos patrões.

Não satisfeitos com o papel irrelevante que assumiram no tema, parte dos senadores/as articula a chamada PEC paralela (PEC 133/2019) de iniciativa do senado que permite a extensão das alterações no regime geral e dos servidores públicos federais para estados e municípios.

Essa iniciativa, se prosperar, irá ampliar o alcance dos ataques aos trabalhadores para os estados e milhares de municípios que possuem regimes próprios de previdência.

Por isso as centrais sindicais reafirmam sua convocatória para que sindicalistas e trabalhadores mobilizem-se em Brasília contra a reforma da previdência na próxima terça-feira, dia 24 de setembro.

Nossa concentração será, a partir das 9h, em frente ao Anexo II do Senado Federal aonde nos manifestaremos e buscaremos acesso às galerias do plenário para dialogarmos com senadores e nos opormos à concretização de mais um ataque ao Brasil e aos trabalhadores.

São Paulo, 16 de setembro de 2019.

Ato em Porto Alegre

Também nesta terça-feira, às 18h, na Esquina Democrática, a CUT-RS e outras centrais sindicais e movimentos sociais realizam, um grande ato contra a reforma da Previdência, os cortes de recursos na educação, o desemprego, as queimadas na Amazônia e em defesa da soberania nacional. Também haverá protestos em cidades do interior gaúcho.

A mobilização acontece na dia em que o Senado pretende votar em primeiro turno a proposta do governo Bolsonaro que destrói a aposentadoria do povo brasileiro. O texto, já aprovado por maioria na Câmara dos Deputados, retira direitos, como a aposentadoria tempo de contribuição, impõe idade mínima para homens (65 anos) e mulheres (62 anos) se aposentarem, reduz o valor das novos benefícios de aposentadorias e pensões e estabelece período de transição para as novas regras de apenas dois anos, dentre outras maldades.

Milhares de panfletos estão sendo distribuídos para convocar trabalhadores, trabalhadoras e estudantes a participarem das manifestações.

Clique aqui para acessar o material unitário das centrais e movimentos.

O presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, afirma que não é hora de ficar sentado no sofá ou em frente ao computador, mas é preciso sair às ruas e levantar a voz para defender a aposentadoria e impedir a destruição do Brasil antes que seja tarde demais. “Temos que levar o bafo das ruas até o plenário do Senado para fazer valer os direitos da classe trabalhadora e dos estudantes”, destaca.

De olho nos senadores gaúchos

Dos três senadores gaúchos, apenas Paulo Paim (PT) tem se manifestado contra a reforma da Previdência, tendo votado contra a sua admissibilidade na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Por isso, os senadores Lasier Martins (Podemos) e Luís Carlos Heinze (PP) estão sendo pressionados, pelos trabalhadores, para que votem contra a proposta de Bolsonaro.

 

Fonte: Imprensa CUT Nacional e CUT/RS, com edição da Imprensa SindBancários

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