Criminosos explodem agência da Caixa em Encruzilhada, cidade com um só brigadiano no policiamento

No início da madrugada do sábado, 09/12, um grupo estimado em quatro a cinco criminosos fez reféns e atacou uma agência da Caixa Econômica Federal, em Encruzilhada do Sul, no Vale do Rio Pardo, seguindo o modelo do chamado “Novo Cangaço”. Segundo a Brigada Militar, por volta das 0h45 os criminosos, fortemente armados, chegaram ao Centro da cidade e renderem cerca de dez reféns na avenida XV de Novembro, uma das principais da cidade.

Os criminosos fizeram disparos para o alto e tomaram reféns para formar um cordão humano junto à agência. Pelo menos, dois terminais teriam sido abertos com explosivos. Policiais federais estiveram no local fazendo levantamentos preliminares e perícia. O caso é de competência da PF por se tratar de instituição bancária federal.

Dois reféns

A ação durou cerca de 15 minutos e, na saída da agência, dois reféns foram levados. As vítimas, um homem e uma mulher, foram deixados na saída da cidade, no trevo para Amaral Ferrador, e, como os demais reféns, não ficaram feridos. As imagens de câmeras de vigilância mostram que o grupo chegou ao local em uma caminhonete preta, da marca Hyundai Tucson.

Só um brigadiano

Quando os criminosos chegaram a Encruzilhada do Sul, cidade com quase 30 mil habitantes, no início da madrugada de sábado, apenas um brigadiano realizava solitariamente o policiamento ostensivo. Após ser acionado pela população, o PM passou a solicitar apoio dos colegas que estavam de folga e de agentes da Brigada Militar dos municípios vizinhos. Quando os reforços chegaram ao local, os criminosos já haviam fugido.

Ataque anterior

O último ataque a bancos na cidade ocorreu na madrugada de 16 de junho deste ano, quando criminosos explodiram terminais do Sicredi, Banco do Brasil e Banrisul em um ataque sequencial, também com uso de reféns.

“Se o aumento do número de ataques a bancos em todo o estado e o uso de grupos armados especializados em um novo tipo de assalto hoje fazem parte da rotina de medo do nosso estado, em parte isto se deve a falta de ação e investimento do governo Sartori”, diz o presiden te do SindBancários. “Cidades de porte pequeno ou médio patrulhadas por um único brigadiano são um chamariz para os criminosos. Até quando o governador Sartori pretende levar esta sua falta de iniciativa e começar a governar de fato o Rio Grande”, questiona Everton Gimenis.

Omissão do governo Sartori

Se o aumento do número de ataques a bancos em todo o estado e o uso de grupos armados especializados em um novo tipo de assalto, hoje fazem parte da rotina de medo do nosso estado, em parte isto se deve a falta de ação e de investimento do governo Sartori”, diz o presidente do SindBancários. “Cidades de porte pequeno ou médio patrulhadas por um único brigadiano são um chamariz para os criminosos. Até quando o governador Sartori pretende levar esta sua falta de iniciativa e começar a governa de fato o Rio Grande”, questiona Everton Gimenis.

 

Fonte: Imprensa SindBancários, com informações de ZH, Rádio Guaíba e foto da Brigada Militar.

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