Criminosos explodem agência bancária no Vale do Rio Pardo

Explosivos foram utilizados em ataque a agência local do BB. Carro usado na fuga foi incendiado.

A agência do Banco do Brasil situada no centro da cidade do Vale do Sol, na região Vale do Rio Pardo, foi atacada por volta das 4h desta terça-feira, 08/10, por criminosos armados. De acordo com a Brigada Militar, o grupo de assaltantes utilizou explosivos para acessar o interior da agência do BB. Testemun has relataram que os criminosos também teriam tentado roubar o Banrisul da mesma cidade. Entretanto, o sistema de segurança foi acionado, o que impediu o segundo ataque.

Os assaltantes fugiram em um veículo Gol em direção à Linha Trombudo, no interior do município. Pouco tempo depois, o mesmo veículo foi encontrado carbonizado. O carro usado no crime havia sido roubado no estacionamento de uma loja de Santa Cruz do Sul na segunda-feira, 07/10. Miguelitos foram atirados na estrada para dificultar a perseguição dos policiais.

Não há informações se a quadrilha conseguiu levar alguma quantia em dinheiro. A Polícia Civil investiga o ataque.

Primeiro ataque em outubro

O levantamento do SindBancários, que leva em consideração somente os casos noticiados na imprensa ou nas redes sociais, contabilizou de 1º de janeiro até 8 de outubro deste ano, 61 ataques a bancos no Rio Grande do Sul. No mesmo período do ano passado, ocorreram 117 ataques a bancos em todo o Estado. Houve uma redução de 52,1% no volume de ataques a bancos no Rio Grande do Sul este ano.

Na comparação dos oito primeiros dias de outubro deste ano e do ano passado, houve uma queda menor. A taxa caiu 44,4%. Em outubro de 2018, houve nove ataques a bancos, segundo o acompanhamento do SindBancários, contra quatro no mesmo mês de 2019.

Para o presidente do SindBancários, Everton Gimenis, a redução é relativa quando se leva em consideração o contexto de violência contra os bancários. “Não podemos dizer que uma queda de metade de um ano para outro representa uma melhora, embora a taxa de violência bancária tenha caído. Um ataque que seja a uma agência já deixa os bancários preocupados. No caso do uso de explosivos e arrombamento não tem violência direta. Mas é desolador chegar em seu local de trabalho e ver que está tudo destruído”, lamentou Gimenis.

Outra questão relacionada ao uso de explosivos diz respeito à segurança de pessoas que moram em prédios vizinhos ou em condomínios em cima de agências bancárias. “Não é de hoje que fazemos o alerta de uma tragédia ainda maior. Basta o criminosos errar a mão no explosivo e ocorrer uma tragédia muito grande”, afirmou Gimenis.

Acesse aqui a lista dos ataques a bancos formada pelo levantamento realizado pelo SindBancários desde 2006.

Fonte: Informações da Rádio Guaíba Notícias e Gaúcha ZH, com edição da Imprensa SindBancários.

Crédito Foto: Brigada Militar

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