Criado em 1989, Marchezan corta passe-livre em 1º de Maio nos ônibus de Porto Alegre

Sob a gestão tucana do prefeito Nelson Marchezan Júnior, os ônibus de Porto Alegre voltaram a cobrar passagem dos usuários neste 1º de maio, após 28 anos ininterruptos de passe-livre, criado pela administração popular do prefeito Olívio Dutra (PT), em 1989. O benefício era concedido uma vez por mês, preferencialmente em dias de eleições e vacinação infantil, domingos e feriados.

Para o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Marcelo Soletti, o benefício não é obrigatório. Segundo ele, a concessão é autorizada pela legislação apenas em três datas específicas do ano. “Obrigatoriamente, passe livre só existe para o feriado de Navegantes, dia de eleição e dia nacional de vacinação; o resto é tudo por conta da gestão”, afirmou em entrevista à imprensa.

O diretor da CUT-RS e representante da entidade no Conselho Municipal de Transportes Urbanos (Comtu), Alceu Weber, critica a medida do prefeito. “Trata-se de uma descabida retirada de um direito da população, cujo valor está embutido no cálculo da tarifa”, afirma o conselheiro, ressaltando que o enxugamento do passe livre não foi discutido com o Comtu e nem com a Câmara de Vereadores.

“A extinção de nove dias de passe livre por ano refletirá na redução do valor da tarifa, ou essa redução apenas será embolsada pelos empresários do transporte coletivo?”, questiona Weber.

Ele salienta também que “o passe livre estava previsto no processo de licitação, assim como a manutenção da meia-passagem para estudantes e as isenções para as pessoas acima de 60 anos, dentre outras”. Ele alerta que esses benefícios também estão na mira do prefeito e de suas consultorias privadas.

Para o dirigente da CUT-RS, “estamos diante de mais um retrocesso da gestão de Marchezan, que atende a mais um pedido dos empresários do transporte coletivo da Capital, que assim aumentarão ainda mais os seus lucros, enquanto a população perde um direito importante conquistado na primeira gestão do PT na Prefeitura”.

“Vamos estudar o assunto para tomar as medidas cabíveis na defesa dos direitos dos usuários do transporte coletivo e na busca da qualidade na prestação dos serviços e na valorização dos trabalhadores”, avisa Weber.

Fonte: CUT-RS

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