Covid-19: SindBancários oficia bancos sobre medidas mais rígidas na pandemia

Sindicato cobra cumprimento rígido de medidas contra o Covid-19 em momento de esgotamento da saúde pública e privada no Rio Grande do Sul

O SindBancários encaminhou nesta segunda, dia 1/3, ofícios para superintendências estaduais, regionais e para setores de relações sindicais de diversos bancos cobrando o cumprimento rígido das medidas restritivas definidas pelo Decreto Estadual da bandeira preta, válido em todo o Rio Grande do Sul desde sábado, 27/2. O documento foi encaminhado para o Banco do Brasil, Banrisul, Bradesco, Caixa, Itaú, Santander, Badesul, BRDE, NBC, Sicredi e Agibank.

No documento, o Sindicato também pede reforço nas medidas sanitárias, a garantia de disponibilização de equipamentos de segurança e insumos para os bancários e o real comprometimento dos gestores para diminuição das aglomerações nas dependências dos bancos.

O presidente do SindBancários, Luciano Fetzner, lembra que as instituições financeiras não podem ser omissas em sua responsabilidade de garantir a segurança dos seus funcionários e clientes. “Desde o começo desta pandemia, o Sindicato vem lutando por medidas mais rígidas contra Covid-19. Pedimos que os bancários denunciem qualquer dificuldade ou irregularidade que encontrem em suas unidades,  seja no cumprimento de decretos como este, da bandeira preta, ou até em medidas mais simples, como no fornecimento de equipamentos de proteção realmente adequados, como de alcool em gel 70%”, complementa Luciano.

O SindBancários também lembra que Porto Alegre e a região Metropolitana “apresentam risco altíssimo para contágio e transmissão de Covid-19 e taxa máxima de ocupação dos leitos de UTIs” e que “trata-se do pior cenário enfrentado na Capital desde o início da pandemia”.

Medidas insuficientes, política genocida

Para o SindBancários, mesmo as regras da bandeira preta são insuficientes para conter o coronavírus em um momento de esgotamento das vagas de hospitais e UTIs. Inclusive, o Sindicato vem denunciando a “necropolítica” promovida pelo presidente Bolsonaro, que vem dando bases para discursos que negam a gravidade do Covid-19 de alguns prefeitos, como o de Porto Alegre, Sebastião Melo. Da mesma forma, o governador Eduardo Leite se exime da responsabilidade de tomar medidas mais enérgicas contra a pandemia.

Bolsonaro e Melo seguem apostando e gastando dinheiro público em tratamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19, como a cloroquina, um dos motivos pelo qual o índice de contágio do coronavírus está descontrolado no país e no Rio Grande do Sul. Ao mesmo tempo, não demonstram o mesmo esforço para adquirirem vacina para população brasileira.

“Só há duas formas de parar o coronavírus: com a vacinação em massa da população brasileira ou medidas enérgicas de distanciamento social. Bolsonaro, Leite, Melo e diversos prefeitos não buscam nenhuma dessas medidas, ao contrário. Baseiam suas ações em tratamentos duvidosos. O resultado está aí. O Brasil está retomando sua posição como segundo país onde a Covid mais matou pessoas. Quantas vidas poderiam ser poupadas se estes governantes escutassem a ciência?”, questiona o secretário executivo do Sindicato, Luiz Cassemiro.

Bandeira preta

Pelo decreto, os bancos só podem abrir com 50% do seu quadro funcional, permitindo a entrada de apenas um cliente por bancário. As unidades também devem ter um sistema de agendamento para atender os clientes, pois são responsáveis por não estimular aglomerações em suas dependências.

Irregularidades devem ser denunciadas para Secretaria de Segurança Pública do Estado, pelos telefones 156 (Porto Alegre) e 181. Você também pode fazer sua denuncia para um diretor do Sindicato ou pelo formulário disponível aqui. Vale lembrar que você não precisa se identificar.

Fonte: Imprensa/SindBancários

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