Covid-19: Banrisul aposta vida dos bancários com protocolos insuficientes

Política de revezamento não ajuda no isolamento e testes atingem número pequeno de bancários

O Banrisul parece estar brincando de roleta russa com a vida dos banrisulenses e clientes. Passados três meses do início da quarentena, o banco continua com um protocolo de combate a Covid-19 insuficiente, com uma política de revezamento que não ajuda no isolamento dos colegas e testando um número muito pequeno de bancários, sem os critérios rígidos que deveríamos seguir neste momento, em que boa parte do Rio Grande do Sul está com bandeira vermelha.

O tema será debatido novamente em reunião entre dirigentes do SindBancários, Fetrafi-RS e direção do Banrisul. A principal crítica do movimento sindical é a falta de efetividade na política de revezamento para realmente proteger a vida dos bancários e clientes. Primeiro, porque o revezamento não chega a todas as agências – principalmente aquelas menores, com um quadro reduzido de funcionários ou que possuem uma demanda grande de clientes.

Depois, nas agências que o revezamento acontece, ele não é efetivo. O banco dividiu os funcionários em equipes, porém não tem cuidado para que essas equipes não se cruzem durante a semana. O revezamento, no Banrisul, parece existir apenas para o banco dizer que o está fazendo.

“Enquanto outros bancos fazem o rodízio de forma organizada e protocolar, a direção do Banrisul não criou critérios claros e deixou a cargo das administrações definirem como ele ocorre. Com isso, o gerente libera um bancário na terça, manda outro voltar na quarta, na quinta sai outro…Aí quando acontece um caso de Covid-19, todos aqueles funcionários tiveram contato com o bancário e deveriam ser todos liberados, o que não tem acontecido”, explica o funcionário do Banrisul e presidente em exercício do SindBancários, Luciano Fetzner.

Este procedimento até seria atenuado com uma política rígida de testagens, mas isso também não acontece. O funcionário do Banrisul e diretor da Fetrafi-RS, Sérgio Moreira Hoff, o Serjão, observa que o modelo de rodízio, junto ao de testagens, ajudam a criar apreensão e medo nos bancários. “O banrisulense só é testado após passar por uma consulta médica, que hoje é feito por telemedicina, e o médico que encaminha. Se não há sintomas, esse encaminhamento não acontece, mesmo que o bancário tenha tido contato com colegas que contraíram o coronavírus. Como ficar tranquilo com um procedimento desses?”, questiona Serjão.

Como se não bastasse esse clima de incertezas, insegurança e medo, ainda há superintendências e gerências que estão exigindo o usufruto imediato dos ABAs dos colegas, como se o benefício garantido em convenção coletiva fosse um mecanismo de compensação por horas em teletrabalho ou do afastamento do grupo de risco.

Serjão ainda cita os protocolos de outros bancos, como o Bradesco, como mais próximos do ideal. No banco privado, os empregados foram organizadas em equipes, de forma que esses bancários nunca se cruzem no expediente. Quando um colega de qualquer unidade testa positivo para Covid, a agência fecha para alguns dias para esterilização e toda a equipe é colocada em quarentena de 14 dias. Só saem dela quando forem testados negativos para Covid-19.

Fonte: Imprensa/SindBancários

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