Cortes na segurança pública deixam bancários e clientes de bancos mais vulneráveis a ações de criminosos

Se os trabalhadores da Segurança Pública reúnem cerca de 20 mil pessoas na Marcha Segurança Para Todos, para protestar contra os cortes de salários e de investimentos do governo Sartori na segurança, a marcha da violência contra bancários e cliente de bancos segue em marcha acelerada no Rio Grande do Sul. Até a quarta-feira, 8 de julho, o levantamento das ocorrências envolvendo agências bancárias realizado pelo SindBancários, registrou o maior volume dos últimos cinco anos. Os primeiros seis meses do ano, mais os primeiros oito dias de julho, já registraram 112 ataques.

São quatro a mais do que o registrado no mesmo período de 2014 (108) e 15 a mais do que 2013. A comparação considera como ponto de partida o ano de 2011 (veja gráfico). Em 2015, os dados apontam para a ocorrência de um ataque a cada 40 horas. No ano passado, havia um ataque a banco a cada 42 horas, frequência que chegava a 47 horas, praticamente um ataque a cada dois dias, em 2013, no Rio Grande do Sul.

Desde que o governador José Ivo Sartori assumiu o posto no Palácio Piratini, frequentemente a mídia tradicional reproduz suas opiniões, dizendo que ele irá vender empresas públicas. Sua primeira providência foi anunciar que o gasto com segurança pública iria ser reduzido em 30%. Sartori cortou verbas, disse que não chamaria os 2.500 policiais militares já aprovados em concurso público e à espera de nomeação, nem os 600 policiais civis na mesma situação.

Os números do levantamento do SindBancários mostram uma tendência de crescimento da violência bancária. “São muitos arrombamentos com uso de explosivos para abrir caixas eletrônicos. O governador, que deveria investir mais em pessoal, faz muito pior. Corta até a gasolina das viaturas”, diz o presidente do SindBancários, Everton Gimenis.

Segundo o presidente do Sindicato, clientes e bancários estão apavorados, porque os assaltantes costumam investir muito em informação. Há casos de assaltos e sequestros de bancários em que os assaltantes mostram fotografias dos trabalhadores tiradas dias antes e chamam até funcionários pelo nome na hora do assalto. “Os colegas que são vítimas de assaltos ou de sequestro nos contam que os criminosos conhecem detalhes das vidas das pessoas que trabalham numa agência. É óbvio que eles sabem que há menos viaturas nas ruas e menos policiais porque o governador cortou as horas extras”, diz Gimenis.

Por isso não foi por acaso que cerca de 20 mil trabalhadores da segurança pública foram ao Palácio Piratini protestar por mais segurança, na terça-feira, 7/7. Além dos trabalhadores da segurança, os gaúchos estão mais vulneráveis. Os bancários e clientes dos bancos não fogem à regra do medo da violência.

Estatística do medo

Julho 2015

  1. Dia 1: Banco do Brasil (Porto Alegre). Arrombamento de caixas eletrônicos.
  2. Dia 5: Banrisul (Gramado). Assalto e arrombamento de caixa eletrônico com maçarico.
  3. Dia 8: Banrisul (Lagoão). Arrombamento de caixas eletrônicos com explosivos.
  4. Dia 8: Banrisul (Porto Alegre). Arrombamento de caixa eletrônico com maçarico.

https://www3.sindbancarios.org.br/wp-content/uploads/2015/07/08072015_estatistica_do_medo.pdf

 

Fonte: Imprensa SindBancários

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