Correspondente e Bancário no Festival de Cinema de Gramado V

Quarta-feira, 12/0/2015.

“Presos”, drama da Costa Rica, é construído a partir de clichês; o filme resulta previsível em como força o envolvimento romântico entre a protagonista Victória e o preso Interpretado por Leymar Gomez, notável. Os atores, para usar outros clichê, carregam o filme nas costas com seu talento e carisma. A cena final, que deixa a história em suspenso, resulta em avaliações diametralmente opostas: um colega da crítica viu um filme diferente de mim. Dependendo, portanto, da conclusão do espectador, o filme resulta coerente com sua sucessão de clichês ou com um rasgão na previsibilidade da história que resulta na salvação do filme de um destino medíocre.

Eu vi a segunda possibilidade.

“O Outro Lado do Paraíso” padece do mal dos clichês, mas numa intensidade bem superior, o que condena o filme à mediocridade, salvo por alguns momentos de boa interpretação dos atores. Com um elenco bem alinhado dos protagonistas aos coadjuvantes, “O Outro lado do Paraíso” é oprimido não apenas pelo militares numa história sobre o Golpe de 1964, mas principalmente por sua narração onipresente. A trilha sonora poderia também ser mais tímida, uma vez que compete com os atores e com a narração de Luís Mello sobre quem conduz a história. O resultado é uma repetição de emoções que leva, paradoxalmente, o espectador à alienação e à anestesia emocional.

Até.

Paulo Casa Nova
Crítico de Cinema
Empregado da Caixa Econômica Federal

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