Cordão humano mantém média alta no RS

O número de cordões humanos no Estado caiu em 2019 em relação ao ano passado, mas taxa cresceu 20% entre janeiro e julho

Ainda que os números absolutos de ataques a bancos tenham se reduzido em torno de 36,1% no Estado nos primeiros 186 dias de 2019 na comparação com o ano passado, um tipo de crime manteve uma média preocupante. Os ataques a bancos que envolvem quadrilhas fortemente armadas, estrutura e destemor em relação à Brigada e Polícia Civil e muitos reféns, estão em patamar semelhante ao do ano passado. Já são seis ataques com cordões humanos entre 1º de janeiro e 5 de julho deste ano.

No mesmo período do ano passado, foram sete agências bancárias em todo o Estado. Quer dizer, a comparação pura e simples demonstra que houve um cordão humano amenos, ou seja, 14,3%. A queda em termos de ocorrências de um ano para outro é pouco significativa. Mas, quando se trata de sequestros de reféns, tiroteio com Brigada tendo morte de brigadiano e bala perdida que mata bancário, um só desses ataques ou até um arrombamento com explosão de caixa eletrônico, já é uma tragédia.

Taxa de cordões humanos cresce 20%

Os cordões humanos com reféns bancários, clientes e a população de cidades, geralmente do Interior, responderam, em 2019, por uma taxa que cresceu 20% de um ano para outro. Se, em 2019, um a cada oito ataques foram cordões humanos. No mesmo período do ano passado, ocorria um cordão humano a cada 10 ataques em todo o Estado.

Para o presidente do SindBancários, Everton Gimenis, a queda do número de ataques a bancos de 72 no ano passado para 46 este ano não pode ser comemorada. “Costumamos dizer que os bancários estão trabalhando no front de uma guerra. Há um clima de medo nas agências estimulado pela violência. Bancários viram reféns e fazem parte de cordão humano. Estão na linha de tiro dos confrontos entre criminosos e a polícia”, diz Gimenis.

O presidente do Sindicato se refere aos dois ataques que ocorreram nos quatro primeiros dias de julho. No Sicredi de Santa Cruz do Sul, pelo menos 15 pessoas viraram cordão humano, enquanto que, no Banrisul, de Imbé, outro cordão humano. Em ambos o alvo eram os caixas eletrônicos.

Ataques a bancos com cordão humano em 2019

Julho

1. Dia 7: Banrisul e Sicredi (Pedras Altas). Quadrilha armada de fuzis faz funcionários e população de reféns com cordão humano e fugiram com dinheiro.

2. Dia 4: Banrisul (Imbé/Mariluz). Quadrilha ataca supermercado para arrombar caixas eletrônicos faz cordão humano, incendeia carros na fuga e troca tiros com a Brigada.

Junho

3. Dia 7: Banrisul e Sicredi (Pedras Altas). Quadrilha armada de fuzis fizeram funcionários e população de reféns com cordão humano e fugiram com dinheiro.

Abril

4. Dia 05: Banrisul (Caraá). Criminosos utilizaram cordão humano para atacara agência e levar dinheiro.

5. Dia 24: Banco do Brasil (Porto Xavier). Quadrilha chega atirando na agência, forma cordão humano e foge. No cerco, um brigadiano é morto a tiro. A quadrilha fugiu para o mato.

Fevereiro

6. Dia 28: Banrisul e Sicredi (Ametista do Sul). Criminosos atacam agências, fazem cordão humano e fogem com reféns disparando tiros.

Ataques a bancos com cordão humano em 2018

Julho

1. Dia 05: Banco do Brasil e Banrisul (Jaquirana). Quadrilha ataca duas agências bancárias e uma lotérica e usa cordão humano para fugir com dinheiro. Novo Cangaço.

Junho

2. Dia 6: Banrisul e Sicredi (Santo Expedito do Sul): Quadrilha armada sitia cidade ao atacar duas agências bancárias à tarde usando cordão humano.

Maio

3. Dia 02: Banco do Brasil e Banrisul (Ibiraiaras): Quadrilha armada usa cordão humano para atacar duas agências bancárias e uma lotérica.

4. Dia 07: Banrisul (São Valentim do Sul). Grupo de criminosos fortemente armado usando vítimas como cordão humano em frente à agência à tarde.

5. Dia 11: Banrisul e Banco do Brasil (Formigueiro). Quadrilha faz reféns na rua com cordão humano, ataca duas agências e explode caixas eletrônicos na madrugada.

Abril

6. Dia 02: Banco do Brasil (Três Palmeiras). Assalto com criminosos formando cordão humano e incendiando carros para a fuga.

Fevereiro

7. Dia 01: Banco do Brasil, Banrisul e Sicredi (Mata). Bando atacou com explosivos o Banco do Brasil e o Banrisul, e levou uma quantia em dinheiro não especificada. A agência do Sicredi também teve o vidro quebrado, mas os criminosos não levaram nada. Fuga, miguelitos na pista e escapada. Cordão humano.

Acesse aqui os registros de dados sobre ataques a bancos do Sindicato desde 2006.

Fonte: Imprensa SindBancários

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