Copa SindBancários de Futsal 2023: “Foi uma overdose de bom futebol”

Segunda rodada da competição ocorreu no último sábado (18); jogos seguem no dia 25

Vinte e um gols foram contabilizados nas três partidas da segunda rodada da Copa SindBancários de Futsal 2023, realizada no último sábado (18), no ginásio do Sindimetal, em Canoas. Os jogos foram marcados pela entrega dos jogadores em busca da vitória. Na próxima rodada, no sábado dia 25, o Itaú enfrenta o Santander, Bradesco Gravataí duela com o Banrisul e União encara o Metropol. A partir das 9h, no Sindimetal.

De fato, quem esteve na rua Caramuru ou aqueles que assistiram nos canais do Sindicato nas redes sociais, notaram que os confrontos foram as mais completas traduções da gana dos boleiros de levantar o cobiçado caneco no final da competição. Alguma coisa aconteceu no coração daqueles jogadores. O avesso do avesso do avesso do avesso pulsou muito forte dentro das quatro linhas. A emoção daqueles jogos, como nos versos do Caetano Veloso, passou a se chamar realidade futebolística.

Caixa 3 x 1 Itaú

Os jogadores do Itaú entraram em quadra demonstrando confiança, organização e ferocidade. Foram pro jogo dando pinta de osso duro de roer. Mas, o confronto estava apenas começando. Aos dois minutos, Michel Carvalho faz 1 a 0 pra Caixa. Quarenta segundos depois, João Victor arremata e empata a partida. Com divididas lá e ali. Uma falta deste lado e outro logo depois. Correria e mais um corpo estendido no parquet Jatobá.

O jogo seguiu nesta batida até os 23’m40” do segundo tempo. Numa escapa, o goleador da Caixa, Michel Carvalho, não perdoou e desempatou a partida. No placar, Caixa 2 Itaú 1. Sem jogadores no banco, inclusive para trocar o goleiro, o Itaú foi perdendo forças e as chances de virar o jogo foi se complicando. Não deu outra, aos 33”, depois de veloz troca de passes, Michel voltou a estufar a rede e deu números finais ao confronto: Caixa 3 e o Itaú ficou na rima, 1.

Um dos comentaristas da rodada, Gilnei Nunes, diretor de Comunicação do Sindicato, considerou o cansaço dos jogadores do Itaú como um dos fatores da derrota. “Time parecia aprumado, depois do empate, melhorou um pouco e cansou”, analisou. Já o diretor Administrativo e um dos organizadores da competição, Jorge Lucas, afirmou que “a Caixa foi ligeira e assumiu o comando do jogo. A falta de banco fez a diferença. Foi uma vitória merecida”, hipotecou.

Jogadores Caixa: Everson Jesus Barbosa, Jefferson Katsumi Abe, João Egídio da Rocha, Josué Rodrigues, Lauro Teixeira Brandão, Marcelo de Oliveira, Michel Carvalho, Renan Valdemar Machado, William Giaparelli e Guilherme Hernandez.

Goleador: Michel Carvalho, três gols

Jogadores Itaú: Cristian Dias Mendes, Francisco Carlos Chaves, Guilherme Roloff Barreto, João Victor dos Santos, Kall Meniary Paiva, Leandro Fonseca, Luís Muriel Teixeira, Matheus Da Fré, Pedro de Campos Fagundes, Péricles Magalhães e Lucas Pavan.

Goleador: João Victor

União F.C. 4 x 3 Banrisul

As duas equipes ocuparam as quatros linhas mostrando leveza e bom humor. Não era pra menos. Na primeira rodada, o União venceu o poderoso Bradesco Gravataí por 3 a 2 e os boleiros do Banrisul simplesmente enfiaram 7 gols no Metropol que não saiu do zero. Diz o dito popular que águas passadas não movem moinhos. No presente, o que importava é que não havia o sentimento em ninguém de “estar vencido”. O sangue latino escorria no parquet Jatobá. Nas torcidas, nada de corneta. Parece que todos sabiam que não teria sopa pro azar e sim peleia. E das ‘brabas’.

Os primeiros minutos foram de estudos. Logo, a chapa começou a esquentar. Aos dez minutos, André Rocha, se livra da marcação e inaugura o placar: União 1 a 0. O Jatobá ferveu. Menos de um minuto depois Ângelo Canabarro empata para o Banrisul. A torcida se agita. O cronômetro crava 18’30’. Leonardo Krug recebe a pelota na entrada da área adversária, limpa a jogada, ginga o corpo, dribla um, dois adversários e acerta uma patada indefensável. Um gol de cinema, ou de placa como se diz no passado. O árbitro apita. Final do primeiro tempo. União 2, Banrisul 1. 

Fim do intervalo. A bola rola. Leandro, o técnico do Banrisul grita: “vamos botar as coisa no lugar”. Do ladinho, Gustavo Nunes, no comando do União, responde: “Calma e bola no chão. Velocidade”. Com dois zagueiros plantados no bico da área e um atacante fixado no terreno do adversário foi a tática do União. Já o Banrisul investiu na roubada de bola, passes nas laterais e esticadas longas para os atacantes. 

A disputa encantava as torcidas. Aos 22 minutos, André Rocha amplia o placar: União 3 Banrisul 1. Numa enfiada de bola, aos 24 minutos, Rodrigo Carvalho faz o segundo gol do time do banco público. Dois minutos depois, Rodrigo Tavares empata o confronto, em três a três. Gritaria na plateia.  Ferro em brasa na canja. Alguém pede pra chamar os bombeiros. Não havia mais tempo. Aos 39 minutos, Clóvis Bertaco colocou a pelota nos fundos da rede e decretou a vitória: União 4 x Banrisul 3.

No fundão da imprensa, José Cunha, funcionário do Sindicato e técnico de Futsal, considerou que “o União sentiu o empate, mas logo voltou pro jogo. Foi pegado e qualquer um poderia ganhar. Foi uma vitória merecida do União”. Os comentaristas Everton Gimenis, ex-presidente do Sindicato, Gilnei Nunes, diretor de Comunicação, além do diretor de Esportes, Gerson “Gordo” e Fábio Alves da direção da Fetrafi-RS, concordaram que a partida foi decidida no detalhe de um lance. “O União soube aproveitar o pormenor de uma jogada e venceu a peleia”. “Todos os jogadores estão de parabéns pelo que jogaram e pela lisura como trataram a arte de jogar Futsal”, aquarelou Gordo.

Jogadores União: André Rocha Rodrigues, Carlos Ricardo Ribeiro Silva, Clóvis Rogério Bertaco Jr, Gerson Dias Júnior, Leonardo Krug, Pedro Henrique Diaz, Ricardo Pereira Vargas, Rodrigo Soares de Borba, Roger Tolfo Veber, Thiago Cidade e Fábio Campos Garcia. Treinador: Gustavo Nunes

Goleadores: André Rocha, dois gols. Leonardo Krug e Clóvis Bertaco, 1 gol cada

Jogadores Banrisul: Ângelo José Amorim Canabarro, Bruno Bordallo, Fabiano Ramos Siota, Felipe Benites Moreira, Gilberto Fernandes Bahiana, Homero Brites, Luís Gustavo, Mauricio Rosa da Conceição, Renan Ribeiro Rodrigues, Rodrigo Almeron Carvalho e Rodrigo Otávio Machado Tavares. Treinador: Leandro

Goleadores: Ângelo Canabarro, Rodrigo Carvalho e Rodrigo Tavares

Bradesco Gravataí 6 x 4 Metropol

As duas equipes estrearam com derrotas na competição. O Bradesco G caiu diante do União e o Metropol ainda sofria com a goleada do Banrisul. No entanto, ao contrário do que poderia parecer, os boleiros não pateavam por caminhos tortos. Entraram em cena de peito aberto dando pinta que, se necessário fosse, galopariam campo afora em busca da vitória. Talvez as orientações de foco e manha do gato tenham dividido os travesseiros com os experientes técnicos Victor Frey e Alam Ramos, Metropol e Bradesco G, respectivamente.

No Futsal, a paixão pelo time também joga. De modo que uma só palavra define o último duelo da rodada. Eletricidade. Aos dois minutos e trinta, Rafael Eltz, o craque do Bradesco G, abre o placar. A bola voa e aos quatro e seis minutos Vinicius Bender amplia a contagem com seus dois gols. Bradesco três e Metropol zero. Se um alemão passasse pela Caramuru diria: “vai passar dos sete”. Os germânicos entendem de automóveis e doutrinas políticas, mas ignoram que no Futsal dos tupiniquins a natureza humana também joga. Com prótons e elétrons na quadra, dos 12 aos 18 minutos o Metropol, por exemplo, mostrou seu valor ao marcar quatro gols em seis minutos. Guilherme Vitt guardou três e Guilherme Perassi registrou um tento. E o primeiro tempo terminou em quatro a três para o Metropol de virada.

Na segunda etapa só deu Bradesco. O goleiro pegou tudo. O técnico usou o banco. O time manteve a concentração. Os boleiros do Metropol, ao contrário, cansaram e retrancaram. Nesta pegada, Jean Della marcou o gol do empate. Guilherme Aguiar ampliou aos trinta e cinco minutos e, aos trinta e sete, Vinicius Bender selou seu terceiro gol no duelo e fechou o placar da vitória: Bradesco Gravataí 6, Metropol 4. Dez gols numa memorável partida. Diante dos fatos, o alemão deitaria o cabelo do pedaço. Certamente saberia que Thomas Edison, o inventor da lâmpada elétrica, era americano. Como se sabe, um povo sem noção dos meandros do Futsal.

Jogadores BG: Alexandre Lesnik do Canto, Diogo Greiner, Elias Jardim Soares, Gabriel Tibursky, Guilherme Aguiar, Jean Della, Rafael Eltz da Silva, Ricardo Cândido Dias, Vinícius Pokorski e Vinícius Bender. Treinador: Alan Ramos

Goleadores: Vinicius Bender, 3 gols, Rafael Eltz, Jean Della e Guilherme Aguiar, um gol para cada um

Jogadores Metropol: Felipe de Freitas, Felipe Borges, Guilherme Perasi, Guilherme Vitt, Igor Santos, João Dresch Petersen, Lucas da Rocha Lima, Pablo Wollenhaupt, Pedro Otávio Ferraz e Rafael Herzen. Treinador: Victor Frey

Goleadores: Guilherme Vitt, 3 gols e Guilherme Perassi, um tento

Arbitragem: Matheus Ubatuba e Rodrigo Konrath

Súmula: Daniel Graf

Considerações finais da segunda rodada

No fundão da imprensa, o vice-presidente da CUT-RS, Everton Gimenis, ponderou que “o futebol, em qualquer modalidade, não é matemático”. Ele citou o escritor Elio Carravetta ao ilustrar que “o futebol é o jogo do imponderável”. Tiago Vasconcellos Pedroso, diretor Financeiro do Sindicato, comemorou com Jorge Lucas, cantor e um dos organizadores: “Tá show de bola esta competição da categoria”. Fábio Soares Alves, o Fabinho da Fetrafi-RS e ex- boleiro banrisulense, sacramentou a segunda rodada da Copa SindBancários de Futsal ao dizer que “foi uma overdose de bom futebol”. A frase virou a manchete desta matéria.

Próxima rodada: 25/11

9h30: Itaú x Santander

10h30: Bradesco Gravataí x Banrisul

11h30: União x Metropol

Local

Todas as partidas acontecem na quadra do Sindimetal (Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas e Nova Santa Rita), na rua Caramuru, 330, Centro, Canoas.

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Texto: Moah Sousa / Assessoria SindBancários

Fotos: Brayan Martins

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