Contraf repudia enfraquecimento da Caixa e convoca Dia Nacional de Luta

Na quarta-feira, 04/01, a imprensa divulgou que a Caixa Federal pretende economizar até R$ 1,5 bilhão ao ano, a partir de 2018, com o plano de demissão voluntária (PDV) desenhado para este ano. A ideia do banco estatal é conseguir o desligamento de 10 mil funcionários, ou quase 10% do número atual de empregados. No último ano, a Caixa já havia reduzido o número de funcionários de 100,3 mil para 97 mil.

Não somos contra o PDV. Somos contra a não reposição de trabalhadores, o que acarretará em piora nas condições de trabalho e na qualidade do serviço prestado à sociedade”, esclarece Sérgio Takemoto, secretário de Finanças da Contraf-CUT.

A medida une-se ao risco de outras ações que também já foram veiculadas pela imprensa, como a retirada do fundo de garantia do banco e o fechamento de agências. Atualmente, a Caixa conta com 4,2 mil agências e pontos de atendimento “Nós vemos com extrema preocupação as movimentações da nova diretoria, pois o objetivo é claro, o enfraquecimento do banco”, completou Takemoto.

Dia Nacional de Luta

Com este cenário, a Contraf-CUT convoca todos os bancários da Caixa para o Dia Nacional de Luta, marcada para o próximo dia 12. Na data, é comemora o aniversário da instituição. Mas, como “presente” aos funcionários, o banco entrega a piora das condições de trabalho. A manifestação também será pelo fim dos descomissionamentos arbitrários, pelo fim do caixa minuto e em defesa da Caixa 100% pública.

Porto Alegre

Em Porto Alegre, os sindicalistas farão visitação às agências centrais da Caixa, a partir da manhã, distribuindo material informativo – edição especial do jornal O Bancário – sobre os riscos que o banco corre e conversando com os colegas em atividade. Uma das agências visitadas será a Central da Caixa, na Praça da Alfândega, Centro Histórico de Porto Alegre.

Importância social da Caixa

O diretor da Fetrafi-RS, Gilmar Aguirre, destaca ainda a importância social do banco: “A Caixa está presente em praticamente todo Brasil, atendendo desde a população mais carente aos grandes conglomerados empresarias. Defendemos sim a Caixa 100% pública. E por que essa defesa incondicional? A Caixa tem toda uma gama de serviços sociais que não se enquadram na lógica do lucro pelo lucro. E nesse governo golpista, o que interessa é o lucro a qualquer preço. E enfraquecer as unidades de ponta ou unidades operacionais só levam ao caos e ao adoecimento constante de empregados”, afirma.

Fonte: Imprensa SindBancários com Contraf-CUT

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