Contraf-CUT questiona razão da Caixa abrandar protocolo de saúde e segurança

A mudança, que expõe retrocesso na prevenção da saúde, foi informada aos empregados no dia 18

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), assessorada pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE), enviou um ofício ao presidente da Caixa, Pedro Guimarães, questionando a razão pela qual a Caixa está abrandando o protocolo de atuação de gestores e empregados durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). A mudança, que expõe um retrocesso na prevenção e promoção da saúde, foi informada aos empregados na semana passada e causou medo entre os trabalhadores do banco.

“Reduzir o protocolo de saúde e segurança num momento como o que vivemos é uma completa loucura. As pessoas estão se contaminando cada vez mais pelo Brasil, o número de mortos, infelizmente, não para de crescer numa progressão exponencial, inclusive entre nossos colegas, e a direção do banco resolve diminuir a proteção dos seus empregados. É uma triste mostra do que os trabalhadores representam para os seus gestores – para eles, não passamos de mão de obra. Para piorar, essa atitude foi tomada sem qualquer negociação com as entidades representativas dos trabalhadores”, criticou Dionísio Reis, coordenador da CEE/ Caixa.

“É ainda pior do que foi divulgado. Quem deveria estar discutindo os protocolos de segurança, que são os colegas da Gipes, foram enviados para as agências para atender o Auxílio Emergencial”, revelou o coordenador da CEE/Caixa.

Auto-declaração

A Comissão cobra ainda uma análise sobre a questão do empregado autodeclarar-se ser do grupo de risco. A medida adotada pelo banco público induz o empregado e transfere a ele uma responsabilidade absurda. “Não é possível exigir que a a pessoa saiba se é de risco ou não. Ela pode ter se contaminado sem saber. O grupo de risco tem sido atualizado frequentemente e não cabe ao empregado da Caixa, e sim a área da saúde e segurança do banco, identificar esses riscos”, afirmou o Dionísio Reis.

Sem plano de saúde

A CEE/Caixa reitera também o pedido de inclusão no Saúde Caixa dos quase dois mil empregados que continuam sem plano de saúde. Após inúmeros pedidos, a Caixa continua negligenciando os trabalhadores e deixando-os sem a cobertura de um plano de saúde, principalmente num período de pandemia como o atual.

O documento solicita ainda os dados estatísticos da situação dos empregados nas agências, como a relação oficial de empregados que estão contaminados, os recuperados e os mortos em decorrência da Covid-19.

A íntegra do ofício

Clique aqui e leia a íntegra do ofício.

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