Contra o assédio moral no Banrisul, dirigentes sindicais paralisam agência Redenção

Dirigentes sindicais cobram diálogo do banco, que se nega a ouvir demandas dos trabalhadores

Trabalhadores bancários estiveram, na manhã desta quinta-feira (30), em frente à agência Redenção do Banrisul, em protesto ao assédio moral institucionalizado no banco gaúcho. O SindBancários vem denunciando o clima generalizado de desrespeito com os funcionários da instituição, que lidam com cobranças, sobrecarga e más condições de trabalho na rotina diária.

A diretora do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região e empregada do Banrisul, Ana Guimaraens, conta que este é o primeiro dia de paralisações que serão realizadas pela categoria nas agências do banco, “até que mude essa política de terror dentro do ambiente de trabalho”.

“Viemos dar um recado muito claro para a direção e superintendência do Banrisul: chega de assédio moral. Não é de hoje que estamos tentando um diálogo junto à direção para que os funcionários sejam tratados com consideração e dignidade. Todos os empregados do Banrisul merecem respeito, o colega que trabalha no caixa, na plataforma, o operador de negócios, o gerente, todos merecem respeito. É inaceitável a gestão por coação e desrespeito”, afirma Ana, que conta ainda que chegam ao sindicato relatos diários de humilhações pelos funcionários, de colegas chorando no local de trabalho e até reclamação de clientes.

Após constantes denúncias dos bancários e bancárias do Banrisul, o sindicato tem buscado, sem sucesso, retorno da direção quanto às demandas apresentadas. Na última semana, dirigentes sindicais fizeram um ato em frente a Superintendência Regional do Banrisul, na Avenida 24 de Outubro, pedindo por respeito aos trabalhadores. Segundo o diretor do SindBancários e empregado do Banrisul, Gerson Reis, as mobilizações serão feitas até que o banco escute e reconheça as situações de assédio dentro de suas unidades. “Este é o papel do sindicato: a gente é demandado e está aqui para defender os colegas e buscar melhores condições de trabalho, porque eles não estão aguentando mais. A diretoria cobra do superintendente, o superintendente cobra dos gerentes e os gerentes cobram dos funcionários. Vai estourar no elo mais fraco, que são os funcionários”, denuncia.

Os relatos de assédio moral vem tanto de empregados quanto de clientes, afirma o diretor do sindicato Guaracy Gonçalves, que diz que a preocupação da entidade é sempre e em primeiro lugar com as pessoas: “Estamos aqui para defender e proteger os funcionários do Banrisul, denunciar o assédio moral e pedir por uma gestão mais humana. Não é um ato contra os empregados nem gestores, mas um pedido por diálogo, que não tem sido atendido pelo Banrisul”.

Luciano Fetzner, presidente do SindBancários, lembra que toda essa situação não é um problema apenas desta ou daquela agência, mas da estrutura de assédio organizacional do Banrisul. “Isso porque o banco está com falta de funcionários, sobrecarga de trabalho, metas abusivas e esse cenário adoece toda equipe, da faxineira ao gerente geral. E reflete inclusive no mau atendimento à população, que fica cada vez pior, dentro de um projeto que a gente sabe bem qual é a intenção, que é vender a ideia de que privatizar o banco é a melhor solução”, observa o dirigente.

Encontro dos Banrisulenses

O 30º Encontro Nacional dos Banrisulenses será neste sábado, 2 de julho, 100% virtual pelo Zoom. Na atividade, funcionários(as) vão definir a pauta de reivindicações para a Campanha Salarial 2022. Podem participar bancários e bancárias, sindicalizados ou não. Além da renovação do Acordo Coletivo, com aumento real acima da inflação, os debates vão girar em torno da defesa do Banrisul público e gaúcho.

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Imprensa SindBancários
Fotos: Amanda Zulke e Amaro Souza

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