Contra a ameaça de privatização, empregados organizam ato “vermelho de raiva” em defesa da Caixa 100% Pública nesta quarta, 18/10

“Vermelhos de raiva”. É assim que está a população brasileira com a intenção do governo Temer em privatizar a Caixa Econômica Federal. Diante de mais esse ataque que está sendo gestado em Brasília, os empregados do banco convocam para o ato “Dia de Luta em Defesa da Caixa 100% Pública”. A manifestação vai acontecer na próxima quarta-feira, dia 18, às 13 horas, em frente à agência da Caixa, situada na Praça da Alfândega (de frente ao shopping Rua da Praia). Os organizadores pedem que todos os trabalhadores do banco usem roupas vermelhas durante o dia.

O presidente do SindBancário, Everton Gimenis, lembrou do ato de fortalecimento da Frente Parlamentar Mista em Defsa dos Bancos Públicos, criada no Senado Federal e na Câmara dos Deputados, em Porto Alegre, e convocou os colegas da Caixa para participarem. “Temos informações de que a mudança do estatuto da Caixa está sendo preparada pelos golpistas nos nossos direitos. Tem mão do banqueiro Henrique Meirelles, o ministro da Fazenda, e do Temer. Eles querem entregar a preço de banana um banco que tem compromisso com desenvolvimento e com a sociedade para um banqueiro internacional. Os banqueiros não são bobos. Eles não aceitam mais comprar ações ordinárias. Querem o controle de tudo. E quando temos um governo entreguista que representa o rentismo e defende os interesses dos milionários, essa realidade de venda da Caixa passar a ficar concreta”, avalia Gimenis.

De acordo com o representante do Rio Grande do Sul da Comissão de Empregados da Caixa, Gilmar Aguirre, a mobilização em defesa do banco público é vital neste momento de ataque do governo. “Privatizando a Caixa, toda a população brasileira perde. País sem banco público não tem desenvolvimento” afirma. Gilmar conclama os sindicatos do interior do Estado para que façam atos similares em suas regiões. “Só a luta garante que o banco continue 100% público”, diz.

Além da possibilidade da ameaça de privatização, o ato de quarta-feira tem como motivação outros ataques que estão em curso na Caixa Federal. Um deles é a cobrança do chamado Contencioso, passivo trabalhista devido pela Caixa ao Funcef. No PLP 268/2016, os trabalhadores também são alvo. Sob a desculpa de ampliar a governança nos fundos de previdência das empresas públicas, o projeto quer reduzir a participação dos trabalhadores nos conselhos gestores dos fundos. Pela proposta, os representantes dos trabalhadores serão substituídos por gestores contratados.

Rumores da venda

Reportagens veiculadas no início deste mês revelaram a intenção do governo Temer em alterar o estatuto da Caixa Federal, com a intenção de permitir a abertura de capital da instituição que hoje é 100% pública. O assunto, inclusive, já foi tema de reunião entre ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o presidente da Caixa, Gilberto Occhi.

Os rumores de privatização do banco público também foram confirmados pelo documento “Relatório Reservado”, publicado em 09 de outubro, editado pela Insght Comunicação do Rio de Janeiro. Segundo o relatório da publicação de notícias corporativas carioca, já estaria com o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, a responsabilidade de tecnicamente tocar em frente o projeto da Caixa S/A. De acordo com a publicação, o projeto de privatização deve ser anunciado em dezembro. O governo de Temer acredita que a venda da Caixa seria uma operação capaz de “gerar os recursos extraordinário para o equilíbrio das contas públicas, em 2018, um ano em que os calendários eleitoral e fiscal se chocam”, diz a publicação.

Fonte: Comunicação Fetrafi-RS, com Imprensa SindBancários

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