Comando Nacional dos Bancários avalia campanha unificada 2016 e define calendário de lutas

Em reunião realizada na quinta-feira, 27/10, em São Paulo, o Comando Nacional dos Bancários fez uma avaliação da Campanha Nacional Unificada 2016 e definiu o calendário de lutas até o fim do ano e em 2017. O encontro também aprovou a participação da categoria bancária no Dia Nacional de Greve e Paralisações, convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e pelas demais centrais sindicais para 11 de novembro.

Na reunião do Comando, os representantes das entidades sindicais, das federações de trabalhadores do ramo financeiro e das quatro comissões de empresas, como a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), avaliaram que a Campanha Nacional Unificada 2016 foi positiva. Os maiores elogios recaíram sobre a boa condução em todo o seu processo, com greve de 31 dias, a maior da história recente da categoria.

Para o Comando, a celebração da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), com vigência estabelecida em dois anos, mesmo que inicialmente tenha causado estranhezas na interpretação do conceito, foi importante neste difícil momento, repleto de inseguranças aos trabalhadores. A avaliação é que, frente às ameaças contidas n as pautas do governo federal e do Congresso Nacional, a CCT 2016/2018 configura-se como uma salvaguarda na manutenção das conquistas dos bancários e aumento real em 2017. Os representantes dos bancários lembram ainda que o acordo por dois anos já é praticado por outras categorias de trabalhadores.

Sobre o Dia Nacional de Greve e Paralisações convocado para o dia 11 de novembro, o Comando Nacional dos Bancários orienta os sindicatos a participar das atividades em suas bases. Nesse sentido, o material a ser produzido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) vai denunciar a retirada dos direitos dos trabalhadores e o ataque às liberdades democráticas. O documento também irá repudiar a PEC 241, além de posicionar-se contra a reforma da Previdência Social, em defesa do emprego e do pré-sal. A Contraf/CUT diz ainda que o texto vai abordar ainda questões específicas que atingem os bancários.

Vale-cultura

O Comando debateu ainda a vigência da lei do vale-cultura, que, caso não seja reeditada, terá seu prazo final em dezembro de 2016. Os bancos já anunciam a vinculação da concessão do benefício atrelada aos incentivos fiscais previstos na legislação. Serão feitas gestões organizadas junto ao Ministério da Cultura, segmentos sociais que debatem a cultura e parlamentares para inclusão no Orçamento da União de 2017.

Calendário de lutas

O calendário de lutas, indicado pelo Comando Nacional dos Bancários para o ano de 2017, prevê a realização de encontros nacionais organizativos dos bancários em bancos privados e em financeiras, bem como os congressos nacionais e regionais dos trabalhadores de bancos públicos.

Em julho de 2017, ocorrem os encontros estaduais ou regionais de bancos privados, encontros/congressos estaduais ou regionais de bancos públicos e as conferências estaduais ou regionais. Para agosto do próximo ano, estão previstos os encontros nacionais de bancos privados, encontros/congressos nacionais de bancos públicos e a 19ª Conferência Nacional dos Bancários.

O Comando Nacional dos Bancários também debateu e estabeleceu cronograma inicial para o acompanhamento dos vários temas constantes da CCT 2016/2018, dentre elas as mesas temáticas bipartites de Saúde e Condições no Trabalho, Segurança Bancária e Igualdade de Oportunidades. Outra decisão é de acompanhar, junto com as Comissões de Organização de Empresa (COEs), o andamento dos debates sobre a prevenção ao assédio moral e do retorno ao trabalho em caso de doenças ocupacionais.

Fonte: Fenae Net

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