Comando dos Bancários cobra negociação sobre coronavírus

Movimento sindical questiona providências dos bancos para preservar a vida dos bancários e clientes e conter o surto

O Comando Nacional dos Bancários encaminhou nesta quinta-feira (12) um ofício à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) solicitando informações sobre quais providências os bancos tomarão para prevenção ao novo coronavírus.

“Em Porto Alegre, as aulas em algumas escolas e universidades foram suspensas e há empresas que estão pedindo para os trabalhadores ficarem em casa. Os bancos são um local de grande circulação de pessoas, entre clientes, bancários e outros funcionários, cuja vida precisa ser preservada em primeiro lugar”, observa o presidente do SindBancários e representante dos gaúchos no Comando, Everton Gimenis.

“Muitos bancários estão apreensivos. É fundamental que haja uma orientação oficial para que sejam evitadas notícias incorretas que circulam nas redes sociais e pelo WhatsApp”, explicou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, que é uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.

No ofício, o Comando dos Bancários observa que o aumento no número de casos de Covid-19 no mundo fez com que a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretasse o status de pandemia ao novo coronavírus, na quarta-feira (11), e que, no Brasil, o número de pessoas infectadas não para de crescer, elevando o grau de preocupação de toda sociedade.

A criação de um comitê bipartite de crise para acompanhamento do tema e a implementação de uma comunicação preventiva em todos os locais de trabalho estão entre as reivindicações feitas no ofício. O objetivo é conscientizar a categoria bancária de como se prevenir do contágio do Covid-19, quais são seus sintomas, transmitir orientações em caso de contágio etc., com o objetivo de mitigar os efeitos de informações incorretas que circulam nas redes sociais e pelo WhatsApp.

O Comando dos Bancários também solicita informações sobre possíveis ações que os bancos irão tomar para as pessoas que estão nos grupos de risco, tais como gestantes, idosos, diabéticos, doentes cardíacos etc. e sobre os planos de contingência dos bancos para as fases de propagação do vírus para os departamentos e as agências bancárias.

O ofício solicita, ainda, que os bancos tenham total transparência com os bancários e com as entidades sindicais frente aos casos identificados e que seja antecipada a campanha de vacinação contra a gripe, como uma forma de facilitar a identificação do contágio pelo novo coronavírus.

Fonte: Contraf/CUT com edição de Imprensa/SindBancários

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