Com debate sobre futuro e lançamento de site, Sindicato comemora seus 86 anos

O SindBancários comemorou na quinta, dia 17, seus 86 anos de história. Mas o momento não ficou marcado apenas por comemorações: de olho no futuro, a entidade promoveu um debate sobre os Desafios dos Trabalhadores para 2019 e lançou seu novo site, mais rápido e adaptado às novas tecnologias.

O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, lembrou que o Sindicato ajudou a escrever a própria história do país em movimentos como a greve de 1979 e as diretas já. “Os bancários sempre foram exemplo de mobilização e união. Em 1979, por exemplo, prenderam toda a direção do Sindicato logo após o início da greve, pensando que isso desmobilizaria a categoria. Mas os bancários não se deixaram abater e seguiram paralisados” analisou Gimenis.

Já o diretor da Fetrafi-RS, Edson Rocha, lembrou os últimos três anos, que foram muito difíceis para os trabalhadores. “Desde 2016, lutamos não para ampliar, mas para manter nossos direitos. Na última campanha nacional, foi difícil até manter nossa Convenção Coletiva de Trabalho e corremos risco de perder estes direitos específicos”, explicou.

A economia na mão do capital especulativo

O painel sobre os Desafios dos Trabalhadores contou com a participação da doutora em Direito do Trabalho, Valdete Severo, e do ex-ministro de Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel.

Cassel lamentou que os rumos que o governo está tomando e definiu como simbólico as declarações de Bolsonaro, ainda no período eleitoral, de que qualquer assunto econômico fosse debatido com Paulo Guedes, o atual ministro da Economia. “Isso nunca aconteceu em nenhum lugar do mundo! Demos a chave do nosso cofre para o capital especulativo. Este sempre foi o fim máximo deles: controlar a economia sem nenhuma interferência do governo”, afirmou.

Para o ex-ministro de Desenvolvimento Agrário, as declarações nas posses dos presidentes dos bancos públicos também foi simbólica. “Foi um momento cheio de generalidades. Falaram em falcatruas, novos caminhos, mas não dizem quais são essas falcatruas ou os novos caminhos. O presidente do Banco do Brasil disse que é preciso vender, mas não falou o que”. Para Cassel, o governo Bolsonaro quer fatiar e enfraquecer os bancos públicos para que os privados possam tomar conta dessa parte do mercado e lucrarem mais ainda.

Uma avalanche de regressos

Valdete disse ter uma sensação de incredibilidade frente a avalanche de regressos em todas as áreas. “Os bancos públicos e a Justiça do Trabalho estão com medo de serem extintos, os trabalhadores tem medo de perder direitos, os indígenas temem perder suas terras e até suas vidas”, relatou.

Valdete ainda lembrou de projetos como a PEC 300, que quer mudar a Constituição e aprovar o aumento da jornada de trabalho de 8 para 10 horas semanais, uma reforma que nenhum país do mundo está realizando.

“Precisamos bater de frente com essa realidade. O governo nunca escondeu que quer aprofundar a reforma trabalhista, que quer tirar nossos direitos. Precisamos nos organizar e resistir de forma radical. Poucos sindicatos são tão importantes quanto o dos bancários e uma das certezas que temos é que ele vai passar por um dos momentos mais graves de sua história”, afirmou.

Novo site

O aniversário não foi um momento somente para debater o futuro. Também foi apresentado o novo site do SindBancários, com um layout mais limpo e integrado às novas tecnologias. “Criamos um site mais rápido, leve e que se adapte à tela do usuário. Quem entrar no computador, vai ver o mesmo site que no celular, porém com seu layout adaptado a tela, garantindo uma navegação mais fácil e intuitiva”, observou o diretor do SindBancários Eduardo Bobsin.

Homenagem no samba

Quem também marcou presença nas comemorações foi o bloco de rua do Areal da Baronesa, que neste 2019 vai homenagear o Sindicato. O secretário-geral do Sindicato, Luciano Fetzner, convidou todos os bancários para participarem dos ensaios, que acontecem em janeiro e fevereiro, e da saída do bloco, no dia 9 de março, pelas ruas da Cidade Baixa.

“Tanto o Sindicato quanto o Areal são exemplos de resistência social, política e cultural. O trabalho de ambas as entidades são a prova de que podemos nos mobilizar para transformar e melhorar a realidade à nossa volta”, afirmou Fetzner.

Presenças

Além dos bancários, prestigiaram o momento o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, o ex-presidente do SindBancários, ex-governador do Rio Grande do Sul e ex-prefeito de Porto Alegre, Olívio Dutra, o ex-secretario-Geral da Presidência da República e do Trabalho e Previdência Social e ex-vice governador do Estado, Miguel Rosseto, e o ex-prefeito de Porto Alegre e Deputado Estadual Raul Pont.

Fonte: Imprensa/SindBancários

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