Com coquetel e festa, GAS chega aos 21 anos resgatando bancários do adoecimento

Evento celebrou trajetória de grupo que integra departamento de saúde o sindicato

Em uma noite de homenagens e de muita emoção, bancários, bancárias, dirigentes sindicais de diversos bancos, entre outros convidados compareceram a sede do Sindbancarios, nesta terça-feira (13), para prestigiar a comemorar os 21 anos da criação do Grupo de Ação Solidária do Departamento de Saúde da entidade.

Mais de cem convidados passaram pelo salão de festas do sindicato, onde um buffet contratado pela direção do Sindicato serviu salgadinhos e pratos quentes, acompanhados de bebidas, água e sucos.

O clima de emoção tomou conta do recinto quando a coordenadora do GAS, Jacéia Netz, funcionária do Sindbancarios, agradeceu à vida e a todos os integrantes do grupo de apoio ao lembrar o surgimento do coletivo de acolhimento.

Resgate da cidadania através da saúde

“Muitas mãos fizeram esta caminhada. Centenas de bancários passaram por aqui, desde 2001, quando o SindBancários decidiu criar o GAS para combater o adoecimento no ambiente de trabalho”, lembrou Jacéia.

Para ela, o GAS surgiu a partir da dúvida de como reinserir o trabalhador do ramo financeiro, adoecido, novamente as suas atividades dentro da categoria. E de como mostrar a este trabalhador que ele não estaria mais sozinho.

“Quando o nosso Grupo de Ação Solidária surgiu foi com o objetivo de resgatar a cidadania do bancário, uma forma de fazê-lo sentir-se aceito, de acolhê-lo para que não se sentisse como alguém descartável”, avaliou a coordenadora.

O evento contou com a participação de três ex-presidentes do SindBancários: Juberlei Bacello, hoje diretor de comunicação da Fetrafi-RS, Mauro Salles, atualmente diretor de Saúde da CONTRAF/CUT e Everton Gimenis, que ocupa a vice-presidência da CUT-RS. Cada um deles lembrou a contribuição do grupo para o bem-estar dos trabalhadores, que dentre outras iniciativas, se preocupa em combater o suicídio, o assédio moral, doenças e transtornos de saúde mental gerados pelo trabalho nas instituições financeiras.

Embrião do GAS surgiu nos anos 90

“O embrião do GAS já estava presente em 1993 e nós tentamos implantá-lo, infelizmente, sem sucesso. Aprendemos como enfrentar os bancos, a previdência social e o INSS através dos dramas dos colegas”, refletiu o representante da CONTRAF/CUT, Mauro Salles. “Essa trajetória tem muito a ensinar ao movimento sindical, mirem-se no exemplo do grupo de ação solidária para fazer política sindical, seja pelo exemplo bem-sucedido de organização horizontal, ou por meio da participação direta de trabalhadores da categoria na tomada de decisões deste coletivo”, saudou Salles.

Jamile Chamun, diretora de Saúde do Sindbancarios , mostrou todo o orgulho que possui em participar do grupo, sobretudo pela disciplina de seus integrantes, que há mais de duas décadas não soltam a mão de quem fraqueja diante das cobranças pelo cumprimento de metas e pelos abusos cometidos pelos bancos.

“Somos o único sindicato que possui um grupo que se reúne todas as quartas-feiras, há 21 anos, faça chuva ou sol, para discutir ações de saúde e isto não é pouca coisa”, comemorou a dirigente.

Juberlei Bacelo (FETRAFI RS), que esteve à frente do SindBancários, entre 2006 e 2012, lembrou de uma época em que o sindicalismo brasileiro tratava a pasta da saúde sindical como uma mera ferramenta assistencialista, que se preocupava em oferecer serviços médicos no lugar de acolher e atender quem precisava.
“Saúde no sindicato não é apenas ter atendimento odontológico para os associados, nós fomos precursores em tratar o tema não como mero espaço assistencial, uma vez que isso é papel do Estado e dos patrões, mas também um instrumento de acolhimento, afinal, o sindicato não é sua sede, suas paredes e mobiliário, mas é feito de pessoas”, refletiu.

Para Everton Gimenis, que participou de diversas reuniões do GAS, o grupo possibilitou um senso de unidade até então inédito no meio bancário.

“Quem não viveu o drama de tentar fazer uma perícia no INSS e não conseguiu fazer a reintegração? Daí o trabalhador chega no GAS e vê que uma enorme quantidade de profissionais da base já passaram por isso”, pontuou. Para ele, o problema é o medo dos que adoecem e não procuram ajuda. “ Quem hoje passa pelo coletivo sempre indica um novo colega, pois ele é funcional e faz a diferença”, exemplificou o dirigente sindical.

Como atual presidente do sindicato desde 2019, Luciano Fetzner enfatizou sua alegria por estar presente na festividade. Saudou todo o departamento de saúde e enfatizou sua importância.
“ Foi a porta aberta pelo departamento de saúde que me possibilitou estar aqui com vocês hoje. Enquanto existir o sindbancários, haverá empatia e também o GAS”, concluiu o presidente.

Flávio Alberto Vasata, bancário da base que integra o coletivo desde 2013, avalia como “uma das melhores atitudes de sua vida” a de ter ingressada no grupo.

“ Eu me sentia muito triste e sem perspectiva quanto ingressei no GAS e ele mudou a minha vida. Representa uma segunda família para mim. São irmãos e irmãs sempre com muita disposição de ajudar”, disse Vasata, sem esconder a emoção.

Ao término do evento, as saudações deram lugar aos brindes e aos parabéns, cantado em uníssono por todos, enquanto uma vela simbólica era acesa em cima do bolo.

O GAS se reúne, de forma presencial, às quartas-feiras, sempre às 15h.  Trabalhadores da base do sindicato podem entrar em contato com o grupo através do telefone (51) 99576-4174.


Confira imagens do evento no galeria. 

 

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