Colegas do Sicredi aprovam ACT

Em assembleia com boa participação e unânime, bancários(as) foram favoráveis a acordo que institui o ponto eletrônico e flexibiliza o intervalo

Eles vieram da Zona Norte de Porto Alegre para decidirem sobre um assunto importante no ambiente de trabalho. Tiraram dúvidas com os dirigentes e com o assessor jurídico sobre o Acordo Coletivo de Trabalho sobre o Ponto Eletrônico e a flexibilização do intervalo. Ao final da assembleia, na noite da segunda-feira, 16/12, na Casa dos Bancários, os colegas do Sicredi aprovaram por unanimidade o ACT.

A partir de 1º de janeiro de 2020, o Sicredi passa a controlar formalmente o ponto eletrônico e a instituir flexibilidade no intervalo que, desde a reforma Trabalhista de 2017 pode ser de 30 minutos para quem tem jornada de 8H.

Aqueles colegas que quiserem flexibilizar seu intervalo devem procurar o setor de Recursos Humanos do banco e assinar um termo em que concorda com o intervalo de meia-hora para poder chegar meia hora mais tarde ou sair meia-hora mais cedo. Mas atenção: a meia-hora deve ser compensada no mesmo dia.

O assessor jurídico do SindBancários, Marcelo Scherer, explicou que o Sindicato procura esclarecer que o intervalo de uma hora para quem tem jornada de oito horas tem impacto sobre a saúde. “Há estudos que mostram que o trabalhador precisa de uma hora de descanso numa jornada de oito horas para fazer a desconexão com o ambiente de trabalho. Ao longo do tempo, o descanso de uma hora tem impacto positivo sobre a saúde”, alertou Marcelo.

O diretor do SindBancários, Luiz Cassemiro, saudou a boa presença de colegas do Sicredi na assembleia. Ouviu sugestões de que seria melhor fazer a assembleia na sede da empresa para ter mais gente e explicou o motivo pelo qual a assembleia da segunda-feira foi marcada para o auditório Olívio Dutra da Casa dos Bancários.

Tem um grupo de cerca de 300 bancários no Sicredi. Pensamos em fazer aqui na sede para que todos conheçam as instalações e saibam a importância de se sindicalizarem para fortalecer o Sindicato. Mas não há nenhum problema de fazermos assembleias e encontros na sede do Sicredi na Zona Norte de Porto Alegre”, explicou Cassemiro.

O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, falou de outro assunto que aflige os bancários do Sicredi: a MP 905. Aquela que os sindicalistas chamam de aprofundamento da reforma Trabalhista de 2017 cria a Carteira Verde-Amarela para jovens de 18 a 29 anos que recebem até R$ 1.500 e desonera os empresários que reduzem pagamento, por exemplo, do desconto de INSS.

A MP 905 aprofunda os ataques que a reforma Trabalhista já fez nos nossos direitos. No caso de nós, bancários, ela acaba com a jornada de seis horas, libera o trabalho aos sábados e acaba com a remuneração de 100% dos domingos de todos os trabalhadores. Trata-se de uma decisão de um governo ultraliberal do Bolsonaro e que mostra que veio só para retirar direitos e renda dos trabalhadores para dar aos patrões”, explicou Gimenis.

Antes da votação, o diretor Luiz Cassemiro chamou os bancários do Sicredi a se sindicalizar ao apresentar a campanha de Sindicalização que vai sortear prêmios em janeiro (notebook no valor de R$ 5.000) e março (motocicleta 125 cc no valor de R$ 8.000)

Saiba como se sindicalizar clicando nesta linha.

Fonte: Imprensa SindBancários

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