Colegas do Itaú mostram resistência e disposição para a luta por manter e ampliar direitos no Encontro Estadual

Se há um erro que os banqueiros e qualquer patrão comete é subestimar a luta dos trabalhadores, achando que retirar direitos vai fazer com que as pessoas percam a coragem. Em tempos de Reforma Trabalhista, ou melhor, de um golpe em nossos direitos do governo de Michel Temer, aprovado por deputados federais e senadores, resistir e participar da Campanha Salarial 2018 é tudo. No fim de semana, na sede da Fetrafi-RS, os bancários de bancos públicos e privados deram uma boa resposta ao chamado do SindBancários: participação, e disposição para resistir e lutar por diretos. Os colegas do Itaú não deixaram por menos. Cobraram transparência nos processos de avaliação e no programa de previdência próprio, fim das demissões, saúde e condições de trabalho.

Em resumo, no Encontro Estadual dos Bancários de Bancos Privados, no sábado, 19/5, e domingo, 20/5, os colegas apontaram para a necessidade de haver uma participação muito grande na Campanha Salarial 2018. Porque é preciso resistir aos ataques da Reforma Trabalhista, combater a rotatividade e trabalhar para manter o nosso Acordo Coletivo Nacional. E, claro, pressionar as mesas de negociação, com mobilização. Por isso o destaque feito em relação à renovação do acordo coletivo. Com o fim da ultratividade, re novar o acordo coletivo anterior enquanto negociamos o novo é um primeiro passo da nossa luta nesta Campanha Salarial 2018.

 

Os banqueiros do Itaú, além de terem tido uma dívida com o fisco de R$ 25 bilhões perdoada pelo governo federal, já querem aplicar a Reforma Trabalhista. Impedem os Sindicato de acompanhar as homologações e demitem alegando critérios de desempenho em vendas sem nenhuma transparência. Apesar de existir antes da aprovação da Reforma Trabalhista, ocorrida em novembro do ano passado, o Sistema de Qualidade de Vendas (SQV) tem critérios cruéis e serve mais para perseguir do que para aperfeiçoar a qualidade da abordagem e da venda realizada pelos trabalhadores das agências bancárias.

Quer ver como o Itaú aplica esses critérios? Os trabalhadores têm sido advertidos e até desligados por meio dessa referência que leva em consideração os negócios cancelados pelos clientes depois da intermediação do bancário. E o pior: os critérios não são conhecidos pelos bancários e bancárias. Por exemplo, quantos cancelamentos, em tempos de crise e desemprego, são necessários para perder pontos?“Os programas SQV e Trilhas são instrumentos que penalizam o trabalhador. São injustos e ineficientes. Servem para o banco cumprir seu objetivo de fechar agências e demitir colegas”, avaliou o diretor do SindBancários e funcionário do Itaú, Eduardo Munhoz.

Rotatividade

Outra questão que apareceu na reunião dos bancários do Itaú refere-se ao fato de o banco aplicar a rotatividade. A rotatividade se caracteriza pela demissão de colegas com mais tempo de banco e contratação de jovens. Trata-se de uma forma de reduzir custos, trocando salários mais elevados por menores vencimentos.

O banco poderia, no mínimo, ajudar os colegas mais antigos em vez de achar que não servem mais para o trabalho. É preciso investir em realocação. Tem que treinar para desempenhar novas funções e valorizar uma história de dedicação ao trabalho.

Encontro Nacional

Os colegas do Itaú mostraram, no Encontro Estadual de Bancários de Bancos Privados, que estão dispostos a lutar por direitos conquistados com muitos anos de greves e de resistir ao golpe nos nossos direitos, aplicado pela Reforma Trabalhista. O Encontro Estadual foi preparatório ao Encontro Nacional dos Bancários de Bancos Privados, dias 7 e 8 de junho em São Paulo. Será no Encontro Nacional de Bancários, dias 9 e 10 de junho, que será definido o texto final das reivindicações coletivas da categoria a ser entregue à Fenaban e às direções de bancos públicos que tenham mesas específicas. A Campanha Salarial 2018 já começou. E vai muito bem de participação!

 

Entenda as reivindicações dos colegas do Itaú

Emprego

> Pelo fim da rotatividade, das demissões. Defendemos a realocação de colegas que desempenhavam funções extintas (atualmente os cargos de assistentes estão sendo extintos)

> Pelo fim do deslocamento de funcionários para “USO” em suprimento de cargos extintos. O colega fica trabalhando um dia num lugar, outro dia no outro para que não haja contratações.

> PCR: Garantir e ampliar a remuneração do programa de Participação nos Resultados do banco sem que haja aumento de produtividade, já que as metas e a pressão adoecem os colegas.

> Programas Agir e SQV: Pelo fim desses programas de avaliação de rendimento quje penalizam trabalhadores.

> Quitação anual do contrato de trabalho: Somos contra a esse instrumento que foi aprovado pelo golpe em nossos direitos que a Reforma Trabalhista representa.

> Banco de horas: Hora extra feita é hora extra paga. Pelo fim do banco de horas e das compensações.

> PCDs: Cobrar do banco transparência referente ao número de PCDs e relatório com dados para que possamos fiscalizar o cumprimento.

Saúde e condições de trabalho

> Programa de Readaptação: sugestão de Learning, aviso no terminal do(a) trabalhador(a) cumprir 50 minutos de trabalho e 10 de descanso a cada hora de jornada quando prescrito pelo médico. Excluir esse tempo das avaliações.

> Plano de saúde: Queremos transparência sobre informações dos custos e abertura de negociação para acordo específico.

> Fundação Itaú e previdência: Plano de previdência para todos.

> Renovação do acordo coletivo: Sem nenhum direito a menos.

Crédito fotos: Verdeperto

Fonte: Imprensa SindBancários

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