Colegas do Badesul aprovam reivindicações em assembleia unânime

Encontro por videconferência traçou prioridades e definiu entrega da minuta à diretoria do banco na próxima semana para iniciar mesas de negociação

As propostas de Acordo Coletivo de Trabalho Específico dos colegas do Badesul estão alinhadas e prontas para serem entregues à diretoria do banco público de fomento. A pauta de reivindicações foi aprovada por unanimidade na assembleia por videconferência na noite da sexta-feira, 21/8.

O próximo passo dos colegas é entregar a minuta à diretoria do Badesul e estabelecer um calendário de reuniões. As principais reivindicações dizem respeito ao destravamento das promoções, à remuneração e à organização do teletrabalho.

Há anos os empregados do Badesul não têm seu trabalho valorizado e reconhecido através de promoções. Os empregados do Badesul lutam pelo estabelecimento de um plano de carreira justo, para os dois quadros existentes na empresa, sendo que entendem ser direito de todos e todas que sejam reenquadrados pelo menos 4 níveis acima da faixa salarial na qual hoje se encontram estagnados.

O banco de fomento se baseia em um decreto estadual, voltado aos servidores públicos, para descumprir o próprio acordo coletivo assinado e negar o direito à ascensão profissional ao quadro funcional do Badesul.

“Precisamos aprofundar essa discussão sobre as promoções, talvez até juridicamente, pois o que está escrito no acordo tem que ser cumprido pela empresa”, ressaltou o assessor jurídico do Sindbancários, Antônio Vicente Martins, que acompanhou a assembleia.

Foi debatido e aprovado na assembleia a necessidade de o Badesul garantir o pagamento de PLR e de abono salarial para seus empregados nessa negociação. Um dos colegas presentes relatou que “mesmo que os lucros diminuam esse ano, por conta da pandemia, nós continuamos trabalhando duro e merecemos o reconhecimento disso por parte da empresa”.

Outra questão levantada se refere ao uso de equipamentos próprios para cumprir as tarefas de trabalho em casa por conta da pandemia do novo coronavírus. Os colegas estão preocupados, agora que o Rio Grande do Sul, vive o pico de casos de Covid-19, com a qualidade de seu trabalho e com a segurança das operações a distância que fazem.

A diretora do SindBancários, Ana Guimaraens, traduziu a preocupação em fatos relatados pelos bancários dando conta das dificuldades enfrentadas com o teletrabalho e que também aparecem nas mesas de negociação da Campanha Nacional 2020, durante os debates com a Fenaban.

“O debate sobre o teletrabalho está sendo feito com a Fenaban. A empresa tem que fornecer o equipamento de trabalho. Tem que ajudar a pagar a conta de luz. Tem que fornecer ergonomia. Estamos sofrendo ataques aos nossos direitos na mesa nacional. Em casa, as pessoas dividem o computador com outros da família”, detalhou Ana, acrescentando que a operação em casa pode ser insegura em razão da segurança digital que os bancos fornecem no ambiente de trabalho.

Os trabalhadores e trabalhadoras também exigem que todos os índices de reajuste da campanha nacional sejam aplicados integralmente ao quadro do Badesul.

O presidente em exercício do SindBancários, Luciano Fetzner, que participa das mesas de negociação com a Fenaban, descreveu para os colegas do Badesul o contexto da semana de negociação nacional. Os banqueiros querem congelar salários, reduzir a PLR, reduzir a cesta alimentação e reduzir a gratificações de função.

“O fato de a campanha salarial acontecer em meio à pandemia limita a nossa mobilização. Não podemos chamar nossos tradicionais atos públicos de rua para pressionar. Precisamos que os colegas sigam as redes sociais do sindicato e compartilhem materiais da campanha salarial e participem de mobilizações virtuais, como o tuitaços. Para que possamos pressionar e preservar nossas conquistas, precisamos agitar a campanha nacional e expor os bancos nas redes”, explicou Luciano.

Fonte: Imprensa SindBancários

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