Colega do Santander, não acredite em boatos do banco. Paralisação defendeu teus direitos e o nosso acordo coletivo

A quarta-feira, 20/12, amanheceu com agências do Santander da área de atuação do SindBancários fechadas. O Sindicato participou de uma Dia Nacional de Paralisação e protesto contra as medidas da direção do banco espanhol de aplicar a nova regulamentação trabalhista, a Lei 13.467, aprovada em julho e que começou a valer em novembro. Portanto, não acredite nos boatos do banco de que esta paralisação será compensada com a obrigação de os colegas do Santander terem que trabalhar na sexta-feira, 29 de dezembro. O protesto do Sindicato e de todos os representantes dos colegas do Santander ocorreu em todo o país para defender direitos dos bancários do Santander e o respeito ao nosso Acordo Coletivo de dois anos, válido até 31 de agosto de 2018.

Há, ao menos, três dias a direção do Santander distribuiu internamente um documento (leia abaixo a reprodução) em que convoca os trabalhadores para irem ao banco nas duas próximas sextas-feiras, dias 22 e 29/12. Portanto, essa orientação precede o Dia Nacional de Paralisação contra a Reforma Trabalhista no Santander. Inclusive, o comunicado interno pressiona os colegas a assinarem um acordo de compensação de horas que contraria o nosso Acordo Coletivo. Portanto, é ilegal. O Sindicato orienta os bancários do Santander a procurarem o Sindicato, caso estejam sofrendo pressão para assinar qualquer tipo de acordo individual com o banco espanhol.

Assinar esse acordo individual significa perder direitos. A partir dessa Reforma Trabalhista aprovada pela base aliada do governo de Michel Temer no Congresso Nacional, várias conquistas obtidas com muita luta por nossa categoria irão para a lata do lixo. O trabalho intermitente, por exemplo, permite que o banco imponha uma jornada de trabalho para reduzir custos. Com isso, o banco poderá chamar o bancário para trabalhar a hora que quiser. O bancário precisará fica à disposição do banco durante 24 horas e pode, por exemplo, cumprir jornada entre os dias 25 de um mês e o dia 5 de outro, quando há maior movimento nas agências. E o pagamento será feito somente pelos dias trabalhados.

O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, explicou que a paralisação nacional desta quarta-feira foi um ato de defesa dos trabalhadores contra o ataque que o governo Temer, com o apoio dos banqueiros, tem feito desde o golpe para reduzir direitos, salários e aumentar o lucro. No primeiro semestre do ano (janeiro a junho) o Santander lucrou R$ 4,6 bilhões, lucro 33,1% superior ao mesmo período do ano passado (R$ 3,47 bilhões), segundo o DIEESE.

Assista abaixo manifestação do presidente do SindBancários no Dia Nacional de Paralisação contra a Reforma Trabalhista no Santander.

 

No mesmo período, somente a receita com tarifas e taxas bancárias cresceu 17,9%. Com o que arrecada cobrando serviços, o Santander paga todo a folha dos funcionários 1,7 vezes, quer dizer arrecadou 170% em relação à folha de pagamento. Mesmo com todo o lucro, no primeiro semestre, segundo o DIEESE, o Santander enxugou o quadro em 4,7%, demitindo 2.281 bancários. E continua demitindo em dezembro.

O compromisso do Sindicato é defender o bancário. Estamos num momento de dificuldades. Os banqueiros conseguiram passar sua agenda de retirada de direitos ajudados pelo governo Temer. Nós, trabalhadores, precisamos ficar alertas e participar. O próximo período será de muita luta e de resistência. É preciso a participação de todos. Fizemos um grande ato nacional e mostramos para a direção do Santander que vai ter muita luta da nossa categoria contra essas medidas que retiram nossos direitos”, avaliou Gimenis.

Presente de Natal

Os trabalhadores do Santander, que são usuários da Cabesp, receberam na sexta-feira, 15/12, um “presente de Natal”, que mais pareceu um presente de grego quando foram conferir suas contas correntes. Historicamente, o pagamento dos salários no mês de dezembro é antecipado cinco dias, mas não foi o que aconteceu. Os trabalhadores foram surpreendidos pela falta do pagamento e, o que é pior, com o débito da coparticipação da Cabesp, que tinha sido informada pelo Santander que a folha seria antecipada para o dia 15. Nenhum comunicado de que o pagamento seria no dia 20 chegou aos bancários, consequentemente, todos aguardavam o pagamento no dia 15 como sempre foi feito no mês de dezembro.

O Santander já avisou que em 2018 quer que os funcionários aumentem o lucro de R$ 10 bilhões para R$ 12 bilhões, ou seja, um aumento de 20%. Tudo isso leva a crer que mais maldades já estão no calendário do banco espanhol, que certamente virão por meio de metas abusivas e assédio.

Fonte: Imprensa SindBancários

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