COE Itaú discute emprego, remuneração e fechamento de agências

Na próxima reunião, em 18 de setembro, o banco deve responder às reivindicações dos trabalhadores

Emprego, remuneração e gestão de pessoas foram os principais pontos da pauta da reunião da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú com a direção do banco, nesta quarta-feira, 28/08, em São Paulo. Foram apresentados os números do processo de fechamento de agências do primeiro semestre. Ao todo, 214 unidades foram encerradas, envolvendo 4.226 funcionários. Desses, 94% foram realocados. Dentro dessas, 16 agências foram do Itaú Personnalité.

“Desde o início da divulgação do fechamento das agências na imprensa, nossa preocupação sempre foi com a garantia do emprego. Os números mostram que nosso acompanhamento deu resultado”, afirmou Jair Alves, coordenador da COE Itaú.

Remuneração

Os representantes dos trabalhadores cobraram ainda a abertura de negociação sobre os programas Ação Gerencial Itaú para Resultado (Agir) e o Score de Qualidade de Venda (SQV). O Itaú-Unibanco foi um dos pioneiros na utilização de ferramentas de Gestão Organizacional fundamentadas em avaliações por resultados e qualidade. O Agir é a maior ferramenta desse tipo dentro da instituição. Porém, só é voltada às agências de varejo.

Sem a voz do empregado
Recentemente o banco lançou um Programa de Qualidade Total denominado SQV, que serve, segundo a empresa, para avaliar o comportamento das vendas realizadas pelos bancários, o que gera penalidades aos trabalhadores.
Só que, assim como o Agir, o SQV foi implementado sem participação alguma dos trabalhadores, o que faz com que esses programas entrem em conflito com o trabalho real; ou seja, o dia a dia dos funcionários.

Nova reunião em 18/09
Na próxima reunião, que será realizada no dia 18 de setembro, será entregue uma pauta sobre os programas. As reivindicações serão baseadas em pesquisa realizada com os trabalhadores sobre eles e estudo feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Os funcionários só são contemplados nesses programas quando eles e a agência atingem a pontuação máxima. Queremos criar uma fórmula de reconhecimento para os demais trabalhadores com bom desempenho”, disse Eduardo Munhoz, diretor do SindBancários e membro da COE.
Ainda para a próxima reunião, o banco se comprometeu a dar explicações sobre o programa “Vai que dá”, lançado recentemente.

Humilhação

O COE Itaú entregou para a direção do banco denúncias de humilhações que estão ocorrendo no momento de demissão e de transferências de funcionários para agências a mais de 20 quilômetros da última. “Acreditamos que nos dois casos, o problema é de gestão. Tanto na condução da demissão, como na escolha de uma agência muito longe por pura birra”, finalizou.
Os trabalhadores também farão um convite para que o diretor executivo do Itaú venha à sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Contraf-CUT) apresentar suas projeções e expectativas para 2020.

Fonte: Contraf-CUT

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