COE do Itaú aponta prioridades na segunda reunião do GT de Saúde e Condições de Trabalho

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú apontou as principais questões que afetam o dia a dia dos bancários na segunda reunião do Grupo de Trabalho (GT) de Saúde e Condições de Trabalho, na quinta-feira, 9/6, na sede da Contraf-CUT, em São Paulo. Na ocasião, foram abordadas as questões sobre a gestão do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) e do departamento de saúde ocupacional, além dos problemas que estes pontos vêm acarretando aos trabalhadores do banco. A próxima reunião será dia 7 de julho na sede Itaú, em São Paulo.

Segundo a integrante da COE do Itaú e do GT de Saúde e Condições de Trabalho, Adma Gomes, vários problemas estão ocorrendo em todo o território nacional com relação ao PCMSO. “Os erros estão acontecendo no momento em que o bancário entrega sua documentação de afastamento/licença ao gestor, fato que vem ocasionando vários problemas, entre eles endividamentos e demissões. Por isso, cobramos do banco uma segunda alternativa ao bancário na apresentação dos documentos, para que os mesmos não se extraviem e que o trabalhador não seja penalizado com abandono de emprego ou até mesmo demitido”, explicou.

Sobre este assunto, o banco ficou de apresentar nos próximos encontros um plano de comunicação. A reivindicação dos trabalhadores é que o banco crie uma alternativa, um canal de comunicação para o bancário, que não seja só o gestor. O banco ficou de analisar.

Adiantamento e reembolso

Outro tema abordado na reunião foi sobre o requerimento de adiantamento emergencial de salário de benefício previdenciário e autorização de reembolso. Os representantes dos trabalhadores cobraram do banco explicações sobre duas cláusulas da CCT que estão sendo mescladas no documento: a cláusula 28 (complementação de auxílio-doença previdenciário e auxílio-doença acidentário) e a cláusula 62 (adiantamento emergencial de salário nos períodos transitórios especiais de afastamento por doença).

Para o coordenador da COE do Itaú, Jair Alves, o banco não pode mesclar duas cláusulas em apenas um requerimento. “Tratam-se de duas cláusulas importantes da CCT e que não podem ser mescladas em uma só. Vem causando muita confusão e endividamento para os funcionários do Itaú”.

O banco ficou de analisar o requerimento de adiantamento emergencial de salário de benefício previdenciário e autorização de reembolso.

Programa de Readaptação

Durante a reunião, o banco apresentou o Programa de Readaptação do Itaú. O diretor de Saúde do SindBancários, que participou da reunião e é funcionário do Itaú, Eduardo Munhoz, destacou a importância do debate e da manutenção das reuniões para que o Programa possa sofrer melhorias. “O importante é termos consciência de que quem reabilita é o poder público (INSS). Não podemos avalizar um programa que se destine a “reabilitar ou readaptar, pois isto tem consequências jurídicas. Reabilitação pela empresa não caracteriza a certificação de reabilitação refletindo assim no pedido de auxílio acidente, dano moral, plano de saúde vitalício nos casos de aposentadoria por invalidez”, explicou Eduardo.

Os dirigentes sindicais destacaram os seguintes pontos para a construção de um programa de retorno ao trabalho com participação sindical:

> Eliminar os riscos e adequar ou transformar a organização do trabalho para se adequar ao trabalhador;

> É necessária equipe multidisciplinar;

> Os médicos devem comparecer ao local de trabalho dos bancários para ter conhecimento do trabalho real;

> Autonomia do médico do trabalho em relação a instituição e seus gestores para atuar em prol da saúde do trabalhador (a);

> O programa de retorno deve acatar a recomendação do médico assistente do (a) trabalhador (a) independente dos programas organizacionais de recompensa do banco;

> O banco deve construir um amplo programa de esclarecimento em conjunto com o movimento sindical para evitar o assédio moral;

> Criação de um canal de abertura com o banco para resolver os problemas que vem sendo relatados pelos trabalhadores e acompanhamento trimestral do programa e seus resultados.

“Além destas reivindicações, nós deixamos claro ao banco que a saúde do trabalhador é um direito imprescindível e, portanto, o que está em legislação deve ser respeitado”, ressaltou o secretário de Saúde da Contraf-CUT, Walcir Previtale.

Mais transparência de dados

Outro destaque da reunião foi em relação a transparência dos dados sobre o programa de readaptação. Os dirigentes cobraram da instituição financeira maiores informações sobre os participantes: a questão de gênero (quantos homens e mulheres fazem parte do programa) e as doenças mais incidentes dos participantes.

“Além de um maior detalhamento do programa, também solicitamos que o banco traga o número de bancárias e bancários afastados pelos benefícios acidentários (B91) e auxílio doença (B31)”, explicou Adma.

O banco ficou de averiguar a possibilidade de trazer este levantamento no próximo encontro.

Fonte: Contraf-CUT, com Imprensa SindBancários

 

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